DNP: UM SOM DE VENTOS E NUVENS (2018)

A sinergia do CD Mudança dos tempos é engraçada, ele nasceu sabendo o que falaríamos dele

DNP: um som de ventos e nuvens
por Mário Pazcheco

Oldair Vieira - guitarras, teclas e produção musical
Neno Vieira - bateria
Moisés Rodrigues - contrabaixo

CONTATO: 61 3374 3632

Projeto realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do DF.
Disco gentilemente cedido.
Gravado, mixado e masterizado no Zimmer-Cöllen Studio, Ceilândia/DF, de 2016 a 2018.

O disco idealizado têm 12 faixas

"Índigo"
"A roda da fortuna"
"Fields of peace"
"A idade da razão"
"O por do Sol nascente"
"Estática"
"Um dia de cada vez"
"O livro da face"
"Paralelos"
"Memorabilia"
"Dr. Rock"
"Se você quer ter razão"

Você poderia abrir a edição nacional da revista Rolling Stone que acabara de chegar às bancas naquele outono de 1972, e na coluna de discos viria estampado a capa desse disco, digo do novo CD Mudança dos ventos, do trio DNP, de Ceilândia.
Quem deu o toque para a audição, foi Wendel Rocha: "Você tem que ouvir, é uma mistura d'O Terço com Pink Floyd!" Minhas orelhas captaram Ry Cooder, André Geirassati e Jimmy Page.  Tem ecos da transição d'O Terço  para o 14 Bis. O som do DNP é carregado pelas nuvens e navega pelo Pôr do Sol, o subir da lua ou as folha a ficar vermelhas... 

dnp 
na capa a identidade visual do som

Pense que a suíte de abertura "Índigo" e as faixas seguintes "A roda da fortuna" e "Fields of Peace" sejam o núcleo musical do disco, o centro com efeitos etéreos, notas bluesy.

"A idade da razão" no título reflete os questionamentos do Eu, e reflexões entre a vida/morte semente/flor.

"O por do Sol no nascente" é a retórica do disco, uma canção dos tempos atuais regidos pela luta do homem pela moradia no planalto ou no campo do Brasil ou na América do Sul e espalhadas pelo mundo.

A faixa "Estática" será lembrada depois de ouvida, nela há um lindo vocal feminino gigante.

Em "Um dia de cada vez", seus arranjos vocais soam melhores que os dos quartetos.

O ouvinte flui na onda sonora que lhe cabe, na faixa "O livro na face" eu revisitei com satisfação o Manfred Mann, uma marca indelével do rock progressivo praticado no DF.

A métrica do disco tem uma fonética beatle e subliminarmente pede-se para ser ouvido do lado B para o lado A. O galope surdo do início dá vazão a uma moto aquática.

Os versos:

"Ou nas sábias palavras do oráculo? / A isso chamo distopia"

e

"Pela janela a realidade condensada / Num tubo de ensaio em um canto da sala"

Explicam o conceito da viagem

As mais autobiográficas e divertidas faixas são as particulares "Paralelos" e "Memorabilia" e seus macetes para ouvir um LP.

"Dr. Rock" é uma mini-ópera que deveria ser o clipe da banda.

Em "Se você quer ter razão" eles se mantém a frente da proposta sonora e concluem com um clichê de discos psicodélicos.

DNP conseguiu cantar emoção e tocar magia.

"Esse disco...  eu chamo de disco mesmo... e ainda escuto o 'disco' inteiro da primeira à última 'faixa'... old school total  é assim que gosto. Compensa ouvir do início ao fim! (Wendel Rocha, guitarrista do Terno Elétrico)

tellah

não há como deixar de não associar

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