1º de Maio: Festa em Três Tempos (Entre o Sol e a Lua) (2026)
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Hoje é dia de reflexão, de manifestações e também de celebração em vários países. No Brasil, feriado que ganhou força histórica no governo de Getúlio Vargas. Nesse espírito, deixo clara minha posição: defendo o fim da escala 6x1, por entender que ela fere o descanso, a saúde e a qualidade de vida do trabalhador — contrariando a dignidade que marca o Primeiro de Maio.
É uma festa em três tempos — começo, meio e fim — como uma canção do Raul Seixas. E que o último a sair apague a luz… ou ofereça carona.
Uma miríade de talentos: da fotografia às vozes, atravessando o sol e a lua.
E o mais estranho dos sentimentos — o amor — segue sendo também o mais potente.

Sem listar todos os nomes, fica o registro de quem fez tudo brilhar como lua cheia.
Menguele, fina flor do som — sem ele, não haveria esse brilho.
Sóter abriu caminhos, literalmente salvando o início com versos outrora mimeografados.
Rênio Quintas, camaleônico, trouxe um discurso denso, carregado, quase incendiário.
O amigo Alexandre Renato esteve lá, testemunha viva, acompanhando tudo em múltiplas camadas.
Destaco o carinho constante do casal de amigos Júlio & Rose, sempre presentes nessa caminhada.
Eis o que o sol revela: trouxeste o “Kbça di Praia”.
Marquinho e Araquém — que alegria imensa ver vocês tocando de novo por aqui.
Ao som do violão, nas interpretações cheias de personalidade de Camilla Haddad — atravessando versões dos Beatles — reafirmamos: somos sírios, palestinos, beatlemaníacos e petistas. Somos gente do bem.
Márcia Tauil, a madrinha — que show, que presente.
O agora saudoso Célio de Moraes atravessou o underground em várias camadas. No Guará, tinha uma dedicação rara: aparecia quando podia, mas nunca esquecia. Presença sincera, daquelas que permanecem.
— Gabriel, qual música hoje você dedica ao Célio?
Faremos uma prece antes.
Gabriel Lourenço respondeu:
— Pode ser Little Wing.
E a música ecoou — misturada às lágrimas que escorriam silenciosas.
Débora Cristina, rainha do microfone, e Gabriel Lourenço, garoto da guitarra — juntos, em sintonia.
Gizelly no microfone, Charles na guitarra, ali no banquinho — vocês são da casa.
Coletivo das belas artes pulsando.
Todo amor à Katia e aos amigos.
Famílias Tauil & Pacheco sob a inspiração do Espírito Santo.
Lucy Trovão irrompeu como um raio em noite de lua.
Marcela surpreendeu, revelando-se cantora.
Menguele & Ilka — tocando “em casa”, sucesso absoluto.
Valeu demais. Quando surgirem mais fotos, vídeos e outras preciosidades, seguimos compartilhando.
Agradeço a todos e peço desculpas por qualquer inconveniente — era muita coisa acontecendo ao mesmo tempo.
Agora, vou tirar umas férias de mim mesmo.
Tempo de respiro, de repensar caminhos.
Por enquanto, silêncio: sem ensaios, sem artigos.
Produzir em meio ao caos e ao arrocho é pesado.
Mas seguimos.
Boa sorte nas suas aventuras.