PAULO IOLOVITCH, O PINTOR DE ENTREQUADRAS (2004-2026)
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“EU SOU UM PINTOR DAS ENTREQUADRAS, DA 304 À 109.”
PAULO IOLOVITCH
Qual é o nome da relação entre a cidade e seus habitantes? Primeiro, vivemos nela. Depois, quase sem perceber, ela passa a viver de nós — dos nossos gestos, dos nossos caminhos, dos nossos ruídos. Há algo de troca, de absorção mútua, como se o espaço urbano se alimentasse das histórias que deixamos espalhadas pelas ruas.
Talvez seja uma espécie de antropofagia geográfica: pessoas que atravessam suas vidas na capital do Brasil, perambulando pela noite, entre bares, conversas cruzadas, ecos de música e silêncios cheios de memória. Cada passo inscreve uma marca invisível, cada encontro transforma o cenário, cada ausência também.
É nesse território de ida e volta — onde a cidade molda e é moldada — que surge a figura de Paulo Iolovitch, o pintor de entrequadras. Um observador e, ao mesmo tempo, parte viva desse organismo urbano que nunca dorme por completo.

