MIRA ALVES: SUA POESIA ERA UMA EXTENSÃO DE SUA ALMA (1960-2024)

NOTA DE PESAR

“AO LOUCO - O meu mestre pousou por um hospício, e eu, nem isso!” (Mira, 2010)


A Secretaria de Mulheres e o PT-DF vêm por meio desta Nota de Pesar, prestar sua homenagem à companheira Mira Alves, 64 anos, poeta e militante cultural, que faleceu nesta terça-feira, 20, em Luziânia, vítima de um AVC.
Artista plástica, pintura, poeta e escritora, Mira era chamada de “poeta das madrugadas”, a que mais vendeu livros de poesia em Brasília, nos seus 40 anos de caminhadas entre as esquinas imaginárias da cidade que ela tanto amava.
Mira gostava de ser chamada de “a mulher do Cerrado Brasília”. Para algumas amigas de poesia, noites e conversas, Mira era o tipo de mulher que insultava o dito normal, desmanchava-se em poesia e seguia ditando seu estilo próprio, totalmente desobrigava de seguir modelos.
Mulher que emitia mensagens por meio de sua verve poética, Mira Alves escreveu o poema “Insulto Insano”, em que trava uma luta com o que chamou de “enganos” seus, e assim seguiu buscando dar leveza à vida, por meio da arte e da poesia.
Por tudo que foi em vida, nós mulheres petistas do DF lamentamos sua partida precoce e ressaltamos a importância de seu legado poético.

*Mira Alves, presente! Agora e sempre*.

Secretaria de Mulheres do PT-DF
Partido dos(as) Trabalhadores (as) - DF

"Mais uma perda pra Arte e Cultura de Brasília. Mira era uma grande "Artista de Rua", vivia sempre a apresentar seus livros e seus poemas nos bares e "nas mesas de bares", sempre com um papo agradável e uma humildade digna dos grandes que não reconhecem o tamanho do seu talento... Havia prometido a ela que faria um projeto pra ela depois que ela tirasse o seu 'Ceac', mas infelizmente não poderei ter esse prazer..." (MARCELO MOTTA FONTELES)

Vai na luz, e que os Deuses da Arte a recebam!

"Poetisa que vendia seus livros em preto e branco pelos bares da noite suja de Brasília. Aos poucos, a noite suja de Brasília fica vazia, perde seu glamour, fica sem alma simples nas quadras comerciais repletos de bares sem os amigos das décadas passadas. Siga na luz em preto e branco da lua." (JOSIBEL ROCHA)

"Só soube agora do falecimento da Mira Alves, poeta da geração mimeógrafo, circulava pelos bares na noite de Brasília sempre vendendo os seus escritos, sempre muito quieta, sempre muito discreta, tenho vários livros dela!!! Que ela descanse em paz!!!" (SONIA PALHARES)

"Querida Mira Alves, que sua poesia siga te conduzindo e que amor divino te receba e te acolha. Mira foi uma guerreira, uma poeta incansável, uma artista como poucos, uma alma elegante! Todo meu carinho e respeito pela sua trajetória, foi uma honra te conhecer e acessar a sua arte! Siga na paz e luz, amada! Mira Alves, presente!" (RITA ANDRADE)

0 mira

"O Beirute, o Conic e 'a solidão dos bares que a gente frequenta' apagam suas luzes. Mas a poesia permanece catapriscando na memória, no gosto, no olhar, enfim, na saudade daquilo que já aparece (mais que parece) o que foi outra vida dentro do mesmo sopro de vida - brisa devida ao tempo.
Vai na luz minha amiga, que aqui a gente segue atravessando as sombras com as lamparinas e archotes que nos restam."
Mira... presente! (ROBERTO GICELLO)

ENTRE POETAS E BEIJOS 

Na calçada em frente ao Teatro dos Bancários, na Avenida W3 Sul, eu, Pezão e Mira Alves brindávamos à vida. Era uma cena verdadeiramente inspiradora. Lembro-me vividamente da expressão radiante no rosto de Pezão na presença dela, como se estivesse num estado de pura felicidade. Desde então, nunca mais vi Pezão tão contente ao lado de alguém.

A lembrança de Mira Alves ainda me causa uma sensação de melancolia. Sua essência simples e sua poesia descomplicada deixaram uma marca indelével em mim. Sua arte era uma extensão de sua alma, e seus desenhos, que adornavam as paredes do apartamento do pintor Paulo Iolovitch, eram testemunhos de sua genialidade. Cada natureza-morta retratada por ela tinha um toque de originalidade que ecoava os mestres como Van Gogh. Frequentemente, eu questionava Paulo Iolovitch sobre como ele conseguia adquirir obras tão marcantes como as de Mira. (MÁRIO PAZCHECO)

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