Maguim: Uma Relação Delicada de Distanciamento e a Necessidade de Evitar Sua Loucura (2024)

MAGUIN, SEMPRE COM O MICROFONE OU UMA CERVEJA NA MÃO!

por mário pazcheco

Stoner_Babe

slamd (3)

Stoner Babe • filmado e fotografado para posteridade...

Stoner Babe apresentou Novinha canção imoral da melhor safra de Roberto & Erasmo ou Marciano Sodomita.

14 de janeiro de 2024

Rotulá-lo apenas como "meu amigo" seria pouco sociável e egocêntrico. O correto seria referir-se ao vocalista Maguim como "nosso amigo".

Foi durante as noites vibrantes de um dos eventos do "Sarau Psicodélico" em Taguatinga que pela primeira vez me deparei com aquele homem esguio que capturou minha atenção. Uma aura estelar irradiava dele. Maguim, de maneira desajeitada, empunhava uma bateria rudimentar, e o que mais me chamou a atenção foi o visual dela em tons de rosa, que considerei algo entre o "Barbie" e o primitivo, lembrando-me de Iggy Pop.

Num domingo à tarde no Butequim Blues, eu organizava um evento de rock com jovens e os roqueiros devidamente marcados pelo tempo, incluindo alguns da minha idade. Trocamos cumprimentos animados. O momento interessante e divertido ocorreu quando um simpático casal de idosos apareceu para prestigiar o filho deles, o Marcelo Castelo. No entanto, quem diabos era Marcelo Castelo? Descobri que se tratava do "Maguim" e que o novo nome da sua banda destinada ao estrelato era "Stoner Babe".

Maguim era um roqueiro excêntrico, mas surpreendentemente tradicional, que valorizava a família e a considerava seu maior tesouro. Ele nos convidou diversas vezes para conhecer sua família e a ampla casa em que residiam em Taguatinha Norte. Certa vez, curioso, perguntei aos pais dele qual era a sensação de vê-lo no palco. Em resposta, eles riram de maneira descontraída, mesmo tratando do assunto de forma séria.

Maguim sempre foi muito próximo da minha família e da minha filha, e eles compartilhavam constantemente receitas de cosméticos. Essa afinidade me aproximava dele, embora eu mantivesse distância do envolvimento fatal do sexo, drogas e rock'n'roll que Stoner Babe seguia como seu testamento.

   O cara se contorcia, transformando o pedestal do microfone em um objeto fálico, exibindo a barriga e expressando visceralidade e violência com letras obscenas e divertidas, algo que não se via há muito tempo. Do backstage, nosso ídolo Serguei apreciava a apresentação de Maguim como se estivesse prestes a participar de alguma orgia, e isso era exatamente o que acontecia após os shows. Essas histórias já foram compartilhadas nas redes sociais, mas o que importa aqui é uma frase dele: "Vocês não sabem como é difícil!" Era uma expressão repetida depois de inúmeras tentativas de levar a plateia ao êxtase. Claro que eu entendia do que ele falava, sobre a entrega do artista à sua massa de leões famintos.

Apesar de franzino, Maguim possuía músculos fortes e o preparo psíquico de um campeão de xadrez. Ele encarava a vida com seriedade, era disciplinado e estava sempre pronto para aceitar qualquer desafio. Esse era o segredo do sucesso da Stoner Babe, uma revisão dos gêmeos tóxicos que lideravam as explosivas bandas dos anos 70.

Nosso relacionamento sempre foi pautado pelo respeito mútuo, e até mesmo um triângulo, com a presença constante de Tiago Rabelo e da polícia do Entorno nos observando em nosso grau de loucura e embriaguez. O que nos denunciava eram as roupas exuberantes, indicando que em breve uma banda explosiva se apresentaria no "Cassino do Chacrinha". Cientes do tamanho da encrenca, os simpáticos policiais nos liberavam, sabendo que estávamos prestes a fazer um show de rock. O que eles não sabiam é que tínhamos nossos alvarás de soltura expedidos pelo próprio pai do Maguim.

Vá na paz, Maguim. Nós aqui o teremos no coração, ao lado de Serguei e Iggy Pop, enfrentando aquela multidão descontrolada na sua frente, enquanto você ilumina o palco e as nossas tristezas.

Naquela noite rolava uma festa
E a notícia se espalhou pelo ar
Muitas carretas e motocicletas
Os cabeludos não podiam faltar

Muita cerveja e vinho gelado
Mil gatinhas pra lá e pra cá
Rolava o brilho e muita fumaça
E a banda só ficava a cantar

I Love the sex, the drugs and rock’n’roll

Azaração era pra todo lado
5000 watts nos auto falantes
Uns subiam e outros caiam
Havia cheiro de sexo no ar

Lá pelas tantas pintou os meganha
Eu já sabia o que eles queriam
Nada que a grana não possa comprar
E o pessoal não parou de cantar

I Love the sex, the drugs and rock’n’roll

aStone baby

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