Onde andará a pasta de fotos dos "Quadradões"? (2025)

Onde andará a pasta de fotos dos "Quadradões"?

Entre os dias 16 de maio e 14 de junho de 2018, um dos estandes da mostra "Temos Nosso Próprio Tempo", realizada na Casa da Cultura do Guará II (Brasília/DF), apresentou uma justa homenagem ao jornalista e vocalista Castello — figura antológica e pioneira do rock de Brasília. Considerado por muitos como o primeiro "rei do rock" da capital, Castello fazia shows memoráveis em que surgia de motocicleta no palco para cantar clássicos de seus ídolos: Elvis Presley, Chuck Berry, Little Richard e James Brown.

Outro veterano do rock candango presente na mostra foi Tonicesa Badu — procurem por ele. A história ainda pulsa nas margens do quadradinho.

O mistério da pasta perdida
Mas permanece uma pergunta que atravessa o tempo: onde andará a pasta de fotos e recortes de Castello?

Sabe-se que o material foi emprestado a um produtor cultural que, algum tempo depois, deixou Brasília rumo ao sul do país. A partir daí, tudo se fragmenta em versões. Nunca mais foi visto. Nunca mais foi exibido. Nunca mais voltou.
Talvez seja tarde demais para cobrar.

Mas e se não foi exatamente perdido?

E se Castello — por escolha, por confiança, por cansaço ou até por desapego — tiver simplesmente entregue aquele conjunto de recortes e fotografias?

Um gesto silencioso, sem testemunhas, que dissolveu não apenas a posse, mas também a possibilidade de retorno.

Ainda assim, fica o registro — porque é nele que a memória resiste.

Se essa pasta ainda existir, em algum lugar, ela não pertence ao esquecimento.
Pertence a Marlene, guardiã legítima dessa história.

 

 

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