Quase Seis Décadas de Vida

O Rock que Resiste: Uma Jornada Através da Música e Reflexão
O som estrondoso das guitarras ecoava pelas paredes do pequeno clube. A multidão, um mar de rostos vibrantes, se movia em perfeita sintonia com o ritmo contagiante da banda. No palco, o vocalista, com seus longos cabelos negros e olhar intenso, erguia o punho cerrado em um gesto de rebeldia. Era a voz da resistência, ecoando em cada verso, em cada acorde, em cada nota.

Para o homem branco de meia idade, encastelado em sua torre de marfim no Planalto Central, essa cena era uma afronta, um ataque à ordem estabelecida. A liberdade, a individualidade, o anti-autoritarismo e a contracultura representados pelo rock eram como farpas em sua carne, irritando-o profundamente. Mais do que isso, o declínio de seu poder e a queda da "grana fácil" em cargos de comissão o deixavam furioso.

Enquanto a banda tocava, o narrador, um jovem idealista, se perdia em pensamentos. Sentia-se como John Lennon cantando "Imagine" e pregando paz para as câmeras da TV em 1975. A ingenuidade da juventude, a crença inabalável em um mundo melhor. Mas as câmeras de TV, que antes o fascinavam, agora o deixavam hesitante. Como reafirmar seus ideais, suas crenças, através de palavras que não soassem como bravatas vazias?

A noção-antimaterialista, com sua ênfase na mente, no espírito e na alma, oferecia uma alternativa à visão materialista do mundo. Uma perspectiva que valorizava a experiência individual e a subjetividade humana, reconhecendo que a realidade vai além da mera matéria.

Vivendo no mundo material, com suas necessidades e desafios, o narrador buscava significado e felicidade. A busca por comida, abrigo, roupas, segurança financeira e conforto físico era uma realidade inegável. Mas havia algo mais, algo intangível, que o impulsionava. A arte, a música, a poesia, a expressão criativa eram a ponte que o conectava a esse algo mais.

O ano de 2024 foi marcado por momentos memoráveis. Shows de bandas como Walter Muganga, A Nave Estelar, Barbarella b, My Bloody Vision, Marizan e Pobeto, Patrícia Duboc e Fred Brasiliense, Débora Cristina e Robson Rodrigues e The Dark Side energizaram a cena musical. A perda da poetisa Mira Alves e do vocalista "Maguim" da Stoner Babe deixou um vazio irreparável.

O documentário sobre os 50 anos do único LP do grupo Matuskela, a participação do guitarrista Anapolino e o clipe da música "Valerá" de Magu Cartabranca e Os Candangos foram frutos da paixão pela música e pela arte. A vida, como um ciclo interminável, se desenrolava em pensamentos, ações e criações.
E a pergunta pairava no ar: qual será o próximo capítulo dessa história?

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