ALEJANDRO JODOROWSKY: CINEASTA XAMÃ

Jodorowsky, o cineasta xamã
por Luiz Zanin, Seção: Cinema, Atualidades - O Estado de S. Paulo

3º dez. / 2007 - No sábado, depois do seminário, saí correndo para assistir El Topo, de Alejandro Jodorowsky, no Centro Cultural Banco do Brasil. Depois do filme houve ótima palestra com o crítico Marcus Mello e o diretor Carlos Reichenbach, dois admiradores de Jodorowsky.

"El Topo é definido", acho que por ele mesmo, como um “faroeste psicodélico", e é um dos filmes mais surpreendentes que jamais vi. Eu diria que se trata de um faroeste não apenas psicodélico, mas existencial e místico. Uma espécie de tardo-surrealismo, mas banhado pela experiência transgressiva e contracultural dos sixties, tem o próprio Jodorowsky como protagonista. Os planos são pinturas (inquietantes, elas também).

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Cena de 'El Topo', com Jodorowsky e o filho contracenando

As ideias apontam para uma mística paradoxal. Jodorowsky parece, às vezes, manter um diálogo tenso com a religião, que lhe permite ser, ao mesmo tempo devoto e herege. Com tudo isso junto, não dá para perder.

Comentário de: zeca [Visitante]
04.12.07 @ 11:04
"Achei um pouco frustrante a resenha. Jodorowsky merecia mais algumas linhas, até porque ele é um cara muito falador. Quando fez o roteiro da produção frustrada de DUNA, o roteiro dele parecia a lista telefônica de Nova Iorque expandida.
Ele realmente é o mesmo co-autor da série do Incal com Moebius. Os dois se conheceram no mesmo projeto abandonado de DUNA.
Ah, e o restaurante do Ibirapuera se chama The Green pra fazer uma referenciazinha ao restaurante do Central Park de Nova Iorque, o Tavern on the Green. Sabe-se lá porque..."

 

Mestre do surrealismo, Alejandro Jodorowsky ganha mostra no CCBB
Pedro Brandt - do Jornal de Brasília

28 NOV. / 2007 - Além de sua cinematografia, o festival conta com documentários sobre sua obra e filmes afins, como Cabezas Cortadas, de Glauber Rocha. Jodorowsky estará no festival sábado e domingo para uma conferência sobre cinema e quadrinhos e também para a leitura de tarô de Marseille (do qual é uma referência mundial).

No Brasil, Jodo (como é carinhosamente chamado pelos fãs) talvez seja mais conhecido por sua produção em histórias em quadrinhos, como as sagas do Íncal (publicadas pela Editora Devir) e dos Metabarões (revista Heavy Metal). Seus filmes, no entanto, têm despertado interesse em uma novíssima legião de fãs.

"Existe um fosso entre as gerações que conheceram seus filmes nos anos 70 e esse pessoal mais novo. Durante a pesquisa para o festival eu fui procurado por um secto de seguidores dele", diverte-se o cineasta Joel Pizzini, que divide a curadoria do projeto com Guilherme Marback. Um dos mais célebres admiradores do chileno foi John Lennon.

Nascido em 1929 em Iquique (Chile), Jodorowsky viveu no México e na França (onde está radicado até hoje) e se consagrou como um artista multimídia. Nas artes cênicas trabalhou com o mímico Marcel Marceau e Fernando Arrabal; nos quadrinhos, com o mestre Moebius. Seus filmes revelam sua poderosa verve surrealista (discípulo direto de Buñuel e Dalí) em obras sem precedentes como El Topo (1970) e A Montanha Sagrada (1973).

Cultuado em todo o mundo por conta de seus filmes, livros e histórias em quadrinhos, o chileno Alejandro Jodorowsky é homenageado em festival que leva seu nome – desta quarta-feira até o dia 9 de dezembro, no Centro Cultural Banco do Brasil.

 

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