DEBAIXO DA MANGUEIRA - FOTO DE RONALDO BARROSO

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Placa em frente à Câmara dos Deputados é alterada para 'formação de quadrilha'

Autor teve o cuidado de usar a mesma tipologia das placas de sinalização de trânsito utilizadas em Brasília
 
Dida Sampaio, O Estado de S. Paulo

16 OUT. / 2017 - BRASÍLIA - Na véspera da votação da denúncia contra o presidente Michel Temer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), uma placa de sinalização de trânsito em frente à Câmara dos Deputados amanheceu nesta segunda-feira, 16, coberta com um adesivo com os dizeres "Formação de quadrilha. Corrupção Ativa. O grande acordo nacional".

 O autor, desconhecido, teve o cuidado de usar a mesma tipologia e o padrão da cor de fundo das placas de sinalização normalmente utilizados em Brasília.
 
 

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16 out. / 2017 - Ex-Beatle, Sir James Paul McCartney, durante show no Allianz Parque, em São Paulo. Foto: JF Diório / Estadão

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Foto: Ronaldo Barroso

TESTES DE DNA MOSTRAM QUE MULHER QUE PEDIU EXUMAÇÃO DE SALVADOR DALÍ NÃO É SUA FILHA

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Suposta filha de Salvador Dalí é condenada a pagar custos judiciais após exumação
A espanhola Pilar Abel terá que arcar com os custos do processo para teste de DNA. Magistrado não especificou o valor.
 
Por France Presse/https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/suposta-filha-de-salvador-dali-e-condenada-a-pagar-custos-judiciais-apos-exumacao.ghtml

 A espanhola Pilar Abel, que em 20 de julho fez o pintor surrealista Salvador Dalí ser exumado alegando ser sua filha, foi condenada a pagar os custos judiciais do processo.

17 out. 2017 - Em sua decisão, de 13 de outubro, mas revelada apenas nesta segunda-feira (16), um juiz de Madri confirmou que os testes de DNA "permitem excluir Salvador Dalí como pai biológico de María Pilar Abel Martínez", uma vidente de 61 anos que afirmava ter nascido de uma breve relação de sua mãe com o famoso pintor.
O magistrado condenou a mulher a pagar os custos do processo, sem especificar o valor, que pode ser muito elevado diante da dificuldade da exumação.
Em um evento muito midiatizado, o gênio do surrealismo foi exumado 28 anos depois de sua morte do túmulo no qual jaz no Teatro-Museu de Figueras. Tanto ele quanto a autora da ação nasceram nessa cidade catalã.
Os peritos extraíram de seu corpo embalsamado pelos, unhas e dois longos ossos para comparar seu DNA com o de Pilar Abel.
Caso essa filiação tivesse sido confirmada, ela teria direito à quarta parte do patrimônio de Dalí, pertencente em sua totalidade ao Estado espanhol.
Durante todo processo, a Fundação Gala-Salvador Dalí criticou a decisão judicial de exumar o corpo do pintor e apresentou um recurso que não foi aceito.
A instituição insistiu em que toda a ação se baseava apenas na declaração em cartório de uma mulher que assegurava conhecer o suposto affair entre o artista e a mãe da vidente.
Famoso por obras como A Persistência da Memória e O Grande Masturbador, o pintor catalão morreu em Figueras em 23 de janeiro de 1989, aos 84 anos.
Deixou uma herança estimada em US$ 136 milhões (cerca de R$ 430 milhões), que incluía propriedades imobiliárias na Catalunha e centenas de obras. Desde essa data, o montante aumentou com produtos derivados e vendas de ingressos.

Durante décadas, Dalí compartilhou a sua vida com Gala, ex-companheira do poeta francês Paul Éluard e musa que aparece em muitos de seus quadros. Eles não tiveram filhos.

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TESTES DE DNA MOSTRAM QUE MULHER QUE PEDIU EXUMAÇÃO DE SALVADOR DALÍ NÃO É SUA FILHA

'Os resultados obtidos permitem excluir Dalí como pai biológico de María Pilar Abel Martínez', afirmou a Fundação Gala-Salvador Dalí.
 
Por France Presse / 

6 set. / 2017 - A espanhola Pilar Abel, que em 20 de julho passado fez com que exumassem o pintor Salvador Dalí como parte de um processo de paternidade, não é filha do artista, informou nesta quarta-feira (6) a Fundação Gala-Salvador Dalí em um comunicado.

"Depois de analisadas as mostras biológica de Pilar Abel Martínez e as obtidas na exumação dos restos mortais de Salvador Dalí, (...) os resultados obtidos permitem excluir Dalí como pai biológico de María Pilar Abel Martínez", afirmou a Fundação, citando os advogados.

Teste de paternidade
Uma juíza de Madrid ordenou, no fim de junho, a exumação do corpo de Dalí, morto em 1989, para um teste de paternidade. De acordo com o jornal "El País", Maria Pilar Abel Martinez, que nasceu na cidade de Girona em 1956, entrou com uma ação para ser reconhecida como filha do artista.
Segundo a decisão da Justiça, estudos do DNA do cadáver do pintor são necessários, já que não há outros restos biológicos ou pessoais adequados para o teste.
Maria Pilar luta para ser reconhecida como filha de Dalí desde 2007. Sua mãe, que era de Pineda de Mar (província de Barcelona), lhe contou ter mantido uma relação clandestina com o pintor em Portlligat, onde trabalhava como empregada de uma família que passou uma temporada no local.

ANOS 70: O ADOLESCENTE BRAD ELTERMAN FOTOGRAFOU A INTIMIDADE DOS MAIORES ASTROS DO ROCK DAQUELA ERA

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Joan Jett no píer de Santa Monica comendo batata frita, 1977

FOTOGRAFIA

Todas as fotos cortesia Brad Elterman

Um adolescente que fotografou a intimidade dos maiores astros do rock dos anos 70
Por CLARA MOKRI; fotos por BRAD ELTERMAN
Tradução: Marina Schnoor
https://www.vice.com/pt_br/article/d38j4v/fotos-astros-do-rock-anos-70

 
Brad Elterman relembra seus dias de glória fotografando David Bowie, Joan Jett, Bob Dylan e KISS.

Esta matéria foi originalmente publicada na VICE US .

21 jul. / 2017 - Quarenta e dois anos atrás, Brad Elterman matou aula, dirigiu até um estúdio de gravação de LA e tentou fotografar David Bowie. Ele conseguiu a foto, que acabou na Creem Magazine e começou uma carreira meteórica que redefiniria a fotografia de rock 'n' roll.

Em vez das típicas fotos de shows, Elterman levou sua câmera para os bastidores e qualquer outro lugar, para tirar fotos descompromissadas de alguns dos maiores nomes da era dirigindo carros, comendo batata frita, saindo de banheiros químicos — bom, sendo gente como a gente. Quase meio século depois, Elterman (um colaborador ocasional da VICE) encontrou vários de seus antigos negativos sendo vendidosno eBay, e os comprou de volta para relembrar o passado.

Recentemente tive a chance de conversar com Elterman por telefone sobre andar com a nata do rock, recuperar seus negativos, e do que ele sente mais falta naqueles dias de glória.

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Elterman em sua mesa em 1980

VICE: Primeiro, como essas fotos acabaram no eBay?
Brad Elterman: Nos anos 70, quando eu era muito prolífico com a minha câmera, eu mandava slides coloridos e impressões em preto e branco para revistas do mundo inteiro – mas mantinha um arquivo dos meus negativos em preto e branco. Alguns anos atrás, estive em Tóquio e fui até a sede da Shinko Music, que publicava as revistas Music Life e Rock Show. Eles publicavam tudo que eu mandava para eles, e me tornei o correspondente deles em Los Angeles. Chegando lá, descobri que a empresa tinha acabado, e um segurança idoso me disse que todo mundo tinha ido embora anos atrás e que não fazia ideia de onde foram parar os arquivos. Esse não foi um fenômeno isolado. Todas as publicações para quem mandei fotos nos anos 70 acabaram e seus arquivos desapareceram. Milhares de fotos analógicas foram jogadas no lixo. Não sou só um idiota que perde seus negativos por aí.

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Fotos de Brad de Flo e Eddie nos bastidores de um show do KISS apareceram na revista japonesa Music Life em 1978. Essa publicação tinha a grossura de uma lista telefônica

E por quanto eles estavam vendendo os arquivos, e quanto você pagou?
Comprei de volta alguns dos meus slides coloridos por $20, e a folha de contato por $70. Isso era mais importante para mim do que para qualquer outra pessoa dando lances, então não fiquei tão incomodado em ter que pagar esses caras. Considerei isso uma taxa de recuperação. Algumas fotos estavam com legendas erradas na lista; o vendedor não tinha ideia do que tinha nas mãos. Comprei de volta todos os meus negativos do Neil Young de um show em 1976. Não eram fotos quaisquer. Stephen Stills subiu ao palco para tocar o bis, e eles apertaram as mãos. Foi icônico. Eu tinha que recuperar esses negativos.

Como era sua vida quando você estava tirando essas fotos?
Eu ainda era moleque. Aquela primeira foto que fiz de David Bowie mudou mesmo minha vida. Antes de tirar essa foto, uma vozinha na minha cabeça dizia "Você pode acabar queimando pontes, e as pessoas podem não gostar", mas tive colhões pra fazer isso. Como um adolescente, você só segura a respiração e vai. Depois que mandei aquela foto para a Creem, minha caixa de correio lotou. De lá, terminei o colégio, fui para a faculdade depois pedi transferência para Cal State Northridge. Acabei largando o curso porque tinha muito trabalho e estava sobrecarregado, não consegui continuar.

"Eu não era um fotógrafo de rock tradicional porque não dava a mínima para fotografar alguém segurando uma guitarra. Eu fotografava os bastidores."

O que mais te surpreendeu revendo essas fotos?
Elas me lembraram o quanto eu era criança – eu era como uma máquina. Não havia trabalho colocado para fazer essas fotos. Fotografar era a parte fácil. A noite começava pesquisando onde as bandas tocariam – no Rainbow, Roxy, Starwood, Carlos and Charlie's, no Sugar Shack, etc. E no final do show, depois que todo mundo estava preocupado em encher a cara ou capotando às 2 da madrugada, eu ia para casa e revelava tudo que tinha feito antes de dormir. A adrenalina da noite era tão intoxicante que eu não conseguia dormir. Minha mãe era pintora, então transformei parte do estúdio dela no porão numa sala escura. De manhã, minha mãe entrava no estúdio e dizia "Eca, quem são essas pessoas?" Mas ela sempre me apoiou e dava críticas construtivas para o meu trabalho.

O que você estava mais interessado em fotografar nos anos 70?
Eu não era um fotógrafo de rock tradicional porque não dava a mínima para fotografar alguém segurando uma guitarra. Era isso que todos os outros fotógrafos faziam na época, e eu não estava interessado nessas fotos genéricas de shows. Eu fotografava os bastidores – aquelas eram fotos realmente interessantes que contavam uma história; aquelas eram as imagens que as revistas queriam desesperadamente. Por exemplo, nunca tirei nenhuma foto de show do Willy do Mink DeVille, em vez disso, fui até os bastidores e consegui fotos dele com a esposa, Toots. Foi algo especial.

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A foto de Elterman dos bastidores de Willy e Toots do Mink DeVille apareceu na capa do jornal SOUNDS em 1977

Eu queria fotografar tudo que era novo – todas as bandas legais sobre as quais eu lia nos jornais britânicos como o Sounds, NME e Melody Maker. Um dia, Steve Jones do Sex Pistols veio para a minha casa nadar, e tirei fotos! Quando comecei, eu sonhava em fotografar Bob Dylan. O fato dele nunca sair e nunca deixar tirarem fotos dele tornava tudo mais emocionante. A apoteose da minha carreira foi a noite em que conheci Bob, e ele me pediu para tirar uma foto dele com Robert De Niro nos bastidores do Roxy em 76.

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Steve Jones do Sex Pistols na piscina do primeiro apartamento de Elterman, na esquina entre Sunset e Dohney em West Hollywood, 1977


Que imagens se destacam para você?
Qualquer coisa com a Joan Jett. Ela era minha maior musa. Ela era muito carismática e incrível de fotografar. Nós dois éramos meio tímidos, então ela me deu um grau de confiança para fazer esses retratos.

Que sentimentos essas imagens evocam em você 40 anos depois?
É um negócio emocional para mim. Eu era adolescente quando tirei essas fotos, hoje tenho 60 anos. As imagens trazem lembranças da minha juventude. Algumas das pessoas que fotografei não estão mais aqui. Minhas fotos antigas estão me inspirando, na verdade. Estou escrevendo um roteiro para um filme agora sobre como foi tirar essas fotos nos anos 70. Quando olho para algumas dessas imagens, lembro de algo que aconteceu naquele dia e digo "Ah! Posso acrescentar isso no roteiro".

Como Los Angeles mudou desde os anos 70? Alguma coisa continuou igual?
Alguns dos prédios continuam aqui. No final das contas, Los Angeles é uma cidade de classe mundial. Os sonhadores ainda estão aqui, mas eles vêm e vão. Poucos dos lugares que eu frequentava continuam aqui. O Whiskey e o Roxy continuam funcionando. Assim como o Rainbow Bar e Grill. Hoje esses clubes continuam iguais, mas nenhum dos meus amigos está lá. Eu costumava ser o garoto mais novo da sala, e eu conhecia todo mundo. Agora é o contrário. Talvez eu tenha ficado um pouco cansado depois da vida selvagem que levava naquela época. Preciso de um motivo muito bom para ir a um show hoje em dia, mas não estou totalmente recluso. Fui fotografar o Sunflower Bean recentemente, e foi surreal estar nos bastidores com eles. Era o mesmo camarim onde estive com Bob Dylan e Robert De Niro mais de 40 anos atrás.

Como seu estilo fotográfico e abordagem mudaram desde então?
Nada mudou. A maioria dos meus editores hoje me diz para não mudar nada e fotografar como eu fazia em 1977 com Joan Jett.


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Sue Mengers, Michael Eisner e John Travolta na festa do lançamento de Grease no Paramount Studios, 1978

 
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Foto rara de Stephen Stills se juntando a Neil Young no palco para o bis num show de Young no Pauley Pavilion, UCLA, 1976

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Olivia Newton John beija John Travolta na festa de lançamento de Grease no Paramount Studios, 1978



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Peter Frampton com seu empresário de turnê, Mr. Tiny, depois de ir ao banheiro químico em seu show no Estádio Anaheim, 1978


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Jackie Curtis e Andy Warhol na Margo Leavin Gallery, West Hollywood, 1972


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Joan Jett do Runaways e Danny Wilde do Quick nos bastidores do Whiskey a Go Go, 1977


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KISS nos bastidores do Estádio Anaheim com Neil Bogart, Bill Aucoin e o promoter David Forest, 1978


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Joan Jett brinca de luta com o vocalista do Quick, Danny Wilde, no chão do Whiskey a Go Go, 1977


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Debbie Harry do Blondie nos bastidores do Whiskey a Go Go, 1977


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David Byrne do Talking Heads nos bastidores de um show gratuito na UCLA, 1976


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O cantor holandês Herman Brood na Hollywood Boulevard, 1976


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Pete Townsend do Who numa festa depois de um show no Flippers em West Hollywood, 1978


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Carly Simon e o marido, James Taylor, saindo da festa dos Grammies no Hollywood Palladium, 1976



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David Cassidy no quintal de sua casa em Encino, 1976


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A banda Popsicles, produzida por Kim Fowley, na piscina da casa de Elterman na esquina da Sunset e Doheny, West Hollywood, 1977


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The Orchids na sala do produtor Kim Fowley, 1977


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Danny Wilde do Quick se apresentando no Whiskey a Go Go, 1977


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Os Ramones no set de Rock 'n' Roll High School, 1978


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Mark Hamill com o Quick em Malibu, 1977

 

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Tradução: Marina Schnoor

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BEDLAM E A NEUTRALIDADE DOS INJUSTOS

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Bedlam e a neutralidade dos injustos

por Alexandre Lopes

É irônico como chegamos ao ponto de sentir certa calma ou indiferença ao ver cenas de extrema violência em filmes e séries etc.., é como se chegássemos ao ponto onde nada se torna interessante o suficiente, até aquelas cenas impactantes que você tanto gostava na infância por serem tão viscerais de uma hora para outra se tornam supérfluas, como a tonelada de conteúdo do mesmo gênero, tal como um balde que enche aos poucos.   

A HQ foi criada pelo escritor Nick Spencer e a arte ficou a cargo de Rilley Rossmo lançada em meados de 2012 pela Image Comics com um total de onze capítulos.

Bedlam narra a história de Fillmore vulgo Madder Red, um famoso serial killer que vive na cidade de Bedlam. Atualmente, ele parece estar misteriosamente curado de sua psicopatia. Porém com a chegada de uma série de assassinatos ocorrendo na cidade, Fillmore decide ajudar a polícia a capturar o responsável por trás dos homicídios.

O Madder Red nada mais é que o carisma da história, um personagem aprofundado de forma tão enraizada, que seus atos geram as mais diversas consequências. Ele é o psicopata  no qual o leitor só consegue exprimir uma opinião a primeira vista.... pura apatia, isso é não existe motivação, emoção muito menos entusiasmo, como o próprio Red diz ao doutor, não existe razão ou pretexto, ele só tem um caso simples de loucura, tudo o que ele faz é tão característico, que parece uma paródia, satirizando os vilões dos quadrinhos.

Assim  como Rorschach (Watchmen) ambos anulam sua identidade como indivíduos e adotam o uso do alter-ego como sua verdadeira essência, sendo assim nos deixa a imaginar que um provável trauma de infância ou problema psicológico tenha ocorrido no passado, na HQ o passado de Red não é explorado, de forma a deixar essas perguntas sem resposta.

Aos poucos vemos uma total desconstrução desse personagem, revelando a pessoa por trás da máscara e de todos aqueles atos terríveis, vemos alguém excepcionalmente comum, danificado e com problemas, não um monstro deformado ou uma criatura.

Bedlam é um conflito de ideias e pensamentos, que nos permite uma reflexão extensa para a história ao passar de cada edição. Se você assistiu a série Hannibal irá encontrar semelhanças na trama, seja pelo modo periódico das investigações, peculiaridades dos assassinatos ou as controvérsias e atitudes de seus protagonistas, está tudo lá porém de um jeito mais caricato e cômico.

A ironia e o deboche do conceito de super-herói permeia, com um herói que não é capaz o suficiente para resolver seus próprios os problemas ou salvar o dia, e ao passar da historia vai se provando cada vez mais ineficaz contra o crime. É irônico que a fonte de justiça e igualdade seja tão impotente contrariando o senso comum de um super-herói, provando mais uma vez a ideia de Kick-Ass onde os heróis nada mais são que pessoas com um complexo de heroísmo e tempo livre.

Mais fascinante é a forma como exploram a tensão a partir do estado psicológico de seus personagens, que fornece ao leitor enigmas e instiga uma sensação claustrofóbica, como uma lacuna a ser preenchida, acabam por ressaltar a qualidade da obra.

Vemos um conflito intenso em aceitar o personagem de Fillmore pelo simples fato dele ter sido um psicopata, ver um personagem desses fazendo atos que podem beneficiar os outros é algo estranho, ainda mais pela forma que reforçam seus atos no passado, nos faz pensar que em algum ponto ele está planejando algo grandioso e brutal.

Bedlam possui uma autenticidade incrível, mesmo se pensarmos nas inúmeras referências a filmes e outros personagens de quadrinhos, eles conseguem fugir do padrão.

O visual sem duvida é importante, mas a construção de um personagem autêntico gera mais credibilidade para a historia, não é à toa que sempre vemos  personagens excêntricos e icônicos em filmes, séries, quadrinhos..etc, onde o protagonista é um psicopata.


Espero não ter enrolado muito, eu levei um tempo para escrever isso, bom se você é assim como eu um aficionado em perder o tempo com um conteúdo fascinante, leia a historia e tire sua própria conclusão, creio que vai te levar a alguns momentos bastante reflexivos.

MAO TSE-TUNG POR ANDY WARHOL VENDIDO POR 12 MILHÕES

Arte
Retrato de Mao Tse-Tung por Andy Warhol vendido por 12 milhões

mao

Fonte: http://www.jn.pt/mundo/interior/retrato-de-mao-tse-tung-por-andy-warhol-vendido-por-12-milhoes-de-euros-5766486.html

Um retrato clássico do líder chinês Mao Tse-Tung da autoria do artista norte-americano Andy Warhol foi vendido em Hong Kong por cerca de 12 milhões de euros, abaixo de estimativas que apontavam para mais de 14 milhões.

2 abr. / 2017 - O leilão atraiu muita atenção e o preço estimado foi o mais alto que a leiloeira Sotheby's já avançou num leilão de pintura na Ásia.

A obra de 1973 teve que ser leiloada na Região Administrativa Especial de Hong Kong devido à sensibilidade com qualquer uso da imagem de Mao no continente chinês e a identidade do comprador não foi revelada.

A Sotheby's indicou que se tratou da primeira venda relevante de arte contemporânea ocidental em Hong Kong, que faz parte da República Popular da China desde 1997 e tem um estatuto de semi-autonomia em relação a Pequim.

Quando uma exposição de Andy Warhol passou em 2013 por cidades chinesas, as imagens do fundador da China moderna ficaram armazenadas e não foram expostas.

O legado de Mao e da China comunista que liderou são usadas pelo partido para se legitimar no poder e a sua imagem domina num retrato gigante a praça Tiananmen, além de figurar nas notas.

Mas do seu legado também fazem parte campanhas de assassinatos políticos e medidas económicas que provocaram fome em massa, pelo que a sua imagem é gerida de forma controlada pelo partido.

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