AS NOVAS AVENTURAS DE BATMAN, 1994

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As novas aventuras do Batman

Repórter/redator: Wilson Costa de Souza*

 

Batman, criado por Bob Kane, em 1939, tornou-se, nestes 55 anos o herói de centenas de revistas. Vários filmes e seriados e centenas de desenhos animados. A que se deve esse sucesso?

Muitos acreditam que, assim como o Super-Homem, a sua originalidade e longevidade e capacidade de adaptar-se à qualquer situação são as fontes de seu sucesso.

No cinema, Batman e Robin aparecem pela primeira vez em um seriado de quinze episódios em 1943, com Lewis Wilson e Douglas Croft nos papéis principais, onde vemos a Dupla Dinâmica enfrentar o vilânico Doutor Daka e seus espiões japoneses. Novamente em 1949, mais um seriado de quinze capítulos, desta vez com Robert Lowery e John Duncan nos principais papéis, nos mostra Batman e Robin enfrentando o Mago, um vilão encapuzado, que utilizava fantásticas invenções para extorquir dinheiro da cidade de Gotham.

Mas, somente em 1966, quando em doze de janeiro a nova série de TV, estrelada por Adam West e Burt Ward foi ao ar é que os Paladinos da Justiça passavam à ocupar lugar de destaque no mundo da televisão e cinema. O sucesso imediato da série, ocupando as primeiras posições durante dois anos, apesar do estilo extremamente “camp”, tornaram Batman e Robin e tudo o que eles se referiam ao sucesso de público e de vendas sem precedente, tanto que um filme de 105 minutos, com a Dupla Dinâmica enfrentando o Coringa, o Pinguim, o Charada e a Mulher-Gato foi produzido.

Já perdendo um pouco do impacto após o segundo ano, o produtor Howie Horwitz decidiu lançar uma nova versão do Homem Morcego e assim, aparecia tanto nas revistas como na TV a nova Batmoça (Batgirl), mas, mesmo assim, em 14 de março de 1968, Batman terminava seu reinado na TV.

Mas, apesar de desaparecer em “carne e osso”, em 1968 a Filmation, que produzia os desenhos animados do Super-Homem e Aquaman, decidiu substituir o Rei dos Sete Mares pelo Homem-Morcego, depois chamado os desenhos para “As Aventuras de Batman e Robin”, que continuariam a ser repetidos na TV americana até 1980.

Nos anos 70, Batman e Robin apareciam novamente em desenho animado em dois episódios do Scooby-Doo, produzidos pela Hanna-Barbera, especificamente em 08 de outubro de 1973, Batman e Robin se uniam ao Super-Homem, Mulher-Maravilha e Aquaman e outros personagens para formarem os Super-Amigos. Enquanto Super-Amigos fazia sucesso, A Filmation voltava em 1977 à carga, com mais uma série de desenhos animados do Homem-Morcego, desta vez com outro personagem, o Batmirim (BatMite).

Pouco se veria de Batman nos anos 80 em matéria de filmes e desenhos animados, até que, em 1989, "Batman", de Tim Burton, chegava às telas. Cercado de controvérsias, especialmente pela escolha de Michael Keton como Homem-Morcego, esse filma adaptava partes das excelentes histórias escritas para os quadrinhos por Steven Englehart e seguia o mais perto possível de Jack Nicholson como o Coringa e Kim Basinger como Vick Vale capturaram o público e o fenomenal sucesso fez com que, em 1992, Burton dirigisse, “Batman Returns” com Keaton como Batman, Dany DeVito como o Coringa e Michelle Pfeiffer como a Mulher-Gato. Novamente cercado de controvérsias, tais como a aparição ou não do Robin, esse filme foi sucesso financeiro, apesar de não ter sido bem recebido pelo público e pela crítica.

O sucesso do filme produziu, porém a opinião de que esse seria o momento ideal para o lançamento de uma nova série de desenhos animados do Home-Morcego, porém, desta vez mais sombrios que os anteriores e após a exibição de um piloto de 90 segundos para os executivos da Fox Television, onde Batman enfrentava alguns bandidos no alto de vários edifícios, a Warner começa a produzir Batman: The Animated Series, aqui conhecida como as Novas Aventuras de Batman.

Convocados pela Warner para produzirem o novo desenho, Bruce Timm, Eric Radomski e o produtor Alan Burnett, juntamente com o diretor de histórias Paul Dini começaram a traçar os parâmetros par ao novo desenho, tendo como único focalizador que os desenhos deveriam ter uma animação excelente, melhor que o habitual, chegando o mais perto possível do estilo de animação utilizado pelos estúdios Flesher quando produziram Super-Homem, nos anos 40. Também foi decidido que a história de aproximarem daquelas escritas por Steve Englehart, mantendo também um pouco da visão de Frank Miller, além de manter um clima “anos 40”, que acabou sendo conhecido por “Dark deco”. Timm e Radomski, que havia trabalhado em Tiny Toons também mantiveram parte do clima dos filmes de Burton, inclusive criando a técnica de produzir os desenhos sobre fundos pretos, uma vez que as aventuras se passam à noite ou em lugares escuros, é incorporando todos os truques de animação que existem. Até os roteiros seguem uma progressão pré-definida, onde uma página de roteiro corresponde à progressão de uma única cena. Seleção cuidadosa das histórias, além de “model sheetes” para todos os “personagens” foram discutidos e em 1992 o primeiro episódio, intitulado: “On Leather Wings” (aqui “Asas na noite”) com o Morcegomem era exibido. Sucesso imediato, inclusivo do prêmio máximo da TV americana, o Emmy, a nova série chegou ao Brasil em 27 de fevereiro, através do SBT, mantendo quase que a continuidade de exibição americana.

Com 65 episódios produzidos no primeiro ano, apresentando os vilões tradicionais, tais como o Coringa, Pinguim, Mulher-Gato e Charada, além, dos não-tradicionais “Duas Caras” (que começou em um episódio como um dos melhores amigos de Bruce Wayne, Hera Venenosa, Ra’s Al Ghul e Cara-de-Barro e novos vilões como Harley Quinn, Clock King, além de outros. Excelentes histórias, escritas por Paul Dini, Alan Burnett, Martin Pasko, Marv Wolfman, Len Wein, Gerry Conway, Elliot S. Maggin, David Wise, Mike Barr, Dennis O’Neil e outros, algumas vezes adaptando clássicas aventuras dos quadrinhos, tais como “O peixe sorridente” (um híbrido de uma história de Steve Englehart e outra de Dennis O’Neil e Neal Adams), “Robb’s Reckoning”, com a origem do Menino Prodígio, “The Demon’s Quest”, similar à “Filha do Demônio” ajudam a tornar “As Novas Aventuras de Batman” memoráveis.

Enfrentando muitos problemas com a “Broadcasts & Procedures” a censura americana para desenhos, Bruce Timm tem conseguido contornar diversos problemas, uma vez que álcool, fumo, religião, drogas, nudez e situações enfocando vícios semelhantes são proibidos, porém, essenciais par ao mundo sombrio de Cavaleiro das Trevas.

O sucesso da série levou a Warner a produzir mais uma sequência de novos espisódios, desta vez com a presença maciça de Robin além de novos personagens e vilões. Também um desenho animado para o cinema “The Mask of Phantasm! Foi produzido em dezembro, puxado pela popularidade da série.

Essa versão animada, que assim como os desenhos dos Estúdios Fleisher na década de 40, foram os que mais aproximaram os personagens dos quadrinhos para as outras formas de mídia parece ter se tornado o padrão para as novas séries que virão. Se isso se realizar, sem dúvida alguma os leitores de quadrinhos lucrarão bastante com isso.

*Texto retirado do gibi Força Ômega, n. 01 – Editora Escala, 1994 

 


Londres. Maio de 1967 - Campanha educacional. Sem a ajuda do Menino Prodígio, Batman (Adam West) ajuda um grupo de crianças londrinas a cruzar em segurança uma via, em Kensigton. 

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