O Conic de Iolovitch

O Conic de Iolovitch
Nahima Maciel


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Foto: Edilson Rodrigues
Iolovitch e suas obras: oito
“pratos feitos” pelo trabalho do artista plástico que tem a cara da cidade


Paulo Iolovitch resolveu que já era tempo de dedicar um trabalho ao Conic. Após décadas como frequentador do local, o artista acumulou centenas de histórias capazes de narrar a trajetória do lugar mais alternativo do Plano Piloto. Munido de caderninho, ele começou a entrevistar pessoas e anotar frases e desenhar perfis. Para cada entrevistado, fez uma pintura “A gente é beirutiano e coniquiano” , explica. “Todas as pessoas de Brasília passam por aqui”. “Aqui”, esta semana, é um cantinho entre dois postes ao lado de uma barbearia e perto da Praça do Chapéu. Iolovitch amarrou uma corda em cada ponta e pendurou oito pinturas. É apenas um extrato, uma amostra divertida da produção que conta com 136 peças guardadas na casa do amigo Mário Pazcheco.

Se não chover, Iolovitch vai fazer ponto esta semana na praça até vender as obras. “Eu só vendia em bares. Um dia disse: ‘Vou me dedicar um pouco ao Conic’”. Os frequentadores viraram personagens das pinturas e viram seus perfis estampados nas telas acompanhados nas telas acompanhados de frases pescadas nas entrevistas.

São dizeres que ajudam a definir o perfil do entrevistado e versam sobre a história do próprio centro comercial. Iolovitch diz que as peças custam oito “pratos feitos”, uma média de R$ 80, mas sempre pode haver negociação, coisa que o pintor aprecia como oportunidade para entabular conversas.

Correio Braziliense,  13 de dezembro de 2011

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