QUADRO BATE RECORDE PARA ARTISTA VIVO EM LEILÃO EM NOVA YORK

POP & ARTE
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QUADRO DE DAVID HOCKNEY BATE RECORDE PARA ARTISTA VIVO EM LEILÃO EM NOVA YORK

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Quadro 'Portrait of an Artist (Pool With Two Figures)' foi vendido por US$ 90 milhões.

Por Agência EFE

16/11/2018 09h16 Atualizado há 15 horas


Quadro de David Hockney bate recorde para artista vivo em leilão em Nova York — Foto: David Hockney/Courtesy of Christie's  


O quadro Portrait of an Artist (Pool With Two Figures), do pintor britânico David Hockney, alcançou um preço recorde para uma obra de um artista vivo ao ser vendido nesta quinta-feira (15) por mais de US$ 90 milhões (R$ 339,5 milhões), com taxas e impostos incluídos, em um leilão de Christie's em Nova York.

A peça superou facilmente o recorde anterior de US$ 58,4 milhões (cerca de R$ 220 milhões) que tinha sido pago por um dos Balloon Dog do americano Jeff Koons em 2013.

Portrait of an Artist (Pool With Two Figures) foi recebido na sala da Christie's com um murmúrio de entusiasmo dos presentes e, após iniciar-se o leilão, que partiu em US$ 20 milhões (R$ 75,4 milhões), alcançou os US$ 60 milhões em menos de meio minuto e terminou em US$ 80 milhões (R4 226 milhões) depois de uma longa e tensa "batalha".

Assim, ao somar as taxas e impostos que o comprador deverá pagar, a peça alcançou um preço de US$ 90.312.500, com o que supera em mais de US$ 30 milhões o número histórico de Koons e seus balões.

A obra de Hockney, de grandes dimensões e criada em 1972, é considerada uma das três peças mais importantes do artista britânico, de 81 anos, e nela ele combina dois dos seus temas favoritos: uma piscina e um retrato duplo.

No mesmo leilão foi vendida outra obra de Hockney, Sprungbrett mit Schatten (Paper Pool 14), pintada em 1978, que tinha um valor estimado de US$ 6 milhões a US$ 8 milhões e acabou sendo adquirida por mais de US$ 7,2 milhões (cerca de R$ 27,1 milhões).

O pintor britânico, que começou a ficar conhecido no Reino Unido nos anos 60, se transformou em um dos artistas vivos mais populares, embora seu trabalho inicialmente não fosse levado a sério pelas cores vivas e figuras realistas demais que utiliza.

No entanto, atualmente Hockney vive um renascimento comercial e de reputação graças a três retrospectivas recentes, entre elas uma no Museu Metropolitano de Nova York e outra na Tate Britain que quebrou recordes de público.

Os especialistas apontam que o recorde de Hockney e outras vendas que foram realizadas nesta semana de leilões, a mais importante do ano, indicam que o mercado está inclinado por peças de artistas vivos em uma reação frente aos preços exagerados de obras clássicas.

Também se destacaram no leilão de hoje da Christie's Untitled (Rust, Blacks on Plum), de Mark Rothko, que foi pintado em 1962 e estava nas mãos do endinheirado e poderoso clã dos De Menil desde 1979.

A peça do mestre do expressionismo abstrato tinha sido avaliada pela Christie's em um mínimo de US$ 35 milhões e um máximo de US$ 45 milhões, mas só conseguiu superar por pouco a estimativa mais baixa ao alcançar US$ 35,7 milhões.

Por sua vez, Study of Henrietta Moraes Laughing, pintado por Francis Bacon em 1969, ultrapassou o preço estimado pelos especialistas da casa de leilões, de entre US$ 14 milhões e US$ 18 milhões, ao ser vendido por US$ 21,6 milhões.

Foi recebida também com entusiasmo uma escultura móvel de Alexander Calder, 21 Feuilles Blanches, uma das suas peças mais representativas e que foi executada em 1953, à qual tinha sido concedido um valor estimado de entre US$ 5 milhões e US$ 8 milhões, mas que alcançou US$ 17,9 milhões.

Com um perfil muito mais modesto chegou ao leilão da Christie's de hoje Window, um desenho em lápis de Philip Guston que tinha um valor estimado de entre US$ 300 mil e US$ 500 mil, e pelo qual alguém esteve disposto a pagar mais de US$ 3 milhões, um montante seis vezes superior ao máximo estimado.

Outras estrelas do de hoje foram Discography Two, de Jean-Michel Basquiat, pelo qual pagaram US$ 20,9 milhões, Ocean Park#137, de Richard Diebenkorn, que alcançou US$ 22,5 milhões, e "Untitled", de Christopher Wool, que foi vendido por US$ 15,2 milhões.

A venda de arte contemporânea está em alta, como demonstra nesta semana de leilões milionários em Nova York os números oferecidos hoje pela casa Sotheby's, que calcula suas vendas deste tipo de arte em US$ 1,6 bilhão neste ano, 22% a mais que em 2017.

 quadro

Único quadro de Pollock exposto no Brasil vai a leilão, mas não atinge lance mínimo

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15 nov. / 2018 - O único quadro do pintor americano Jackson Pollock que podia ser visto pelo público no Brasil foi a leilão na noite desta quinta-feira (15), em Nova York. A expectativa era vender a obra - do Museu de Arte Moderna do Rio - por 18 milhões de dólares, cerca de 66 milhões de reais, mas o quadro acabou nao sendo vendido porque não atingiu o lance.

O quadro é pequeno tem 56,7 cm de cada lado e foi criado no período mais valorizado do artista. Chama-se apenas número 16.

Pollock dava números em vez de nomes para deixar a interpretação do público tão livre quanto o próprio ato de criar.

O pintor criou o estilo conhecido como gotejamento: a tela ficava no chão, enquanto o artista respingava a tinta do alto.

A obra foi doada ao MAM pelo empresário americano Nelson Rockfeller em 1952, quando Pollock ainda não era muito conhecido.

Mas a tela já tinha se tornado uma das mais valiosas do museu em 1978 quando um incêndio destruiu 90% do acervo.

Cerca de 100 obras se salvaram. A maioria esculturas e pouquíssimas telas, entre elas a obra de Pollock. Desde então o MAM renasceu e ampliou o acervo. Agora, o museu pretende continuar existindo com o dinheiro do quadro que escapou do incêndio.

O conselho do museu informou que o valor da venda vai garantir o funcionamento do MAM pelos próximos 30 anos.

A nota diz ainda que vai ser criado um fundo depositado numa instituição financeira, com regras rígidas de uso e gerido por um comitê.

O MAM é uma instituição privada sem fins lucrativos que, para abrir as portas ao público, gasta 7 milhões de reais por ano. Entretanto, o museu vem tendo dificuldades para atingir esse valor.

Para uma parte da comunidade artística a venda do quadro de Pollock não é o melhor caminho.

Um manifesto com cerca de trezentas assinaturas condenando o leilão foi divulgado por artistas, curadores, críticos e colecionadores.

O MAM diz que optou por vender o quadro porque, embora tenha obras importantes, a coleção de pinturas estrangeiras não constitui um de seus carros-chefe.

“É a solução péssima, o museu vender aquilo que faz sentido pro museu. E não é uma obra que a gente poderia encontrar outra. Não vai mais se ter um Pollock. O Pollock vale uma fábula no mercado internacional, a chance de se conseguir outro é quase impossível”, argumenta o galerista Paulo Kuczynsky.

“É um importante movimento que o museu ta fazendo pra sem dúvida voltar a brilhar como já brilhou nos anos passados. Vejo como uma alternativa, não como a melhor, mas válida porque a gente vai ter museu conseguindo respirar e fazer exposições pelos próximos anos”, diz Fábio Szwarcwald, da Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV).

 

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