Esboço final: Dick Giordano

Morre o quadrinhista Dick Giordano, artista, arte-finalista e ex-editor executivo da DC Comics

Mercado de quadrinhos atual não seria como é hoje sem a presença de Giordano


O Cavaleiro das Trevas por Dick Giordano

 

29 mar. / 2010 - O quadrinista norte-americano Richard Joseph Giordano, mais conhecido como Dick Giordano, faleceu no último sábado (28 março)  aos 77 anos – mais de 50 destes dedicados aos quadrinhos. Ele estava hospitalizado há semanas e a causa anunciada da morte foram complicações decorrentes de uma pneumonia.

Nascido em Manhattan, Giordano começou sua carreira em 1951 como free-lancer para o estúdio de Jerry Iger, trabalhando na personagem Shenna. De lá, passou para a editora Charlton Comics, onde fez história: de desenhista passou a editor-chefe e lançou uma série de novos heróis, como Besouro Azul e Capitão Átomo, já na década de 1960. Como editor, ele era ótimo em trazer novos talentos para as HQs, como os desenhistas Jim Aparo e Steve Skeates e o escritor Denny O’Neil.

Seu trabalho na Charlton chamou atenção da DC Comics, que o contratou em 1967. Trouxe para a nova editora os colaboradores que iniciara na Charlton. Foi lá também que começou uma parceria com o desenhista Neal Adams, que levaria à sociedade entre os dois na criação do Continuity, estúdio de HQ que funciona até hoje. Nesse meio tempo, além de desenhar, Giordano começou a destacar-se como arte-finalista – tem créditos, por exemplo, nas histórias clássicas de Arqueiro Verde/Lanterna Verde e em "Superman vs. Muhammad Ali".

Em 1980, ele voltou à DC, contratado como editor dos títulos de Batman. Virou gerente editorial em 1981, depois vice-presidente/editor executivo em 1983. Daí até o início da década de 90, ele fez parte do triunvirato editorial Giordano / Jenette Kahn / Paul Levitz, que revitalizou a DC com Crise nas Infinitas Terras, o relançamento dos principais personagens da editora, Watchmen, O Cavaleiro das Trevas, outros sucessos de público (como Os Novos Titãs) e de crítica (como Monstro do Pântano), até eventos como o lançamento da linha Vertigo e a "Morte de Superman".

Ele deixou a DC em 1993, após a morte da esposa, e começou uma semi-aposentadoria. Vez por outra ainda desenhou e arte-finalizou quadrinhos. Participou de um novo empreenndimento, a Future Comics, com os colegas David Michelinie e Bob Layton, que durou pouco, de 2002 a 2004. Entre seus últimos trabalhos, estão os desenhos de uma edição especial de Jonah Hex, a 51, publicada em janeiro deste ano.

Nos comentários que começam a surgir de várias figuras importantes da indústria, há um reconhecimento constante: o mercado de quadrinhos atual não seria como é hoje sem a presença de Giordano.

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