Dez Anos de Site do Próprio Bol$o

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 Bicão: Mário Pazcheco, de amarelo com a banda Cromus, de Luziânia-GO

"Por vezes à noite há um rosto / que nos olha do fundo de um espelho / E a arte deve ser como esse espelho / Que nos mostra o nosso próprio rosto."

Dez Anos de Site Do Próprio Bol$o!

 Às expensas próprias. Um timoneiro conduz o barco sem bússola rumo às rochas. Meio trágico, né?


São dez anos, duas metades de cinco anos online (não interruptamente). Graças a Lula que dispensou o registro de pessoa jurídica, Do Próprio Bol$o voltou... E a Antonio Celso Barbieri, Do Próprio Bol$o é reconhecidamente Avant-garde: particularmente experimental e inovador  inseparável da arte, da cultura e da vida em curso. Pirou, hein!? Pirado!

Tentação
Fazer uma página eletrônica chula, ordinária e desprezada. Aparentemente malfeita. Isso conseguimos.

A bem da verdade
Há uma década existiam camisetas com a logomarca Do Próprio Bol$o, através de um scan dessa malha, uma bandeira começou a tremular no desktop do PC. Lya Lilith colocou online e dedicou-se a alimentar o monstro que um dia vos irá devorar. Luiz Carlos Cichetto, o "Barata" também esteve no timão dessa navilouca.

Há 10 anos atrás,  pensei  na transferência dos arquivos em vários disquetes para a Internet. Os disquetes continham backups dos fanzines impressos desde 1982. Livros e informações da própria Internet e imagens dos eternos ícones que compõem a galeria psicodélica.

Alg(Uns) fãs dedicados
Ana e Júlio (casal da produtora Ruído Urbano) sentem mais do que eu, o meu  próprio ostracismo: não sou conhecido, não recebo convites ou ingressos. Meu nome não frequenta a lista de convidados.
Podrão quer me levar para a boca livre que antecede os festivais para que o povo do rock se divirta comigo: Perigoso!
Tomaz André é  amigo e um dos mais antigos zineiros em atividade no DF. Não sei porque ele não dedica uma edição impressa a Do Próprio Bol$o.
Alexandre Magno quer gravar um disco ao vivo em nossa sede e finalmente transformar Do Próprio Bol$o em selo. O baterista Tiago Rabelo teve a ideia de lançar o primeiro CD da banda Stoner Babe pelo selo.
Hugo Pereira fielmente torce pelo lançamento do livro 10.000 dias de rock que consumiu nove anos de trabalho e despesas, as últimas de correção e diagramação.
Reynaldo Frota é  o artista-fã diário da página.

Do Próprio Bol$o sempre   alvo de zombarias e desconfiança. Lentamente vai graçando. Enfrentando as circunstâncias de realizar um trabalho perene. São ataques cibernéticos e mudanças de hospedeiros. Próximos da mídia sempre acontece algum imprevisto. Quando atingimos os píncaros da audiência temos que novamente mudar a hospedagem. Essas crises  são enfrentadas em silêncio. Estou conformado faz parte do processo, um ataque de hacker desfigurar as imagens dos textos...

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Fotos  ao vivo ou como portfólio feitas por Henrique Ferrera
Na parede BeerHead (tributo a Ramones), no palco Protofonia: tributo e experiências sonoras

 

A partir dos vinte e cinco anos de ação em abril de 2007. A grade reprogramou-se para shows como atividade do fã-clube.  Regra básica oferecer espetáculos com produções hollywoodianas ou como Glauber Rocha disse no leito de morte: “A superprodução não pode parar.” Transformar festas em happenings: para poucos, acesso restrito, nada mais psicodélico. A documentação pelos fotógrafos passou a ser indispensáveis assim como os músicos e artistas do grafite. O resultado desse esforço contundente são os álbuns de fotografia com a trajetória de parte importante do Movimento Invisível do Centro-Oeste.

Além do site. As funções na biblioteca: pesquisar livros diariamente. Organizar as estantes. Procurar nos jornais coisas que ainda nos servem. E ouvir Black Sabbath ou Led Zeppelin. Organizar cronologicamente os álbuns de fotos. Ler livros novos e ainda julgar ser insuficiente para escrever artigos. Para mim foram os Beatles que deflagraram esse processo cultural. Cinquenta anos depois são: A Banda número 1.

Um pouco de   curtição
Atualmente Julimar dos Santos e o Coletivo Mosca espalham grafites e desenhos nas paredes e nos utensílios. Ocupar a vida  preservando e  perseverando. Promessas de documentários e entrevistas rolam. Falar de mim eu mesmo é como morder os próprios dentes. Ninguém entenda: o importante sempre será ganhar dinheiro. Uma outra ilusão muito mais estafante.

Essa edição
Pensei na grade dessa edição como um fanzine impresso. Nesses últimos 10 anos foram essas as matérias que eu gostaria de reunir para impressão. É uma carta com linhas que eu jugo necessárias; que as pessoas conheçam ou revisitem. Já está valendo.

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Todos os sons do sete de setembro de 2013: Encontro Racional Tributo a Tim Maia

Maio de 1964
Em maio, estarei completando 50 anos. Inquestionavelmente minha cabeça se ocupa com isso. A banda ou as que tocarão?. Um desfile de moda. A decoração. O resgate de uma fita VHS ou uma página de jornal. São os primeiros lances.

 

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