ALCOVAS DE ALUGUEL 3 (AVENTURA NO FIESTA, 2021)

Era só mais um outro dia de trabalho remoto como os tantos outros que já perduram por mais de um ano. Dia quente, cheio de atividades com o cansaço tomando conta. 

Lá pelo meio dia, o cabra manda a mensagem “Vamos caminhar? Só caminhar mesmo!” (desta vez quem enfatizou o “só caminhar mesmo “  foi o moço!) Ela, movida pela grande vontade de relaxar do estresse da semana que avançava, aceitou de pronto. Marcaram no local de sempre. 

Às 17h30min se encontraram e começaram a jornada de  alguns quilômetros pelas calçadas da tão conhecida cidade da qual, o moço tem recordações desde a sua adolescência. 

A estrada é longa e o caminho não é deserto; muitos casais, famílias, transeuntes em busca de melhor qualidade de vida lhes fazem companhia no trajeto. Mas eles, em alguns momentos de mãos dados, outras abraçados, mas sempre com a proximidade dada pela atração irresistível que os cerca, per formam o caminho ao cair da tarde. 

Muitos são os assuntos que tomam a incansável conversa, mas esta é sempre pontuada por algum grau de lascívia. 

O macho em muitos pontos do caminho, guia a mão “boba” da moça com toda a discrição a tocar-lhe nos volumes cada vez mais presente em seu corpo. 

Dão uma pequena parada para repor alguma energia, e entre um refrigerante e belisquetes com  formato fálico a instigar a luxuria do casal decidem por mais uma  aventura em outro episódio de  alcovas de aluguel. 

Terminaram a caminhada de uma hora e meia, trôpegos de cansaço, pois havia subidas no  percurso,  mas  isso não foi impedimento para que não prosseguissem o audacioso plano de diversão depois de um dia super cansativo em pleno meio da semana. 

Sob a direção do animado moçinho e com a moça como copilota, partiram rumo à BR 070, onde a moça lembrava-se de uma placa de motel com preço acessível, mas nem do nome do lugar esta se recordava. 

Ao avistarem a placa, que estava com 10% de acréscimo, perceberam que as duas vias da BR estavam com direção única, o que inviabilizava a entrada  no Fiesta Motel. 

Começaram então pela busca de caminhos alternativos que alcançassem a entrada do mesmo. 

Nesta busca em vias aleatórias ao seu conhecimento foram parar ao lado do cemitério da cidade, percorrendo um setor altamente deserto e desconhecido para ambos; surgiu até a “notória” ideia de descerem do veículo e alcançarem a entrada a pé. Ideia imediatamente refutada pela moça; lógico!

Após alguns enganos de percurso, enfim adentraram no Fiesta. 

Mais de 60 suítes labirinticamente dispostas e eles ficaram com a de número 24.

Não havia grandes comodidades naquilo que o macho chamou divertidamente de “bordel” o que em nada intimidou a moça cada vez mais livre, leve e solta na situação. 

Na garagem, nada de toldos elétricos nem porta eletrônica; uma escada os transporia para o andar superior, onde somente uma saleta com mesinha de dois lugares compunham o ambiente e antecedia a suíte.

No quarto ela, a cama de alvenaria com seu espelho emoldurado com três níveis de gesso, o que dava um ar de banheira à cama quando nele refletida, e um frigobar com cervejas e água; Somente isso. Um pequeno expositor com produtos eróticos à venda e o mais interessante: o banheiro com suas paredes de vidro, onde nenhuma privacidade entre o casal seria permitida; algo  que pode ser sexy para um voyeur mais também um pouco embaraçoso para quem só quer se apresentar com um tantinho de mistério, enquanto o outro se alimenta de certa ansiedade. 

Na parede algumas instruções de uso do quarto que muito chamaram atenção. 

“Não será sujeitado manchas de graxa nos lençóis”. Oi???

Há tá! Aquele era um Setor de oficinas e certamente o público do motel era bem formado pelo trabalhadores da região. Tá explicado!

Para a noite de aventuras escolheram o som de uma estação de rock internacional dos anos 80/90. 

E rolaram as pedras!

Primeiro, o banho tépido e revigorante, depois a adrenalina dos corpos que já ficam à vontade um com o outro e descobrem novos caminhos para o prazer.

Entre beijos de corpo inteiro e abraços que enlaçam figuras  ardentes na chama da paixão,  sussurros, gemidos, gritos abafados pelo som do heavy metal. 

Odores de fluidos físicos, visões íntimas e palavras vulgares especialmente escolhidas são os afrodisíacos presentes neste encontro aventureiro e sem pudor. 

Em meio aos delírios de luxúria eles se entregam ao prazer máximo do encontro e gozam juntos e loucamente! 

Depois de satisfeitos os desejos entregam-se ao carinho permeado de ternura romântica e confessam-se enamorados um pelo outro. 

E assim passam-se às duas horas de prazer sem ser notada, e o casal precisa voltar ao mundo real das obrigações noturnas e se vão, deixando para trás mais um ninho  de seus encontros loucos e delirantes. 

Justine de Sade

ALCOVAS DE ALUGUEL

Fiesta Brasília  Motel - St. M-Norte - Taguatinga, Brasília - DF, 72145-760

Telefone: (61) 3372-6060

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