O Fétido Conic Ainda Agoniza!

Conic
Foto: Révero FRANK

O fétido Conic ainda agoniza: agora encontramos aves mortas em suas calçadas! Envenenamento?

A grana do Conic não é menos limpa que a de outros locais já a falta de higiene das suas instalações... mete medo e espalha o horror. 

O conjunto de prédios comerciais que herdou o nome da construtora Conic está localizado bem no coração da Capital Federal. Engana-se, no entanto, quem acredita que o Conic é o primo pobre do vistoso shopping Conjunto Nacional, localizado ao lado, no Setor de Diversões Norte. No Setor de Diversões Sul, território do Conic, a diversão é outra e a riqueza provém de variadas fontes: boates gays, garotas de programa, cines pornôs, sindicatos, partidos políticos, igrejas e um monte de outras putarias. A grana do Conic não é menos limpa que a de outros locais. (Tomaz André) 

Entenda-se por outras putarias: os  mais baratos sebos de discos e livros, camisetarias, gibiterias, lojas especializadas em trajes urbanos para diversos seguimentos como skatistas, rappers, ecoturistas. Barbearias, Óticas, Bibliotecas públicas, Faculdade de Artes, Photoshops, Correios, Agremiações Políticas e muita arte da rua e até cinema! 

(Dês)considerações Fecais (Mário Pacheco) 

Este artigo não repercutirá muito além do fedor dos excrementos abaixo da escada do prédio central do Conic. Detalhe sórdido: ali acontece o projeto “Poesia de Segunda” que tristemente testemunhou a covarde agressão sofrida pelo dramaturgo ZAN (Zeferino Alves Neto, dileto colaborador deste site).

A Lei Seca esvaziou as mesas os caixas e as mentes – só que há mais tempo outros fatores contribuíam para o entorpecimento e a fetidez do Conic que agoniza! Na hora do almoço, ninguém usa a praça central abaixo do Hotel Nacional porque não suportam as ratazanas cruzando sob o sol do meio-dia, caso de saúde pública ou zoonoses. Curiosamente as atas que poderiam definir   o recolhimento adequado para o lixo dos contêineres e a desratização do gramado optaram por ocupar as vias de circulação de ar  com quiosques, o que prejudicou em muito sua arquitetura.

O Conic, erguido no início da década de 70, esconde uma arquitetura que não deve em nada ao urbanismo de Brasília. Ali também existe a Praça Ary Pára-raios, que para ser revitalizada precisaria inicialmente apenas de uma mísera lata de tinta! Já o obelisco pintado por Toninho de Souza precisaria de mais latas e o próprio artista já se ofereceu para repintá-lo! Acontece que o obelisco virou ponto de apoio para os engradados de cerveja e expositor de cartazes anunciando os números de agiotas... 

Agora fechem os narizes 

O notório,  "Bar dos Encontros" encontrou sua vocação, há um bom tempo ele acolhe o “Festival HardCore Caga-Sangue”, na mesma ala há várias electrofestas com   raves dee jays e motivos. Este seguimento é muito mais organizado, agora não dá pra entender porque eles são sempre perseguidos pelas exigências dos alvarás – se na  calçada  ao lado: prostitutas e guris aguardam os carros... 

Por falta de banheiros públicos, estes guris começaram a utilizar o vão da escada do prédio central para defecar e esconder suas pedras de crack, o promíscuo tráfico que era feito na praça entre o Hotel Nacional e o Conic, hoje é feito nos corredores mal iluminados deste prédio. Ao entardecer os guris como tatus abandonam suas tocas para revenderem as pedras e  manterem o próprio vício.  É perigoso circular pelo corredor deste prédio que abrigou-abriga a PMDF! Infelizmente, neste local está o Quiosque Cultural do senhor Ivan da Silva, que assiste impotentemente à decadência, seus leitores por desatenção e desconhecimento que o vão da escada tornou a maior latrina pública de Brasília pensam que a catinga de bosta é oriunda de algum imprudente ‘pum’ ou do banheiro, chega a ser hilário.

No mês que a cidade abriga seu Festival de Cinema e partida internacional de futebol, a Administração Pública de Brasília poderia começar por ali um grande mutirão e os comerciantes poderiam  começar  a pensar em banheiro público e limpeza antes que a especulação imobiliária torne os excrementos em adubo para os seus jardins suspensos!

Querido Pacheco:

 
                 O artigo sobre o fedor no centro vital da Capital Federal, além do fedor natural do poder, quando mal exercido, está primoroso e deveria ser enviado urgentemente ao governador, senão à presidência da República também, uma vez que, como você mesmo observou, o mesmo espaço de diversões públicas na Asa Norte tem higiene e se consolidou como um dos melhores shopings de Brasília. O artigo deveria ser enviado às editorias do Correio Braziliense, por carta do leitor e, num esforço para sua publicação, aos jornalistas do caderno de cidade dos jornais daqui. De fato meu caro Pacheco, nós boêmios, pacoteiros, punks, darks, rappers, surfistas e sindicalistas, putas, putos e religiosos que frequentamos o Conic, temos direito de respirar um ar menos poluído pelo cheiro de urina e fezes. O artigo devia enfatizar o terrível estado de conservação e a sujeira do banheiro nos bares do andar térreo do Conic, onde nós bebemos, e os que comem alí convivem com a falta de higiêne que é uma verdadeira ameaça à saúde pública. Não sei como os fiscais do GDF ainda não fizeram uma blitz alí e interditaram os bares e restaurantes sem banheiro limpo. É um escândalo! Devem estar ganhando propina pra fazer vista grossa. Acho também que os pastores daquelas igrejas alí querem transformar tudo aquilo numa grande concentração de templos, finalidade para a qual o Setor de Diversão Sul não foi criado.

abs. do Paulão de Varadero (22/11/2008)

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