STONE NÃO SE LEMBRA DE TER ESCRITO AUTOBIOGRAFIA

Editor afirma ter cópia de memórias que Jagger que não se lembra de tê-la escrito

Manuscrito cobre carreira de músico até os anos 80. Agentes não comentam sobre autenticidade de obra

16 FEV. / 2017 - O vocalista dos Rolling Stones, Mick Jagger, afirma não se lembrar de ter escrito sua própria autobiografia. Embora um editor assegure ter um livro de memórias escrito pelo cantor no início dos anos 80 que é mantida escondida, revelou a revista "The Spectator": "É um conteúdo delicioso".  "É como ler os diários de Elvis Presley durante o auge de sua carreira, antes dele ficar gordo em Las Vegas".

O editor John Blake disse que que ganhou o manuscrito de um amigo há três anos, com 75.000 palavras, escrito pelo músico no início da década de 1980, quando já contava 20 anos de carreira com a lendária banda britânica.

John Blake entrou em contacto com o vocalista dos Rolling Stones, que afirmou não se recordar de ter escrito uma autobiografia.

O editor afirma que Jagger, com 73 anos, pareceu a princípio inclinado a que o livro fosse publicado e tinha inclusivamente acordado fazer um prefácio, no qual explicaria que o livro tinha sido escrito "há muito tempo".

No entanto, de acordo com sua versão, vários acontecimentos se interpuseram entretanto na vida do artista, como o suicídio da estilista L'Wren Scott, em março de 2014, na altura companheira de Mick Jagger, uma digressão mundial da banda, um filme sobre a origem do álbum Exile on Main Street e uma grande exposição na Galeria Saatchi.

Em declarações à revista, John Blake disse que, após esses acontecimentos, "as portas de aço fecharam-se" e Mick Jagger já não quis publicá-lo.
John Blake entrou em contato com a empresária dos The Rolling Stones, Joyce Smyth, para negociar a publicação. Não autorizaram a publicação da obra, e a representante do cantor não quis comentar sobre a autenticidade do manuscrito de 75.000 palavras que cobre a vida de Jagger desde os primeiros anos como frontman do grupo até os anos 80.

No entanto, o editor revela alguns detalhes, alegadamente incluídos nas memórias, sobre os altos e baixos dos Rolling Stones como a compra de uma mansão em Hampshire no meio de uma viagem de LSD. Noutro trecho, ele conta que quase morreu montando um cavalo - algo que ele nunca tinha feito até então. "O cavalo começou a rugir como um Ferrari", escreveu Blake. "Invocando sua inteligência e algumas coisas que lembrava sobre cavalos, ele deu um golpe forte entre os olhos do cavalo e o animal se acalmou".

Em entrevista ao New York Times, o editor disse que a biografia mostra um lado mais humano de Jagger, constrastando com sua reputação de bon-vivant. "Fiquei com um gosto de quero mais ao ler o manuscrito. Mick não revela muitos detalhes picantes ou polêmicos de sua vida pessoal e profissional. Acho que ele ficou receoso de se expôr, e o editor na época não aceitou o texto", comentou Blake.

"Um Mick mais tranquilo e mais atento do que a caricatura que dele se faz por levar uma vida agitada"

Idas ao banheiro enquanto Keith Richards cantava nos shows dos Rolling Stones. Pedidos extravagantes em camarins que eram ignorados.  Ou quando o cantor voltou para a casa de seus pais em Dartford, no condado de Kent (sul de Londres), após dois anos de "caóticas tournées mundiais, de selvajaria, desordem e sabe Deus que mais".

Aparentemente, a mãe de Mick Jagger terá recebido o filho "horrorizada", mencionando o seu novo penteado.

O livro revela uma estrela do rock que se "esconde" numa pequena sala, nos bastidores, antes dos concertos, avaliando o público, almoça uma refeição de carboidratos e bebe oito litros de água antes de entrar no palco.

De acordo com esses relatos, as "extravagantes" festas nos bastidores são um "mito", afirma o editor, acrescentando que nas suas memórias, Mick Jagger aborda a sua relação tempestuosa com o guitarrista Keith Richards, que publicou a sua autobiografia em 2010, sob o nome de Life, ganhando enorme sucesso, quer em termos de crítica, quer em termos financeiros.
Keith Richards, considerado um dos maiores e mais influentes guitarristas de todos os tempos, contou que passou mais de 20 anos sem dividir o camarim com o vocalista, que, apesar da fama de garanhão, teria o "pênis minúsculo".

"John Blake me escreve de tempos em tempos buscando permissão para publicar este manuscrito", Joyce Smyth disse em um comunicado divulgado nesta quinta-feira. "A resposta é sempre a mesma: ele não pode, porque esta obra não é dele. A história de Mick Jagger será escrita somente por Mick, caso um dia ele queira contá-la".

Blake disse que o músico estava a princípio ansioso para a autobiografia ser publicada com um prefácio explicando que ele tinha escrito aquilo tudo há muito tempo. Em outras palavras, "Mick não conseguia se lembrar de qualquer manuscrito", conta o editor. Mais tarde, Jagger decidiu que ele não queria mais que ela fosse publicada.

- Peço desculpas aos 10 milhões de pessoas ao redor do mundo que adorariam ler essa história. Afinal, como disse o filósofo Jagger uma vez: "Você nem sempre consegue o que quer - disse Blake.

O editor descreveu a autobiografia como uma "cápsula de tempo perfeitamente preservada, escrita quando os Stones produziram toda a sua grande música, mas ainda queimando a paixão e o fogo da juventude e do idealismo".

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