ROLLING STONE NACIONAL AINDA APAIXONA E O 'GURU' MACIEL REEDITA LIVRO

Diário de bordo de uma nave louca | SKARTAZINI
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O Elton Skartazini, mai sum louco do Conic abriu um blog com os trabalhos dele em artes plásticas e um diário que ele alimenta há vinte anos. Diário de Bordo de uma Nave Louca. Eu dei uma lida e olhada no site e achei muito bonito, muito interessante. Ele me pediu uma opinião e eu pensei em fazer um texto para expressá-la. Do Próprio Bol$o é um espaço brasiliense, para brasilienses. Não sei se vocês já conhecem o trabalho: http://skartazini.com/diario-de-bordo-de-uma-nave-louca/.

@SkartaziniAC Sarau Banca de Poetas via Rádio Nacional do Mercado Sul em Taguatinga/DF.https://t.co/MMZEqiwk48 https://t.co/eOvPDHgGE1  

Roteirista Luiz Carlos Maciel relança o livro 'O poder do clímax'

Profissional também trabalha como consultor de próxima supersérie das 23h da Globo

POR GABRIEL MENEZES 

maciel

Aos 79 anos, escritor e jornalista está envolvido em projetos distintos - Bárbara Lopes / Agência O Globo

16 mar. / 2017 - RIO - Certa vez, Luiz Carlos Maciel foi descrito por um conhecido como um polímato — pessoa que detém conhecimentos em áreas completamente distintas. A sua reação ao elogio foi de deboche.

— Alguns polímatos se transformam no Leonardo Da Vinci, fazendo tudo com perfeição. Outros se transformam em mim, que é isso que vocês estão vendo — brinca o jornalista, escritor, diretor, filósofo e roteirista de 79 anos, morador do Leblon.

Para quem acompanhou sua carreira, a resposta afiada não é uma surpresa. Um dos fundadores do Pasquim (jornal lançado em 1969 e que combateu a ditadura com humor e malícia), Maciel ficou famoso ao escrever sobre o universo underground, o que lhe rendeu a alcunha de guru da contracultura.

Outra função em que se tornou conhecido foi o de professor de roteiros para televisão e cinema. Grandes nomes do segmento foram seus alunos. Em 2003, Maciel lançou um livro reunindo seus conhecimentos na área, O poder do clímaxFundamentos do roteiro de cinema e TV, que teve edição esgotada e será relançado numa versão atualizada na próxima quarta-feira, na Livraria da Travessa, em Botafogo.

— O livro é um manual que aborda, de forma simples e direta, como construir um roteiro até chegar a sua parte mais importante, o clímax. Reúno nele os conhecimentos que adquiri durante os meus estudos nos Estados Unidos — comenta o autor.

Na nova edição, Maciel incluiu um capítulo para falar exclusivamente sobre as ideias do teórico americano Robert McKee, que se transformou numa referência no segmento nos últimos anos.

Maciel também está de volta à TV Globo, casa onde trabalhou durante 20 anos como roteirista, redator, membro de grupos de criação de programas e analista e orientador de roteiros. Ele será consultor da próxima supersérie das 23h, Os dias eram assim, escrita por Angela Chaves e Alessandra Poggi. A trama se passará entre os anos 1970 e 1980.

Relançamento do livro O poder do clímax. Quarta-feira, às 20h, na Travessa (Rua Voluntários da Pátria 97, Botafogo).

Leia mais: https://oglobo.globo.com/rio/bairros/roteirista-luiz-carlos-maciel-relanca-livro-poder-do-climax-21065642#ixzz4ggDB7RKa


Rolling Stone nacional, dos anos 70, disponível na Internet
por José Teles / http://jc.ne10.uol.com.br/blogs/toques/2017/03/11/rolling-stone-nacional-dos-anos-70-disponivel-na-internet/

ZERO

Número zero do Rolling Stone nacional,1971

11 Mar. / 2017 - Entre 1971 e 1973, o jornal americano, contracultural, Rolling Stone, circulou em edição nacional. Há anos fora de catálogo, exemplares trocando de mãos por preços altíssismos, o RS está agora na Internet para consulta e leitura gratuita. o carioca Cristiano Grimaldi, pesquisador e colecionador, disponibilizou todas as edições do Rolling Stone no blog Pedra Rolante (https://www.pedrarolante.com.br/#edicao).

Estão lá hospedados todos os 32 números da RS nacional, incluindo o número zero (com Gal Costa na capa). Embora tenha tido existência curta (leia matéria abaixo), o Rolling Stones foi bastante influente, está em letra de música dos Mutantes, era lido pelos alternativos da época, e trouxe,com menos defasagem, informações sobre as mudanças de comportamento e musicais que aconteciam na Europa e EUA.

O jornal acabaria logo, e logo surgiram mais jornais e revistas numa linha editorial parecida. É o marco da imprensa de rock no Brasil. Um projeto que merecia ser continuado por outros empreendedores, trazendo de volta, em edição digitalizada, publicações como O Bondinho, Jornal de Musica, A Flor do Mal, leitura da geração do desbunde no Brasil.

A matéria abaixo, assinada pelo titular deste blog, foi publicada no Jornal do Commercio, do Recife, quando a primeira edição nacional do jornal Rolling Stone completou 40 anos, em 20 novembro de 2011.

Há 40 anos era publicada a primeira edição brasileira do Rolling Stone

“Uma Gal Costa hippie e sorridente ilustrava a capa do número zero do jornal Rolling Stone nacional, distribuído como divulgação há exatos 40 anos. Em 1972, a linha dura havia tomado o poder, a ditadura continuava barra pesada, e paradoxalmente importava-se para o Brasil o libertário, anárquico, contracultural jornal americano, fundado em 1967, em San Francisco, na Califórnia, por um jovem de 21 anos, Jan Wenner, com US7. 500. Desde o primeiro número, que trazia John Lennon na capa, o Rolling Stone foi adotado pela geração que pretendia mudar o mundo, e disseminar suas idéias pelo planeta.

Um jovem físico inglês, Michael J.Killinback, veio trabalhar no Rio de Janeiro e, entusiasmado com o RS americano teve a idéia de publicar uma edição em português. Para isso se associou a outros compatriotas Stephen A.Banks, Stephane Giles Escat, e Theodore George, e conseguiu o licenciamento para que a empreitada fosse realizada.


Como estrangeiros eram legalmente proibidos de serem editores de um jornal no Brasil, convidou-se o jornalista, escritor, redator gaúcho, Luiz Carlos Maciel para dirigir o Rolling Stone nacional: “Na época eu ainda estava ligado ao Pasquim. Havia brigado, saído, e voltado”, diz Maciel, que foi um dos fundadores do mais célebre jornal alternativo do país. No Pasquim ele assinava a pioneira coluna Underground, e que abordava os mesmos temas que o Rolling Stone.

O primeiro número a ser vendido em banca só foi publicado em janeiro de 1972: “O número zero é hoje muito raro, porque foi feito para levantar anúncios. Conseguimos apenas que as gravadoras anunciassem, mas deu para tocar o jornal”, diz Luiz Carlos Maciel. Considerado na época um dos gurus do udigrudi nacional, não foi difícil trazer para o jornal colaboradores como Jorge Mautner, Ezequiel Neves, Joel Macedo. Quinzenal, o RS tornou-se aqui também porta-voz de uma efervescente, atarantada, contracultura na grandes cidades do país.

O jornal abriu páginas para jovens, ainda desconhecidos, escreverem sobre I-ching, macrobiótica, extraterrestres, e rock and roll: “O jornal teve esta importância, vários nomes hoje conhecidos no jornalismo cultural surgiram no Rolling Stone, Okky de Souza foi um deles”, comenta Maciel.

No entanto, vendas e as gravadoras não sustentaram a circulação do RS brasileiro. e os ingleses desistiram de continuar tocando o jornal, que continuou sem autorização dos editores americanos, e assumidamente pirata, a palavra impressa na capa abaixo do nome Rolling Stone: “Era para o jornal parar de circular, mas o pessoal da redação queria continuar, e continuou, embora não tenha demorado muito”, conta Luiz Carlos Maciel.

Hoje o Brasil tem novamente uma edição da Rolling Stone, agora uma revista chique, bancada por anúncios de grandes empresas: “O Rolling Stone foi um jornal para aquela época, tinha a ver com o que acontecia naquele momento, hoje é outra coisa. Cheguei a olhar um número desta Rolling Stone atual, achei uma merda, não voltei a ler”, diz Luiz Carlos Maciel.

Confiram os Mutantes, no áudio de Rolling Stone (1972):

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