Rogério Duarte: resumo de uma conversa ao pé da letra


Fotos: Sandro Alves Silveira



Resumo de uma conversa ao pé do ouvido

por Mário Pazcheco

Rogério Duarte mostra a caneta que seu filho Daniel, lhe presenteou para que ele autografasse os livros.
De repente, uma mocinha descuidada leva a caneta de Rogério Duarte e ele não hesita em reclamar pelo seu 'bem'.
Nós fazíamos um jogo de palavras: ela afanou... ela surrupiou... ela aliviou... ela levou... ela se deu mal ao roubar a caneta.
Por isso, os risos...

 


Pelas barbas do profeta: um banquete literário de baianos e bárbaros

Outra das mil e uma noites do 3º milênio

Nesta segunda-feira (12 dez. / 2011), no Carpe Diem - Brasília - A inteligentsia baiana radicada em Brasília compareceu  para celebrar o compatriota Rogério Duarte.
Os amigos de Rogério Duarte, o convidaram a voltar a morar em Brasília.


Outras impressões

"Ele estava chateado com algumas coisas relativas a produção do livro." (...)
"Ele levou um bolo de algum orgão de fomento do governo. Creio que foi o MINC. Fiquei sem graça ao presenteá-lo com meu livrinho feito com dinheiro do Minc. Fiquei com vergonha e raiva do desrespeito do governo brasileiro com uma figura basilar da nossa cultura". (Sandro Alves Silveira)


Futuro: o último apanhado de Rogério Duarte

No momento, poucos sabem que Rogério Duarte está compilando a totalidade de seus trabalhos,  seu livro  se chamará "Rogério Duarte". E ele criou especialmente um letreiro concretista para o título. Nas suas palavras "só vendo para entender".

Na próxima edição do livro "A cantiga do negro amor",  virá encartado um CD com músicas e a participação de Adriana Calcanhoto.

Reencontro artístico

Nos anos 70, Paulo Iolovitch e Abenoen foram criadores da Feira da Torre de TV e artistas residentes do célebre Ateliê na cidade de Sobradinho. Eles não se encontravam desde aqueles tempos. E agora, eles tinham muito a conversar...
Abenoen nos apresentou sua companheira, Silvânia e nos convidou para jantar.

Rogério Duarte lança hoje em Brasília A cantiga do negro amor
por Irlam rocha Lima -
http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2011/12/12/interna_diversao_arte,282463/rogerio-duarte-lanca-hoje-em-brasilia-a-cantiga-do-negro-amor.shtml

"O livro Gita Govinda — A cantiga do negro amor, tradução do poema medieval indiano “Gita Govinda de Jayadeva”, narra a história de amor entre Radha e Madhava.

Em A cantiga do negro amor, Rogério lança um debate sobre as questões da sexualidade e da espiritualidade, e narra de forma poética ao Ocidente como pode ser verdadeiramente mística e erótica a ascensão espiritual. “Krishna (Govinda) protagoniza uma história de amor com a sua alma mais fiel, Radha, moça que enfeitiça Deus (cupido) com a beleza do seu amor incondicional.”

Na visão de Rogério, “Gita Govinda” é um dos mais belos poemas de todos os tempos. “Ele se expandiu e se notabilizou na Índia, tanto na literatura como na música, na dança e no teatro, e inspirou tematicamente os principais estilos de pintura e escultura das milenares artes indianas”, afirma. “Portanto, é muito natural que tenha me empenhado em recriar, na minha língua, um texto que constitui a essência e a culminância da cultura devocional da Índia, que transborda as margens do pensamento religioso e se expande para as áreas da música e da pintura.”

A missão
Iniciada na primeira metade desta década, a tradução foi interrompida por dois anos para que o artista se submetesse ao tratamento de um câncer na garganta. “Na prática, houve a interrupção, mas no nível inconsciente ela prosseguiu, pois fui aperfeiçoando-a mentalmente. Escrevê-la transformou-se numa missão. Depois da convalescença, passei a lapidar a pedra preciosa, cuidando para que se transformasse em um poema mais elaborado, mais sofisticado estilisticamente”, conta.

Para tanto, ele passou a ouvir músicas relacionadas ao tema e a ler traduções do poema nas línguas inglesa e italiana, contando com a ajuda, na pesquisa, de professores de literatura, do filho Diogo e do poeta e letrista Carlos Rennó. “Foi nesse período, também, que escrevi a introdução, fiz a diagramação, a capa e, enfim, a edição. Quando ficou pronto, quis lançá-lo nas três capitais do Brasil”, diz.

Inicialmente, o lançamento foi feito no Rio de Janeiro — na Livraria Travessa, em 14 de novembro, e no Govinda Centro Cultural, no dia 19. Em Salvador, ocorreu no dia 22, no auditório da Livraria Mídia Louca. Em todos os locais, paralelamente, houve palestras de Rogério. “Gostaria de fazer palestra também em Brasília, mas como o Carpe Diem é um restaurante, não sei se poderei”, observa.

Rogério Duarte justifica a escolha da capital federal para fazer uma noite de autógrafos do livro: “Tenho estreita e carinhosa relação com Brasília. Meus familiares moram aqui, minha neta nasceu aqui, no dia do meu aniversário. Fui diretor do Museu de Arte e professor do curso de desenho industrial, no Departamento de Artes da Universidade de Brasília. Da UnB, recebi o título de notório saber. E o Ministério da Cultura me distinguiu, no ano passado, com a Gran Cruz da Ordem do Mérito Cultural”.

 


GITA GOVINDA — A CANTIGA DO NEGRO AMOR
Livro de Rogério Duarte, tradução do poema indiano Gita Govinda de Jaydeva. Editora do autor, 168 páginas. Preço: R$ 40.
Contato para comprar:
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