MÚSICO TÊM SUAS MEMÓRIAS REVISITADAS NO LIVRO 'ANOTHER SIDE OF BOB DYLAN' (2014)

 
Bob Dylan

 

‘Another Side Of Bob Dylan’ conta as memórias de Victor Maymudes, que trabalhou com o músico por mais de 30 anos

por Sam Tanenhaus, do The New York Times

08/08/2014 10:50 / Atualizado 08/08/2014 11:00


Victor Maymudes e Bob Dylan em Woodstock, Nova York, em 1964 

- EDWARD A CHAVEZ / NYT

LOS ANGELES — Em uma clara e refrescante tarde de julho, Jacob Maymudes sentava na varanda da pequena casa que ele aluga no bairro de Los Feliz, em Los Angeles, enquanto refletia sobre a estranha jornada de seu primeiro livro, Another Side Of Bob Dylan.

"Nunca tive a intenção de escrever um livro sobre Bob”, diz Maymudes, lembrando o difícil período de sua vida em que ele resistiu a terminar a obra que seu pai, Victor Maymudes, deixou inacabada sobre o lendário bardo do folk americano. Seu pai, que fazia parte do seleto círculo de amizades de Dylan, rompeu com o astro em 1997. Quado ele morreu, quatro anos mais tarde, deixou como herança 24 horas de gravações.

Aos 34 anos, Maymudes cresceu muito depois da criação do mito Dylan, mas ele se sente próximo o bastante para dizer apenas “Bob”. Ele tinha sete anos quando encontrou o músico pela primeira vez, nos estúdios da Universal. Ele estava acompanhado de seu pai, que ia constantemente para a estrada com Dylan, trabalhando tanto como produtor de turnê, motorista, guarda-costas ou parceiro de xadrez.

 

 

Primeiro ônibus de turnê de Bob Dylan. Veículo foi comprado e restaurado por Victor Maymudes - VICTOR MAYMUDES / NYT

Essas eram algumas das atividades exercidas por seu pai desde o início dos anos 1960, quando ele era o principal acompanhante de Dylan: em seu primeiro show em Londres; na suíte do hotel de Manhattan onde o músico fez uma reunião regada a maconha com os Beatles; em Malibu, quando Sara, a primeira mulher de Dylan, desabafou sobre seus problemas conjugais com a mãe de Maymudes, Linda Wylie, enquanto o então inédito Blood On The Tracks, sobre a separação do casal, tocava no aparelho de som. “Ele (Dylan) dizia que as músicas eram tão sofridas que ele não entendia porque as pessoas escutavam o disco”, afirmou Wylie.

“Victor era conhecido com um cara que sabia guardar segredos”, disse David Hadju, historiador musical cujo livro Positively 4th Street descreve a cena folk americana dos anos 1960. “Sua reputação era de ser enigmático, calado, confiável e leal.”

Em 2.000, Victor, que estava falido, assinou um contrato com a editora St. Martin’s Press para escrever suas memórias. No entanto, ele morreu de aneurisma no ano seguinte, aos 65 anos. O livro inacabado acabou se tornando mais um item mítico da lenda dylanesca, e a curiosidade aumentou.

Sem planos de terminar o trabalho do pai, Maymudes acabou mudando de ideia depois que um incêndio destruiu a casa onde morava sua mãe, no Novo México, em 2013.

Após subir um vídeo no Youtube com uma hora do áudio das gravações de seu pai, Maymudes recebeu ligações e mensagens de biógrafos, jornalista e fãs. Todos pediam para que ele liberasse as outras 23 horas de fita ou que as colocasse em um livro. Ele decidiu pela segunda opção.

 

  

O livro de Maymudes é uma contribuição peculiar ao vasto catálogo literário sobre o músico. Além de sua amizade profunda e tempestuosa com Dylan, o texto também aborda outras aventuras de Victor, como sua participação na criação do clube Unicorn, frequentado por gente como Lenny Bruce e Marlon Brando nos anos 1950, ou sua viagem com Dennis Hopper às montanhas do Peru — em meio a uma montanha de cocaína — para a pré-produção de The Last Movie, de 1971.

Another Side of Bob Dylan será publicado nos EUA no dia 9 de setembro. Ainda não há previsão para uma edição brasileira.

 

Gravações originais de Bob Dylan são encontradas nos EUA

EFE

02 Julho 2014 | 14h 06

Áudios do final dos anos 1960 foram achados em estúdio

Bob Dylan   Bob Dylan/AP

   Duas caixas com 149 gravações de Bob Dylan, datadas do final dos anos 1960 e princípio dos anos 1970, foram encontradas em um apartamento no Greenwich Village, bairro de Nova York, o qual o cantor utilizou como estúdio há mais de quarenta anos, informou hoje o Daily News.

   O achado aconteceu na Rua Houston, número 124, um pequeno estúdio perto da casa de Dylan na época. As gravações são ensaios, descartes e demos que virariam seus discos Nashville Skyline, Self Portrait e New Morning, assim como algumas versões de canções de Johnny Cash, como "Ring Of Fire" e "Folsom Prison Blues".

   Os modelos foram encontrados no fundo de um armário pelo irmão da falecida caseira do cantor, herdeira o apartamento. O homem fez contato com o colecionador Jeff Gold, que confirmou sua autenticidade e já comprou o lote.

   Gold reconheceu que as gravações não foram criadas para divulgação e que foram realizadas em discos frágeis de acetato, o que não evita que sejam achados “sem precedentes”, explicou ao jornal. Ele disse que pretende ficar com a maior parte dos discos encontrados.

“A qualidade do som é incrivelmente boa”, atestou. “Essa é uma primeira geração das gravações, tomadas diretamente das sessões originais”, acrescentou. A autenticidade do material também foi confirmada pelo então produtor de Dylan, Bob Johnston.

O produtor explicou que, naquela época, seu “modus operandi” com Dylan consistia na captação de uma música no estúdio, na gravação nos discos de acetato e na opinião final do cantor ao ouvir essa versão. Assim, além do material musical, os discos encontrados incluem anotações de Dylan e também de Johnston.

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