Joel Macedo em Brasília!

Contracultura! Joel Macedo em Brasília!

por Mário Pazcheco

- Os Mutantes jamais pisaram na redação da Rolling Stone!
Frase de Joel Macedo. Joel Macedo tinha um dos melhores textos da Rolling Stone segundo Zeca Jagger. Para mim, Joel Macedo era o elo com a contracultura americana, para mim um cronista americano tipo Hunter S Thompson. Eu já entrevistara Arnaldo Baptista e Antonio Peticov - tinha um traquejo nessas convenções quando as pessoas se encontram. Câmeras apagadas. De saída perguntei: - Sobre a estatura de John Lennon, era baixinho? - Não! John Lennon era alto (Joel a única pessoa que conheci que conheceu John Lennon). Joel fez um relato dos dias de correspondente da Rolling Stone em Greenwhich Village. Senti sua amargura no exílio. O papo estava em New York. Falou-me dos Ninhos de Hélio Oiticica, onde ele aninhava-se quando estava na Costa Oeste. Hélio Oiticica também traçava americanas. O papo foi longo mas rápido para mim, passei a noite pensando na frase - Os Mutantes jamais pisaram... isto esclarecia várias mentiras

 

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Plano Piloto, 9 jan. / 2010 - A recepção a Joel Macedo em Brasília foi tímida porém calorosa

O improvável aconteceu, Joel Macedo concordou em conceder um breve depoimento  que durou 40 minutos a cineasta Adriana de Andrade e ao  entrevistador Sandro Alves Silveira em filmagem profissional.

Mário Pazcheco vestindo uma camiseta do seminal "Pet Sounds" (aquele disco dos Beach Boys) apareceu próximo às 20 horas quando em papo reservado fez perguntas íntimas a Joel Macedo (respondidas e impublicáveis) e depois fomos continuar o papo confortavelmente ao redor do cineasta Vladimir Carvalho (velho amigo de Joel) e  músicos e jornalistas que chegaram ao final da confraternização.

A mim, Joel Macedo disse que vai morar em Brasília, mais um amigo encantado com as possibilidades da capital.

O lance mais legal é que Joel Macedo foi  embora mais cedo pois no dia seguinte (domingo) ele iria à missa.

Nosso papo envolveu Michael Killingbeck, Rogério Duarte, Rolling Stone, Hélio Oiticica, Jorge Mourão, Ilha de Wight, Altamont - qualquer dia a gente vai condensar e fazer um texto desse périplo jamais nostálgico porém bolorento.

Gostaria de agradecer a José Carlos Vieira e Nahima Maciel da equipe do jornal Correio Braziliense pela cobertura do lançamento do livro Albatroz.

Algum dia! No youtube postarão alguma parte do depoimento de Joel Macedo.

Importante, eu também conheci a Inês Pacheco (minha xará) e também cantora de blues no tempo em que o rock era contracultura!

COMENTÁRIO

"Texto íntimo e portanto irretocável esse do Mário sobre o lançamento de Brasília. Mas recepção tímida com matéria de página inteira no principal jornal da cidade? Quero mais recepção tímida assim.

"Ah...e
"missa" de crente se chama CULTO e não saí tão cedo assim.
" O Mário que foi recebido no recatado Genaro Café como um barão pop saiu bem mais cedo do que eu..
." (Joel Macedo)
 
 
 
 
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