37 PARABÉNS PARA DO PRÓPRIO BOL$O

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selo ex libris – selos reutilizados – cartas trocadas – recortes de revistas e jornais – páginas arrancadas de livros – anúncios – tijolinhos – recados – guias de endereços – ideias – ídolos – rádios – o Universo da memorabilia dos fanzines em ebulição no Brasil a partir de 1976

37 PARABÉNS PARA DO PRÓPRIO BOL$O

a mim, me fez bem

10 de abril de 2019 – Os calendários são desfolhados, anos vão, décadas vão. E a insaciável atuação Antro-canibalista contínua, serve-se de um banquete inesgotável de itens, eis a ação furtiva do próprio bol$o mergulhar na busca tranquilizadora – do próprio bol$o corruptela nativa para do it yourself.

Quando caiu em si, já eram 37 contas, 37 miçanças no colar de hippie.

...a false start...

Comecei a coleção com 50 discos compactos da RCA Victor dispostos num pino fixado numa base de metal, nunca fui às lojas comprar as capinhas no centro de São Paulo, quando eu fui no Alto de Pinheiros, fui numa discoteca e falei para o meu pai: naquela, o disco está muito mais barato. Eu não sabia o que era a expressão pau de sebo e desconhecia o sebo, só de pica, mas os caras da Rua Parayba já montavam as suas pequenas Equipes de som – sucesso era o LP Excelsior A máquina do som e compactos duplos da série, 4 Top Hits from England. No meu aniversário, em maio de 1975, ganhei um duplo dos Beatles com "A Hard Day's Night" e a casa caiu e de tanto olhar fixamente as 4 fotos dos rostos deles, eu me apaixonei e é claro que todos saberiam da minha nova paixão. Terminei o ano ainda com um LP de novela, Escalada. 1975 foi um ano de rock'n'roll como sempre de branco.

elvis

Nesse '40 Greatest hits' foi a primeira vez que eu pesquei um significado na capa de disco depois de muito tempo percebi o número 40, na capa interno do disco e comecei a estudá-las lógico que com o aval dos Beatles

Em 1976, me lembro da estreia do Ney Latorraca na TV, pois ele fez Estúpido Cupido e a RGE lançou os 3 volumes da revista Rock Espetacular as revistas saíram no segundo semestre, mas passava a propaganda na TV Globo. No meio dessas revistas vinha encartado um som do Led Zeppelin tão estranho quanto a Black Sabbath e o german rock.

Foram sete anos de investidas em revistas e arquivos atrás de informações e, pode-se deduzir que na vizinhança, rockeiro era um cara estranho, então em 1982, eu decidi fundar um clube, pois era comum agrupar as pessoas que gostassem de alguma coisa em comum.

1982

É o título de um álbum do Status Quo com uma canção dedicada a John Lennon.

Como clube sem carteirinhas, sem descontos em lojas de discos, sem boletins informativos regulares, apenas centenas de cartas trocadas com o underground nacional: fãs-clubes – músicos com catálogos independentes era o único jeito de pisar nas dimensões continentais do Brasil, endereços cedidos pela revista Somtrês e promoções de discos e assinaturas de jornais e coleções de fascículos de rock. Essa onda se espraia por 37 anos.

E, progressivamente o cenário não muda , alteram-se as pessoas, outrora colaboradores agora seguidores. Não recebem em espécie, mas um prêmio de satisfação de participar da empreitada de dividir o pão – o plano é meticuloso  e segue o roteiro das estrelas, sempre o papo do calendário e tudo foi escrito no céu.

Voltamos de mais um período quente de férias no Nordeste, a intocada vontade de mudar, de decorar, de gritar, de mudar o visual, de fazer arte, de rearranjar as caixas de som. Falar tanto de si quanto possível. Rabiscar a arte, reunir filamento e fragmento e iluminar a história. Restaurado o desejo, escrevendo os dias pregando palavras nos olhos das pessoas, deixando o tempo veloz em sua ambição de acabar com tudo. 

mar cao

Arrastando o lixo da história cotidiana  Foto de Marco Gomes

 

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