Messias Elétrico Um sinal que brilha

messias

Messias Elétrico: um sinal que brilha 
por: Mário Pacheco

Messias Elétrico é
Alessandro Mendonça, contrabaixo;
Fernando Coelho, bateria;
Leonardo Luiz, teclado e vocais e
Pedro Ivo Araújo, voz e guitarra
CD “Messias Elétrico” 2011
Produzido por Messias Elétrico
Produção fonográfica, Luiz Carlos Calanca
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Faixas:
1. Sigo cantando
2. Messias Elétrico
3. The last groove  I. Quarto branco II. Não sei fazer mais nada III. Longa jornada
IV. Uma casa, meu jardim
4. Que mundo é esse
5. Desejo loucura & barulho

O que eu admiro no trabalho musical do Luiz Carlos Calanca é que ele é um dos poucos produtores fonográficos que se importam em prescrever uma (over)dose gratuita de rock’n’roll aos seus pacientes.

O primeiro CD do Messias Elétrico autointitulado “Messias Elétrico” foi ouvido numa sofisticada aparelhagem que combinava blu-ray player e o som de tevê, depois reouvi o disco na estrada no toca-discos e agora no computador. Então são três estágios de audição e uma com os estados alterados da percepção.

Messias Elétrico faz um som clássico nem tão inovador; nem tão insosso, uma dose acachapante de rock’n’roll. Na abertura,  Sigo cantando, a temperatura ainda é morna e eles correm o risco de o ouvinte não avançar além desta faixa, mas é um hino, uma introdução aos acontecimentos da banda: “se aqui é o inferno / No purgatório não vou passar”. É uma entrada manjada num prelúdio para uma epopeia rock’n’roll.

Na faixa seguinte, Messias Elétrico eles repetem movimentos da primeira faixa, mas o show começa a esquentar com uma guitarra arrepiante nos trazendo ecos das grandes passagens instrumentais do rock nacional, um inspirado solo de guitarra sem ser rápido, sem ser terreno etereamente cósmico:  “no espaço sou nada / Grande vazio azul”. As letras não são primorosas, falam das próprias experiências que compõem o repertório de qualquer banda autoral de rock’n’roll. 

Preste atenção no início mágico da terceira faixa, The last groove (I. Quarto branco II. Não sei fazer mais nada III. Longa jornada IV, Uma casa, meu jardim), a mais longa faixa com mais de doze minutos, ao final desta viagem estamos compartilhando um memorial inspirado em Los Javas e Focus e conduzido pela eletricidade do próprio Messias!

As últimas faixas Que mundo é esse e Desejo loucuras & barulho evitam pausas e seguem como se fossem ao vivo; os vocais algumas vezes lembram os grandes vocalistas Simbas e Percy Weiss.

Neste primeiro CD, Messias Elétrico mostra o potencial de banda e revela  pontos que devem ser reforçados (como as letras e os vocais). Acredito que a evolução musical estará presente no próximo CD e que a banda deve ficar longe do baluarte psicodélico.

Finalmente, o rock nacional descobre um jovem guitarrista que pode levá-lo mais longe.  O legal no som do Messias Elétrico é o entrosamento dos músicos, não há firulas e fomeagem, eles estão lá e aguçadamente se  fazem presentes.

Coda

Acredito que eles possam desenvolver novos blues progressivos com pitadas de Marco Antonio Araújo.

 

  

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