2006: Patrulha do Espaço em Brasília!

 

bootleg

Como mandam as regras do jogo: o bootleg oficial da apresentação e a importante nota no Correio Braziliense que sempre colaborou divulgando o trabalho Do Próprio Bol$o

 

Patrulha do Espaço em Brasília! Uma produção: I’m with the Band
(Mário Pacheco / Révero Frank)

 

Quão fundo o gato pode saltar na minh’alma?

Repertório: Vou rolar, Festa do rock, Não tenha medo, Meus 26 anos, Depois das Onze, Sexy Sua, Arrepiado, Robot, Olhar Animal, Simples toque e Columbia

patrulha_bluespub

Show dedicado ao aniversariante Jimi Hendrix!
 
 
 
27 novembro de 2006: segunda-feira, chuvosa, tarde da noite de uma noite mágica: I'm a rolling stone e vou rolar...
 
Dia do show: rala divulgação, um tijolinho e um destaque no canto superior do caderno C do jornal Correio Braziliense. Na Berlin Discos, um cartaz feito à mão anuncia o show. O boca a boca e os emeios, e inacreditavelmente o poder que a Patrulha do Espaço detém sob os roqueiros, lota a casa.
 
A abertura fica por conta do Misty Mountain que despeja uma tempestade de covers de hard rock anos 70: Led Zeppelin, Deep Purple, Whitesnake (destaque para a versão de Slow & easy), Rainbow; premeditando o impacto do por vir.
 
O show do Misty Moutain acaba e todo mundo mergulha na expectativa...
 
No telefone Vocês não vêem? Às 23:40, Kelly, recebe os 4 argonautas e a nave da Patrulha do Espaço pousa no Blues Pub.
 
O show tem um início rápido e pesado com Vou rolar, a mesma abertura do show de Goiânia.
 
No palco, à esquerda está o elétrico Adriano Rotini, com uma jaqueta preta sem mangas agita a cabeleira e segura o baixo, na frente Percy Weiss, com uma camisa branca e adornos; recuado Júnior espanca a bateria, ele usa uma camiseta preta com a bandeira do Estado de Goiás e lá no fundo, Ricardo Dezotti (também guitarrista do Freak!) empunha a guitarra gibson com segurança. Naquela noite, ele fundamentalmente dependerá de toda a sua técnica para compensar o som que some na sua lateral. Baixista e guitarrista inverteram de posição minutos antes do show.
 
Percy Weiss dá um boa noite a Taguatinga. E a galera responde pedindo: - rock'n'roll - uma versão nua e crua de Não tenha medo é a resposta da banda. Num contragolpe aluciante a bateria inicia a Festa do rock: "entre amigos vocêr vai estar" explodem flashes e vários celulares sobem ao teto registrando o show: "rock'n'roll, rock'n'roll".

Percy Weiss comenta que a banda fez questão de passar por Brasília, "um esforço que agora a gente vê como tá valendo" e explodem aplausos cortados - humoradamente pela voz grave do baterista Júnior, Eu discordo totalmente de você Percy, tá sendo do caralho tocar em Taguatinga! (cidade satélite de Brasília), mais aplausos...

Nesta noite que seria aniversário de Jimi Hendrix, a versão de Hey Joe que antes era instrumental ganhou os vocais de Percy Weiss que voltava aos tempos de início de carreira na banda US Mail e emendou um blues de improviso falando do barato que era conhecer aquelas pessoas. O entretenimento continou em Depois da onze que desce nas suas notas e letra sinuosa, o público em êxtase assobia, o final é apoteótico com um improviso de guitarra e bateria. Na sequência, Arrepiado, Sexy Sua... com salva de palmas para Arnaldo Baptista!
 
Antes de começarem os acordes de Meus 26 anos, impacientemente a platéia canta os primeiros versos que são marcados pelo bumbo da bateria do Júnior. Na guitarra, Ricardo Dezotti desenha uma espetacular progressão de acordes e inspirado guitarrista também faz backing vocal em algumas músicas, Adriano Rotini segura as notas do contrabaixo sempre observado por Júnior... Durante o solo de bateria, Júnior variou de acordo com a temperatura do pub, quente! Termômetro elevado, o set do show durou quase uma hora e meia, e os presentes ficaram chapados com o bom e velho rock’n’roll.
 
Doses maciças! Olhar Animal, Robot e a faixa Ser, do CD "Chronophagia", prepararam a apoteose final para o hino da nave da Patrulha, é claro que falamos de Columbia, momento em que fãs sobem ao palco para cantar e Jefferson toca gaita.
 
Noite memorável para a cena underground do rock'n’ roll de Brasília. Um show espiritual e carnal, tocado com extrema energia e sem frescura. A Patrulha do Espaço é uma das poucas bandas no planeta que conseguem transmitir essa emoção ao vivo. A formação atual com Percy Weiss nos vocais, afasta-se do modelo clássico de supergrupo e volta a ser um quarteto terrível.
 
Aquele ponto em que muitos não acreditavam mais que a banda viria a Brasília, algum dia, virou lenda naquela noite no Blues Pub aberto até de madruga, até todas as cervejas serem abertas...
 
 
Compartilhando um diário de bordo...
 
Going to Goiânia. Um rápido telefonema de Lana Goulart, produtora Weissprodarts, no quarto do hotel Augustus, me coloca na estrada, quatro anos depois... Entrei no carro e segui 220km rumo ao show – ainda no posto, o bombeiro, colocara a chave no bolso dele, - fica difícil sair assim, me devolve a chave! – abasteci e coloquei um litro de óleo e fui procurando pelas placas indicando a direção. Eram 19 horas, quando adentrei o Espaço Cultural Oscar Niemayer.
 
Para chegar ao camarim da Patrulha, usei uma meia-verdade, - eu sou o motorista que levará a banda à Brasília... Colou!
 
Depois do show, meus pés estavam molhados e não haviam quartos disponíveis, era época de vestibular e as espeluncas estavam fechadas.

Adriano Rotini (Brasil Papaya) deliciou-se com a coleção de vinis e repetia: - meu cachê pode ser em vinil. Foi um cara fundamental para voltar à Brasília.

O guitarrista Ricardo Dezotti, apaixonou-se pelo violão elétrico Del Vechio 1957, tocava Mistery train de Elvis e covers fantásticos de The Who, passava horas dedilhando...
 
Ricardo Dezotti, nos revelou que aquele violão na entrada de Piratas do Espaço não é tocado por Dudu Chermont e sim por Sérgio Santana! O próprio Dudu Chermont contara a Ricardo.
 
Rolando Castelo Júnior, chegou todos os dias de madrugada e sempre procurando um cigarro.
 
Depois do show em Taguatinga, eles foram ao encerramento do festival de cinema e também estiveram numa festa de aniversário.

Guará I. Tarde de quinta-feira, na padaria da QI 11 em companhia do Júnior, me lembro que há poucas quadras dali meu mergulho no rock começara há mais de 20 anos atrás com o trio de hard rock Extremo, extremamente influenciados pela Patrulha...

Aumentando o vocabulário rock: Percy Weiss me explicou que os admiradores que invadiam os ensaios de rock no início dos anos 70 eram conhecidos como freak campers. Júnior por vez usou a expressão drummer hero que me soou estranha...
 
Deslumbrado com a arquitetura de Brasília e a arborização, Júnior promete alugar um apartamento no Plano Piloto e andar pelas superquadras nas horas vagas, enquanto escreve a sua autobiografia, nela haverá uma passagem sobre a execução do guerrilheiro Carlos Marighela... Nos anos 60, Júnior morava num apartamento ao lado da cena do crime. Fiz uma longa entrevista, segundo ele, me aproveitei do estado de embriaguês e suguei todos os fatos – tranqüilizei-lhe dizendo-lhe que eu deixaria todos os tópicos para o seu livro e que nossa conversa era um substrato oral.
 
Nesta mesma quinta-feira, no churrasco, com a presença do Júnior, ouvimos em primeira mão o CD "Speranza" do quarteto instrumental Brasil Papaya, cujo contrabaixista é o nosso amigo Adriano Rotini, e então percebi que a músicaCowboy realmente nunca havia sido gravada em estúdio pela própria Patrulha do Espaço! Só aí sacamos que Cowboy era um meddley gigantesco incluindo outros dois temas do repertório da Patrulha. Na hora, o Joubert (nosso roadie, divulgador e guitarrista) gostou e disse, - Amanhã: - Comprarei um na Berlin... E também tive a oportunidade ver/ouvir, Rotini executar uma perfeita versão de Cowboy no cinqüentenário Del Vecchio.
 
Compareci ao segundo de três ensaios na 107N, com cerveja, ar condicionado e uma boa performace da sala, as três portas de acesso impendiam qualquer vestígio de ruído externo no corredor. No intervalo devoramos uma pizza!

 

Sexta-feira, primeiro de dezembro...

Aquela mesma correria de sempre, Júnior e Percy Weiss fazem uma jam às 22 horas, no O'Rilley Pub, na guitarra Rodrigo Terra e no contrabaixo Bruno Lobão, ambos ex-Mákina du Tempo e também participarão Blavis, guitarra e Roots contrabaixo do Calamar. No final em Columbia se juntarão Joubert, e o Jefferson, o gaitista que também havia tocado em Taguatinga.
 
Dia seguinte, sábado, ao meio-dia, Percy e Lana seguiram para Campinas...

 

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