Kim Kehl e Os Kurandeiros pondo flores na boca dos canhões

Kim Kehl  Os Kurandeiros “MAMBO JAMOBO”



1. Cocada Preta                     Kim Kehl: guitarra, voz, slide, violão
2. A Galera quer Rock             Rod Filipovitch: guitarra
3. A Bomba (do Amor)           Nelson Ferraresso: hammond, Rhodes, piano
4. Vampiro                            Fábio Scattone: bateria
5. O Kurandeiro                     Lú Stopa: baixo
6. O Jogador                         Gravado e Mixado por Edu Gomes no Cake Walking Studio
7. Hey Mãe                           Masterizado por Pedro Marin no Sonic Master
8. Os Brutos também amam     Produzido por Kim Kehl
9. Maria Maluca                      WWW.myspace.com/kimkehloskurandeiros
10. Rabo de Saia                    Produtor Fonográfico: Marcelo Fontanesi/Polithene Pam

Kim Kehl e Os Kurandeiros pondo flores na boca dos canhões

Neste segundo CD “Mambo Jambo” Kim Kehl e os Kurandeiros mesclam o ritmo do samba  e os  silvos de percussão ao frenético rock ‘n’ roll. Deliberadamente eles demonstram o fascínio e o fascismo que as Pedra Rolantes exercem sobre nós  “No tabuleiro da baiana é que tem o doce que me faz feliz” -  cocada preta nada mais Brown Sugar.

O alicerce de toda essa transa parece ser Keith Richards, o pai-de-santo que acende o seu charuto e  no transe, eles incorporam  Nicky Hopkins e gibsons saturadas, “ Cocada preta é o que me faz feliz”. Sax! ...

O confessional verso de “A Galera quer Rock” —   “onde quer que eu toque a galera quer rock/ do Chuí ao Oiapoque – é um contra-senso,  quando   a Brasília de JK verá Kim Kehl e outras lendas do rock paulista? 

O melhor de “Mambo Jambo” é que os músicos se chutaram os técnicos de estúdios das gravadoras e conseguiram registrar a vitalidade do rock and roll de Chuck Berry e seu walk duck show — Johnny Winter pulsa dentro desta galera e roquenroul  Adriano!

A bateria segue  despreocupada das firulas...

“A Bomba (do Amor) traz  aquele som quente do hammond e uma guitarra   dilacerada, “um minuto de atenção”  (isso me levar a pensar na eleição de Fernando Collor para presidir  a Comissão de Infraestrutura, daquela casa)  – o manifesto ecológico dos Kurandeiros poder ser datado mas não é demagógico; “senhor presidente não aperte o botão vamos por uma flor nesse canhão”.

Caixa bumbo e prato caixa bumbo e prato – Kim Kehl eOs Kurandeiros explodem a bomba do amor se fosse nos anos 60 indagariam sobre o que estes caras estão cantando,  — aceitar as diferenças . A mensagem de hoje é tão destrutiva que o libelo de Kim Kehl soa estranho demais: a bomba do amor detona os politiqueiros.

“Vampiro”  soma o riff maciço em uníssono à bateria e aos teclados, os Kurandeiros entram no terreno da insônia se eu rock tem a pintada do suingue brasileiro muita guitarra cantada fazendo as bases para os vocais. Solos assobiáveis e sopros flanados com os dedos cravados e cruzados.

Antonio Celso Barbieiri já relatou a  história do nome “O Kurandeiro” e nada mais apropriado do que Bo Didley e sua batida lembrando uma cuíca enquanto Kim Kehl e Os Kurandeiros descem ao terreiro. Toda a mitologia do contrato e da encruzilhada e um solo de guitarra com a infinita elegância do Marquinhos.

“O Jogador” é mais um lugar comum, nosso lugar está marcado assim como nosso destino.
Com maestria Kim Kehl conduz sua auto-cura mística realiza suas incursões pelas tendas e milagres brasileiros do Bexiga a Chinatown de Nova York.

Ainda não é nem Dia das Mães e Kim Kehl e Os Kurandeiros refletem, “ Se eu fizesse o que a mamãe mandou”...  eles não teriam se afogado chorado e nem mamado. Todos filhos bem crescidos e nascidos.

Neste Blues, “Os Brutos também amam” traz uma pegada de Gary Moore. “estou quebrado me dê um cigarro”.

Agora Os Kurandeiros estão se despedindo de nós com aquele roquenrou que deixa os membros arrepiados “Maria Maluca” chegou mais veloz do que Maria Fumaça, as coisas pegaram joga a cara na latrina que o jorro vem;  excessivo jorro de roquenrou.

Fim de Baile do jeito que o roquenrou começou Os Kurandeiros terminam atrás de um “Rabo de Saia”, com a guitarra de Otaviano emulando Jeff Beck.

Pontos Positivos:  Entrosada mente e Sem Crise Kim Kehl e Os Kurandeiros realizam um segundo disco ligado na aflição da atualidade sem saudosismo e com o pique de encarar a estrada.
O único ponto negativo é que esta estrada não conduz ao palácio do planalto. Venham...

Arquivos DPB$

Kim Kehl: rock'n'roll em ritmo de volúpia
(Mário Pacheco)


Kim Kehl (guitarra, slide, violões, vocais)
Rod Filipovitch (guitarra exceto: 3, 5 e 7)
Sergio Takara (baixo)
Carlinhos Machado (bateria e percussão)
Nelson Ferraresso (teclados exceto: 2, 7 e 9)

Rock'n'roll lubrificado, etílico e rollingstoniano para ninguém botar defeito assim é Kim Kehl e os Kurandeiros. Este CD retoma a sonoridade dos bons LPs e fecha com uma coda instrumental de 2:36s.

Músicas: Maria Fumaça, Sou Duro, Deixe Tudo, Só Alegria, Beber até cair, Blues do Trabalhadô, Meu mundo caiu, Anjo do Asfalto, Pro Raul e Maria Gasolina. Selo: Polythene Pam contato: This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it.

Sexista? Machista? Tarado? Mulherengo? Com a parede do quarto forrada de pinups? Essas foram as indagações que surgiam junto com a saudade dos velhos tempos... da liberdade sexual

O Brasil musical sempre foi engraçadinho, parte de seus músicos urbanos brigava para manter o heroísmo da sonoridade acústica comprando briga com a guitarra elétrica; passeatas que não reclamavam dos circuitos e câmeras das tevês que cobriam os festivais, este rompimento não era o Brasil para a passagem das condições de país agrário a uma era industrial já que as passeatas ocorriam no sudeste das gravadoras.

Nesse momento o rock'n'roll made in Brazil é renegado, expatriado e alienado, nas próximas décadas após este tarifaço da bossa da mpb do fino da fossa, qualquer melodia latrina americana ou ianque ou italiana faz a moda, o monstro se vira contra o criador. A mpb dá o golpe nas guitarras e assume o seu latifúndio. Rimas da pletora do dinheiro fácil e do escapismo. E nessa terra brasilis cujo ritmo do rock'n'roll nunca foi unanimidade nacional, pariu-se dezenas de teses de que o rock precocemente falecera como cadafalso para executar os representantes do ritmo entre nós. Foi assim que nos vimos obrigados a consumir um monte de paliativo e genérico como doentes na fila da insalubridade e nunca morrendo, sempre lutando para ouvir um autêntico rock nacional ao vivo ou arregaçar as mangas e palhetar a guitarra, mesmo nas épocas mais remotas, o rock nunca deixou de rolar nessas quebradas.

Um pouco da história. O paulista Kim Kehl é uma fera que dedilha a guitarra com a mão esquerda. No final dos anos 70, ele era o guitarrista e vocalista da banda de hard rock, Lírio de Vidro que atuava ao lado da Patrulha do Espaço, (do repertório do Lírio de Vidro, em seu "álbum branco" a Patrulha do Espaço gravaria Mar Metálico).

Durante os anos 70-80, Kim Kehl passaria várias vezes pelo terreiro do rock'n'roll que é o Made in Brazil. Kim Kehl ainda lançaria um LP da sua banda Mixto Quente lançado pela Baratos Afins.

Seu novo CD "Kim Kehl e os Kurandeiros" é a prova dos nove. A voz áspera e encharcada de uísque é outro de seus instrumentos. Durante a audição de Maria Fumaça a gente se surpreende com a clareza da letra e chega a pensar que a gravação original fora vetada por Dona Solange, logo de abertura um riff do melhor hard rock já registrado e a guitarra limpa o trilho para a Maria Fumaça chegar... "Essa mulher é muito mais do que uma locomotiva...".

"Sou Duro", mais postura rock'n'roll sem perder o (com)passo do pato, os Kurandeiros luxuosamente brilham: sob a base os clichês mais rápidos do oeste: "Sou duro com as garotas e não vejo mal nenhum".

Fazendo twangy-wang nos bordões da guitarra, Kim Kehl vai fundo na balada, "Deixe Tudo", a faixa que eu mais gostei, "Viajando no espaço junto de você/a caminho do sol como um cometa a brilhar", me lembra os distantes da beatlemania de Leno & Lilian. Os vizinhos já aprenderam a letra e a rapaziada viaja no banquinho debaixo da mangueira de frente para o córrego e as 4 caixas na janela "prensam" Kim Kehl direto nos ouvidos no azul da tarde de sábado - sem repressão! Please!

"Só alegria", nos traz de volta ao começo do disco, um expediente normal nos discos dos Rolling Stones, e Luis Sérgio Carlini em participação especial desliza o slide pelas alamedas stonianas lembrando Mick Taylor de quem deve ser fã e a alameda se estende até Robbie Krieger com a letra de um hino otimista. Rodrigo Souves, o rollingstonologista está certo é "Happy" mesmo!

A próxima faixa, "Beber até cair" é um country chumbadão: você me abandonou, tem aquela imagem de bangue-bangue caindo pelas tabelas e balcões trocando as pernas e virando a mesa. No terreno dos blues urbanos, "Blues do trabalhadô" traz um verso cotidianamente real "sou um trabalhadô dei duro o dia inteiro e quando eu chego em casa eu quero ler o jornal no banheiro", Kim Kehl não esconde as notas e as coloca para correr já que ele não tem tempo a perder. Ainda conflitante no território dos blues "Meu mundo caiu" é sinceramente cortante com a participação da guitarra de André Christovam e os teclados de Johnny Boy que me lembraram Otis Rush! A sua voz gutural molhada de uísque, embriagadamente solicita, - pague-me mais um trago desde que não seja nacional ou, - desce outra Juca!

A voz em off - 3 horas da manhã. Registro de gravação. Imagino o baterista pestanejando e lá fora no universo urbano a cidade não pára de ferver. "Anjo do asfalto" revela a volúpia por um anjo de 16 anos, somos anjos.

E Raul Seixas o melhor símbolo e exemplo da absorção do rock'n'roll pelo Brasil é homenageado em "Pro Raul" que no andar de cima do ônibus estaria agora tocando numa banda com Brian Jones, John Lennon e Elvis Presley.

"Mária Gasolina" é a última faixa com vocal e uma ótima oportunidade para relembrar quando a gasolina era abundante e seus aditivos também

Além deste petardo novo uma outra banda de Kim Kelh, o Lírio de Vidro teve seu registro lançado neste ano pelo selo Medusa.

     Via emeio Kim Kehl fala!

     Cara, eu até acho que o Rock Nacional não anda tão mal assim. As bandas mais populares tem espaço e as mais alternativas também. A internet tá aí e o público demonstra interesse e tem acesso a mais variedade. Sou otimista!

     Bem, espero em breve lançar oficialmente o CD dos Kurandeiros em uma festa-show em São Paulo, mas a agenda da dupla Rick e Renner, cuja banda integro como guitarrista, não tem deixado espaço! É um trabalho de alto nível e que exige muita responsabilidade!

     O repertório está praticamente fechado, e como da primeira vez , será de canções próprias colecionadas dos últimos 20 anos, algumas inéditas e outras já gravadas em outras oportunidades. Acho que as músicas serão menos básicas desta vez, e se der tudo certo vai demorar mais 5 anos para gravar, como o anterior!

      Não sei se é engaçado mas como a gravação demorou tanto, às vezes esquecíamos o que já tínhamos gravado, o que provocava confusão e risco de apagar algo importante. Realmente a resposta do público seria melhor com o show para ajudar.A gente chega lá.

     Conheço Bosco (baterista do Bando do Velho Jack) a anos, e tocamos juntos em varias turnés com o Made in Brazil, e ele foi meu companheiro de quarto! É um grande cara e um excelente baterista! O Bando é uma banda fantástica e eu sou um grande fã!

     É isso ai! Espero que esteja do agrado. Sou péssimo digitador e demorei horas! Grande abraço aos leitores/ouvintes!

 

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