A audácia do Sarau Psicodélico numa colcha de acontecimentos

- Menos doido hoje, né, Mário?

- É! Plano Piloto. Aqui eu gosto de andar na linha...

Delírio estelar do rock’n’roll

Encarei as paredes apreciando o cenário. Os detalhes coloridos dos vários painéis ganharam movimento, minha cabeça girava – eu estava em mais uma audiência pública do rock’n’roll no Sarau Psicodélico, no Café Balaio na 402 Norte.

A AUDÁCIA DO SARAU PSICODÉLICO NUMA COLCHA DE ACONTECIMENTOS

Canalhas e Navalhas vão abrir para Serguei, no Rio de Janeiro...

22 nov. / 2013 - (sexta-feira) - Jimmy Harlot, o boa-pinta vocalista e guitarrista dos Canalhas e Navalhas e o guitarrista Rogério Águas Waters conversaram por meia hora. Era um encontro de gerações. Jimmy seria nosso genro, mas o menino queria uma palheta. Educadíssimo. É o tipo de rockstar que atraí uma pequena multidão de garotas. Curtindo o show e fazendo várias fotos. E o hard rock rolando em decibéis em duas guitarras.

Agitado. Bruno Formiga corre daqui e de lá conserta a caixa da bateria...
Cida Carvalho dança e voa pelo salão com sua capa maravilhosa.

- O Sarau é visceral!

Dög Savanna monta vários pedestais de pratos da estante da bateria. No sofá, eu e Sorrac sorrimos diante da maratona. Cida Carvalho se junta a nós. E Luana faz um clic, o bom dessas fotos é que passam desapercebidas.

A noite dos músicos começa com a nova formação de Os Filhos de Mãe Joana, mudanças no contrabaixo e na guitarra-solo. Conforme os presentes, o guitarrista convenceu. Começam tocando um clássico da Legião Urbana, e se devotam à alegria e à energia características de suas apresentações.

Pausa!
No subsolo, um punk rock trio toca rápido... A voz feminina corta todas as conversas frívolas que poderiam acontecer naquela noite de sexta-feira. Fui obrigado a descer os degraus e me colar na caixa para assistir a sempre ensandecida performance de Bianca ao contrabaixo no Rebel Shot Party. Distribuem um tiroteio de notas com guitarra e bateria seguras. Foram várias músicas, mas eu sempre amarei qualquer número do Nirvana. As fadas usam tênis...

Do além, do aquém surgem Look Brasília e seus médicos e enfermeiros vestidos de branco com a cruz vermelha cingida no bolso. Serão eles a junta médica de Genoíno?

O rock rola. Nova formação: um reforço na voz e ocasionalmente ao violão. A guitarra é impecável. O contrabaixo excitado. Erram Comfortably Numb. Bruno Formiga saí do canto e ajeita o cabo do contrabaixo. O show continua. Pego a filmadora do pedestal e faço imagens. A performance ao limite de Magu Cartabranca é aplaudida.
- Esse amigo seu é muito doido!
- Garoto você não sabe nada.
Não queremos ser dinossauros pois nos sentiríamos em extinção, mas eles estão tocando uma parceria com Loro Jones. Acho que é o fragmento lapidar dessa pedra, o orgulho do rock Brasília.

Fim de noite. Longa noite. Papos de estacionamento...
- Lembra-se da Encruzilhada Blues?
Sumimos noite adentro. Gostei dessa edição do Sarau Psicodélico pela equilibrada recepção do Balaio Café. Educação continua sendo um primórdio do sucesso. Gostei da dança do ventre da Maira Freire.

Rodopios e versos à parte. O Sarau Psicodélico resgata as amizades. Não foi que amigos do Dög Savanna vieram para reencontrá-los? Com a hora adianta e as mesas em cima das mesas. Eles tocarão na próxima edição.

Fecha a conta

Gosto do Sarau Psicodélico. Onde vejo gente do meu tempo. Não é uma reunião de velhacarias e sim uma mescla do importante em nossas vidas. Onde conhecemos os novos livros, CDs que virão, apresentações históricas, programa de tevê e poesia urbana. E que Canalhas & Navalhas vão abrir para o Serguei no Rio de Janeiro. Torceremos por vocês. Canalhas e Navalhas, banda que Félix Amorim deu o toque quando vocês desciam a serra para atuarem em seus primeiros shows.

 

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