2009: Patrulha do Espaço, passamos outra tarde excelente


Atrás Rolando & Vagner & Dezotti, uma das muita formações da Patrulha em trio

Rolando na 407 Sul

 

— Você foi comedido!
De Rolando para Pacheco, quanto à recente matéria! Rolando Castello Jr. Fields Forever!

 

 

Segunda parte!

 

23 mar. / 2009 - Brasília estrangulada e algemada a céu seco - no  zoo animais medrosos desertificação corredores rodoviários.

 

Passei a última tarde chapado folheando um mar de  Hit Paraders, Circus e várias Creems;   revistas musicais americanas da década de 70 do século passado, não   naufragava solitariamente,  no leme da viagem   Capitão Rolando Castello Jr. fazia intervenções precisas.

Tudo era telepático! Tudo era informação - passei a tarde enfurnada com a fuça enfumaçada   em dezenas de livros de rock e   Beatles! 

No ' livro que todo beatlemaníaco deveria ler" vi uma foto do Mad Day de 1968, onde John Lennon aparece ao lado dos Beatles com as bases das palmas das mãos juntas e um risinho. Lennon tirava onda de santo a fota foi feita na frente da Catedral; noutro livro "As vidas de John Lennon" de Albert Goodman, o título do último capítulo era punk:  Bang Bang você está morto!  Cruel e delicioso  livro de fofocas.

Se você me perguntar se há tapes inéditos de Arnaldo & Patrulha do Espaço? eu admito que existem mas não ouvimos por falta de um gravador de rolo! 

Passei a tarde conversando também com  Marta Benévolo sua companheira - tratamento vip - Rolando nesse momento concedia uma entrevista via Orkut

—  Não me chame de Júnior, Me chame de Rolando. Eu passei dos 40 e não gostaria de ser confundido com o Júnior, irmão da Sandy!

A entrevista prosseguiu enquanto eu passava os olhos em dezenas de fotos, slides e até fotos da infância deste honrado e último operário do rock brasileiro.

 

 

Vinis

Rolando me mostrou o raríssimo LP capa-dupla de Billy Bond e a Turma da Pesada e me disse que vale umas 800 pratas! orgulhosamente sacou o Grand Funk da capa vermelha edição original americana com o selo verde da Capitol, este presente de Bento Araújo, editor da revista Poeria Zine.

Síntese da conversa útil:

Restringir o foco... entender o modelo que você alimenta e nunca é tarde para ver as coisas.


Quase bad trip

Estávamos nos despedindo na 407 Sul e Rolando me avisou, — Cuidado com os sequestros relâmpagos! Nesse momento, um pivete passa correndo   seguido por outros dois jovens com roupas de escola. A vizinha nos disse é o segundo assalto  hoje!

 

patrulha_the_bus.jpg
O local do crime: Nosso Clube, Limeira/SP - 15/11/81 - Da esqueda para a direita, o motorista, Sergio (baixo e vocal), Junior (bateria), Celso Barbieri, Dudu (guitarra) e os 3 roads que infelizmente não recordo os nomes. Quem tirou a foto usando a minha câmera foi a esposa do Junior na época.
Barbieri
Patrulha 1986
Junior, Dudu, Sergio. Fotografados por A.C.Barbieri (Limeira-SP 1986).
Lamentavelmente Dudu e Sergio são falecidos.

 

 

Primeira Parte

 

 

Liguei, — Cadê o Júnior? e Marta Benévolo — Tá dormindo! 
— Amanhã tem um rango aqui em casa e eu queria que vocês viessem... Faz   tempo... Saudades e etc

 

Na véspera, Marilange  & Maurício também combinaram  almoçarmos no dia seguinte, neste sábado Rodrigo Souves dedilhava uma pá-de-canções introspectivas aquelas que executamos no quarto.

 

24 horas depois. Estávamos ouvindo uma seleção que não passava da década de 70, ouvíamos We All Together, Los Shakers, Nicky Hopkins, dos brasileiros A Bolha, O Peso, Sociedade  Da Grã Ordem Kavernista. Como há séculos eu não ouvia A Bolha rapidamente passei o disco deles e fiquei angustiado como É Proibido Fumar é ruim! Já trazia aquelas sementes disco. Fiquei decepcionado e  Mal Júnior   chegou, eu falei do meu dilema e ele concordou, o disco soava como gravadora.

 

O primeiro trabalho do Taste rolava alto e a carne-de-osso estava quente, farofa e essas coisas de fogão a lenha.

Júnior — Que tal um show do Rolando Rock no dia 24 de maio? No Blues Pub? Resumidamente ele ficou de pensar... 

—   O Viana Moog vem do Sul e é uma chance de rever o Luciano Leis... Assim eu mexia os pauzinhos.


Júnior é meio arredio a entrevistas e fotos e sabendo disso nunca entro numas de registrar nada. De vez em quando, ele abre a tampa da caixa de som e conta lances de Arnaldo & Patrulha do Espaço,  sobre este tema   eu havia dito que no site, o Fábio havia lembrado que o Arnaldo demorou a chegar e por isso a banda começou a tocar sem ele e que Arnaldo chegou dançando; falei também que a Patrulha havia ensaiado o primeiro disco na casa da avó do Kim Kehl, falei de uma discussão dele (Júnior) e do Coquinho dentro do ônibus e também falei de um show cancelado no Teatro Lira Paulista. Nas respostas Júnior é muito objetivo sempre profissional mostrando os vários lados da mesma moeda e evitando mal-entendidos. Ele confirmou os ensaios na casa da avó do Kim Kehl.


Júnior falou-nos do primeiro capítulo do seu livro-ficção que está pronto e aborda a banda Feito Em Casa. É claro que nos lembramos da Deborah e o Júnior nos disse o quanto ela era empenhada em ajudar as pessoas.

Encerrando  Júnior reafirmou que o maior fã da Patrulha do Espaço é o William Pinheiro de Curitiba e que o site da banda está voltando... Também falou das sessões acústicas que a banda gravou naquela cidade tocando material dos tempos do Arnaldo.


Quanto a Antonio Celso Barbieri (eu o defendi, como maior fã da banda! Risos), Júnior faz questão que Barbieri passe um dia no apartamento deles e ainda lembra que a Patrulha do Espaço gostaria muito de tocar em Londres.


1978

Gravação na TV Bandeirantes ao meio-dia! Programa “Balanço”


—   Porra!  Gravação ao meio-dia?


Arnaldo & Patrulha do Espaço pontualmente se dirigem ao estúdio e pacientemente esperam sete horas para gravarem as três músicas!


Como a fome estava insuportável, Júnior procurou Nabarro e explicou a situação: —  Que horas a filmagem vai começar? — Estamos em jejum. Foi assim que eles conseguiram uma dúzia de mistos frios!

Arnaldo & Patrulha do Espaço escolheram Cowboy para passar o som, como estava dentro dos parâmetros, eles interromperam a execução. Posteriormente eles gravaram profissionalmente mais três músicas.


Uma semana depois quando a apresentação foi ao ar, a produção de Mr. Nabarro escolheu justamente a passagem de Cowboy para queimar a banda tipo eles nem conseguem terminar uma música!

 


Direto do túnel-da-merda


Quatorze anos depois em Sampa City eu desço as alamedas carregando uma bolsa repleta de exemplares do livro Balada do Louco, vou à redação do Estado de S. Paulo, e – recebo um pito do tal Nabarro, para não passar do balcão. 

— Vim da casa do caralho trazer-lhe este livro e tenho teu disco da Esquadrilha da Fumaça e é assim que me recebes? — Vou quebrar aquela merda. — Em Brasília prédio é público ô meu! Só ontem eu identifiquei a origem do mau caratismo que certos profissionais  talentosos nessa arte se valem.

 

Olha! A pancada! http://www.youtube.com/watch?v=WA_x3uJx7RY




 

 

 

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