SEGUNDO CD 'DEIXA O SOM NO LEVAR..." DA TERNO ELÉTRICO TÊM GRAVAÇÕES CONCLUÍDAS

Grampo estelar

Primeira audição

terno

TERNO ELÉTRICO ACABA O CD "Deixa O Som Nos Levar..."

 por mário pazcheco

Gravado no Estúdio Zimmer-Collen, Ceilândia-DF

Há muito rolaram os anúncios de refrigerante crush pepsi coca-cola bidu. Do cardápio dos restaurantes das rodovias a fome antropofágica foi excluída.

Em pleno momento de loucura lúcida chega à caixa de mensagens três pérolas lapidadas das doze faixas que comporão o próximo CD da Terno Elétrico.

A banda, o quinteto da cidade-satélite batizada de Ceilândia e no mapa do rock de Brasília também conhecida como CEILONDRES - explode em acordes na intricada chave dos tesouros inauditos. No momento, eles avançam calmamente sobre os botões da mesa de mixagens. Um comentário interno: "Nunca termina...". Enquanto isso "Deixe O Som Nos Levar...".

A Faixa "Deixe O Som Nos Levar..."  nos carrega para as planícies conhecidas. O som da Terno Elétrico é intríseco a quem ouve. O desempenho musical está regulado acima dos graves e dos agudos, a massa sonora equivale a tudo que nós já curtimos. Experientes eles experimentam: o início da faixa "Tomei Um Chá" revela a maturidade musical da banda. As letras estão altas além dos vocais de Joãozinho revelando o que já sabemos; há também a voz da Valquíria. A poesia do vocal da Terno não é maldita como Paul Verlaine ou Baudelaire mas apropria-se de Wálter Franco para compor o painel da existência no séc. XXI: 'o teu gosto na minha boca'. 

terno2

Vocal: João Frajola / Guitarras: Jeff Sena e Wendel Rocha / Baixo: Célio de Moraes / Teclados: Dei / Bateria: Neno

LIQUIDIFICADOR MUSICAL

Eu não estaria fazendo uma referência forçada aos Mutantes escevendo que a Terno Elétrico consegue desenvolver seu estilo forte a partir do rock de garagem dos anos 60. Eles bebem no chá das 5 de bandas britâncias como Os Kinks, The Troggs mas tudo carregado no suor no ouriço no samba e na ginga da cidade multicultural de CEILONDRES: "cara é uma misturaiada que parece samba, hippie com jazz, com ervas e chás". (Jeff Sena)

Num momento em que se discute o real significado hoje das expressões 'contracultura e resistência' para melhorar a percepção nada mais apropriado do que o chá sonoro da Terno Elétrico, essa bebida vai deixar claro que contracultura hoje é ser a favor da cultura e que resistência significa reexistir.

Garotos sinceridade e coragem é o que falta nos anúncios de refrigerante e nos cardápios culturais da caixa de pandora. Vocês são únicos atuando no estúdio e nos palcos. 

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Pequena Tragédia Cotidiana*

Ez Macêdo (poema a ser musicado pelo Célio De Moraes contrabaixista da Terno Elétrico)

(poema para contrabaixo)

O Poema
(Solo de Contrabaixo)
Caminha por becos e vielas
(Solo de Contrabaixo)
Desta cidade de almas mortas,
(Improviso no Contrabaixo)
Cujos corpos pro trampo a(cor)dam.
(Uma só nota no Contrabaixo)
O Poema
Atravessa trilhos, cruza avenidas,
Salta viadutos.
O Poema acende, no centro da cidade, um
Cigarro que deixa seus olhos vermelhos,
Vermelhos, vermelhos.
(Solo de Contrabaixo em ritmo frenético)
O Sol começa.
Post meridiem, o Poema tem fome.
Transeuntes encaram-no com náusea.
(Improviso de Contrabaixo)
O Poema continua com fome.
(Uma só nota no Contrabaixo)
Sinos replicam na cidade:
(Rápido improviso de Contrabaixo)
Angelus.
(Três notas do Contrabaixo)
O Poema, ainda com fome,
Altas da madrugada,
Desrespeita a Crase.
(Improviso de Contrabaixo)
Leva um balaço do gramático, seu amante,
na boate do Conic.
(Uma só nota do Contrabaixo)
O Poema respira agora com ajuda de
aparelhos.
*Poemeto retirado do livrinho A Poesia Habita-me em Carne Viva. Autor: Éz Macêdo

 

 

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