NOITE MÁGICA: '33 ANOS DO PRÓPRIO BOL$O' (2015

NOITE MÁGICA: ‘33 ANOS DO PRÓPRIO BOL$O’
• Say Land Dance • A Banda Mais Lama da Cidade • Dino Black  • Guilherme Almeida (RJ) • Nenhuma Ilha • Cabeça de Praia  KaphaGérson • Banda Ser  Outubro HC

Dino Black, acompanhado da Banda Ser, pulou para cantar no meio do público. E como cortesia superespecial Outubro HC.
Os melhores shows aconteceram nesse dia memorável. – Uma pena que não dá pra repetir constantemente... Valeu, moçada!!

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A força de vontade coletiva conquistou um pedaço do céu. Assim posso definir o aniversário que celebramos.
Pés de buriti e amontoados de bananeira à sombra, caldo caseiro de abóbora, som, músicos, projeção de imagens deixam em transe a nossa geração.
Os que têm fome de justiça, a cega, foram saciados com mais de seis horas de som. O mundo parecia finalmente livre dos egoístas e dos mercenários.
A proposta sempre foi representar o underground. Tivemos Say Land Dance com muito balanço e soul, e na sequência o show quase correto da Mais Lama. Dino Black cantou os grandes hits do rap. Nenhuma Ilha fez um show feroz de rock puro. Cabeça de Praia, surpreendentíssimo. Guilherme Almeida (RJ) apresentou um folk vigoroso. KaphaGérson apresentou imagens de sonhos e cantou com o triângulo.

Say Land Dance: Tiago Rabelo, bateria; “Blavis”, guitarra; e Dudu Pinto, contrabaixo. Projeto em trio, que se acompanha com contrabaixistas convidados. Muita música negra no repertório. Guitarra hard, faminta e maníaca. Bateria avassaladora.

A Banda Mais Lama da Cidade: sem se estenderem na métrica, acertaram na medida da apresentação.

Dino Black é o rapper solto na arena e na rima. Ele usa botas, gesticula, sambadança. Um radical no levante do rock. O artista ao vivo é mais vivo ainda, mais tudo, mais panfletário. Improvisa e rima. – Dino, você chegou aqui e nos deu muita alegria. Você sabe que música não tem lado, tem cor e coração, e você, meu caro, é a vivência de cada frase que a sua garganta solta. São mais de quatro minutos de pancadaria, com o Tiago rimando nos pratos, e são quase mil visualizações do vídeo. Mário, Zanza e a galera das satélites temos que agradecer ao grande artista interlocutor que você é, camarada. Salve, Dino Black, que me foi apresentado pela Vanesca, e logo topou se apresentar em nossa casa.

Guilherme Almeida (RJ) seria o garoto do rock autossuficiente, cantando canções em inglês e em dó na décima casa?

Nenhuma Ilha: o primeiro quinteto desta noite apresentou um toque jovem e nervoso de guitarras no rock.

Cabeça de Praia: uma banda experientemente rebelde.

KaphaGérson: o homem do triângulo e das projeções caleidoscópicas.

Banda Ser: terá que participar de outros happenings vindouros, precisamos dessa energia!

Outubro HC: conseguiu surpreender com novo repertório.

Era apenas um ensaio no Estúdio Formiguero, no sábado à noite, mas de repente uma ligação do Rogério, nosso conhecido Codó. Show de última hora, num lugar fodástico, no Guará 2. Nossa resposta imediata: Claro que topamos!”

“Nos 33 anos da criação Do Próprio Bol$o rolou rap com Dino Black, que citou Gog, Câmbio Negro, Viela 17. A Banda Mais Lama da Cidade agitou com transversões dos Pixies, Mutantes, Mopho, Júpiter Maçã, Little Quail. A Ser foi metal brabo. Nenhuma Ilha foi rock. KaphaGérson pulou amarelinha e tocou o seu triângulo, rimado nas exibições audiovisuais. Outubro HC, do Jardim Ingá, detonou um potente hardcore autoral. E as presenças marcantes de Bárbara, Betto Tutu, Izabel Tutu, Edson, Fernanda, Lucas, Rafael, Miguel, Jorge, Sylvia, André e esposa, Alexandre, Nader, Andrea, Red Zones, Júlio ‘Junky’, Tiago na bateria, Afrânio e esposa, Alexandre Renato, Sueli e Gê, Nana e esposo, Gledson, Chagall, Léo ‘Yelobem’, Tati, Taty Brutaty, Cleiton ‘Roots’, Dög Savanna, Fernanda Ferrugem, Michele Gomes Vasconcelos, Juliana Krause, Régis, e as pessoas que foram e esqueci nesse post, e os outros ainda que eu não conhecia, e que ao final dançavam em frente à fogueira, numa roda de energia cantando ‘Sociedade Alternativa’, de Raul Seixas: VIVA! Somos Nós!” (Ricardo “Retz”)

Fotos pipocando, vídeos malucos surgindo da lente angular de algum celular.
Agradeço o reconhecimento pela luta intensa. Agora é acumular energias para outros combates/embates. Apesar da profunda ressaca moral, que naveguei nesta segunda-feira, jamais me arrependerei. Valeu e valeu muito pela experiência, a energia e o público interativo, ligado na proposta. Diferenças? Surtos? Fazem parte. O que não pode acontecer é perder o contexto, o fio da meada, e se afastar.
Acredito muito no potencial das pessoas, quando a gente consegue aplicar aqueles 10%. Débito eterno a KaphaGérson, Tiago Rabelo, Rodrigo Souves, Zanza, Virgílio, Edson, às bandas. Pô, os caras de Planaltina, do Jardim Ingá, e por que não do Guará? Enfim, sinto a lacuna de uma publicação impressa que nos represente, que seja o máximo divulgada e distribuída. Hoje me toquei que a concorrência é vasta, e que há muitas revistas, e também bandas, desconhecidas para nós. Receber a atenção de vocês é o maior reconhecimento. Valeu, moçada!

 

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