LUCIANO FLEURY ENTREVISTA EVANDRO PUTZ BRAGA

 LUCIANO FLEURY ENTREVISTA EVANDRO PUTZ BRAGA 

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 1. — Fale do começo da cena musical de Goiânia (ano, instrumento, parceiro antigo, sonoridade)...

R. — Cara! No início era bem difícil porém animado. A gente se juntava na casa de algum amigo e mandava pau... Existiam pouquíssimos estúdios de ensaio. De gravação só especializados que tiravam timbres horríveis. Era o terror. Os instrumentos só nacionais e meia boca. Nesta época era muito difícil e caro importar instrumentos. Grandes parceiros das antigas foram, o Rogério Paffa e o Homero, eles continuam atuando como músicos, e isso é super legal. O som que gente queria tirar era baseado nas bandas dos anos 80 de Heavy e Trash Metal. Com eles formei a primeira banda de verdade, o Mandatory Suicide. Com ela eu gravei duas demos. Acho que saiu legal, levando em conta a nossa falta de experiência e as circunstâncias da época. Os shows eram uma aventura a parte. Tinha muito pouco lugar pra tocar, na verdade me lembro de dois, a Metallize que era uma loja especializada em Heavy Metal que ao lado tinha um boteco que rolava a barulheira e o melhor local para se apresentar era o Teatro Martim Cererê, que até hoje é cenário de vários espetáculos. A estrutura não era das melhores, mas a galera era demais todo mundo muito jovem e louco.

2. — Trace um perfil das obras que você desenvolveu ao longo do tempo. (Com os respectivos nomes e anos).

R. — A primeiríssima gravação que participei se chamava 'Insanity'. Era triste porém primeiro suspiro rock ‘n' roll de 4 adolescentes, — Hehehe. A demo se chamava 'Elm Street' (1987) e tinha duas músicas. Já com o Mandatory Suicide foram outras duas demos, 'Tripping With Stars' de (1989) e 'Dead Society' (1991). A coisa começava a ficar melhor, para os padrões da época foram bem legais os registros. Em 1994 gravei com o Declínio uma demo muito interessante que chegou até criar interesse por algumas grandes gravadoras, mas a banda se dissolveu no ano seguinte, a demo era 'Mundo Moderno' (1994). Em 1995 entrei na Casa Bizantina, que era um trio e já tinha um respeito no cenário Goiano. Uma demo e muito elogios em revistas da época, como Rock Brigade. No ano seguinte, gravamos 'Enclosures' (1996) tudo em inglês e com ótimas músicas. Em 1997, chegamos a masterizar um disco contendo as duas demos e mais três músicas, que havíamos gravado para duas coletâneas, porém não conseguimos e também mudamos de ideia de lançar este material. Em 1998,a banda passa por uma completa reestruturação passando a cantar em português. O registro foi 'Divertindo, Distraindo, Destruindo' (1999) um trabalho excelente. A partir deste álbum, todos os registros foram em CD. Em 2001 foi a vez de 'Autores, Atores e Belos Dramas' (2001). Neste eu e meus parceiros chegamos a um trabalho profissional! Em 2003, fiz um disco com a banda Caras Legais, era 'De Volta às Origens' (2003). Catira Rock, inovador. Com a Casa Bizantina em 2006 foi a vez de 'Estado Natural' (2006) por este sou fanático, é o mais completo trabalho que participei, mas é claro fiz os demais com muito empenho e amor, que é o que na verdade motiva a gente continuar na música, o amor por ela. E finalmente com a Casa Bizantina, que é minha eterna banda, em 2008 gravamos um single (2008) com três músicas pra Net.

3. — Como anda a cena rocker em Goiânia? (Bandas, bandas femininas)...

R. — Hoje está super aquecido o cenário em Goiânia Rock City, inclusive esse apelido começou a rolar devido este fervor da cena daqui. Hoje têm bandas profissionais, os estúdios de ensaio e de gravação multiplicaram-se. Os técnicos que trabalham com as bandas se profissionalizaram. Hoje existem muitos bons trabalhos produzidos aqui. Grandes festivais independentes consolidados. Cito as boas, Violins, MQN, Mugo, Shakemakers, TNY e mais um monte de gente que infelizmente ainda desconheço ou não me lembro agora, afinal creio que Goiânia deve ter umas 500 bandas que brincam com o Rock ’n' Roll. Fico feliz de fazer parte do início deste cenário que está se consolidando hoje. Sobre as bandas femininas, têm poucas que eu conheço. Elas costumam atuar mais solo, tipo a Nila Branco. Mas tenho uma amiga que atua há algum tempo como baixista, a Fernanda Simons, não é parente do Gene. Realmente não me lembro de uma banda só de mulheres. Desculpem garotas! Mas deve ter.

4. — Conte-nos um grande momento.

R. — Pra mim o grande momento foi tocar no Teatro Goiânia com uma grande produção e casa cheia. Foi uma grande emoção ver tudo aquilo acontecendo algo que a gente sonhava. Isso aconteceu em agosto de 2001, no lançamento do 'Autores', o segundo disco da Casa. Vou contar mais um: quando a Casa Bizantina foi para São Paulo convidado pela TV Cultura e o Itaú Cultural. Fizemos um show na sede do Itaú Cultural gravado e transmitido pela TV Cultura em rede nacional! Fomos muito bem recebidos, parecíamos artistas de verdade......foi divertido.

5. — Quem apoia e incentiva a cultura?

R. — O primeiro e mais importante incentivo é sempre a família. Como o site já diz sempre coloquei, eu e meus parceiros grana do próprio bolso. Na verdade só a partir de 1998 é que começamos a contar com os cachês de shows, que são praticamente todos revertidos em produções da banda, no caso a Casa Bizantina. O CD (1999) gravamos exclusivamente com grana de shows e uns pequeníssimos apoios. O 'Autores' (2001) contou com Lei de Incentivo da Prefeitura de Goiânia, foi o único mais ou menos tranqüilo no quesito grana. Nesta época a galera da cultura de Goiânia se organizou se cobrou por uma lei para nossa capital, a Casa fez parte desta luta. O 'Estado Natural' (2006) teve incentivo da Lei do Governo do Estado de Goiás, que sempre nos apoiou porem pisa na bola como o desenrolar desta lei, acaba somente um grupo restrito tendo acesso a este incentivo, há falhas. Resumindo não conseguimos captar a grana ai gravamos o CD adivinha com que grana ?? do próprio bolso e grana de shows. Na verdade, não podemos reclamar de apoios, a Casa sempre contou com diversos amigos que nos incentivavam. Na verdade, é um privilégio manter as produções da banda praticamente com shows desde 1998, fazem 10 anos! São poucas bandas que conseguem isto, ainda mais em Goiânia.

6. — Qual o atual momento do Casa Bizantina?

R. — A Casa Bizantina abriu o ano de 2008 para investir na Net. Eu particularmente fiquei encarregado disto e coloquei muitos arquivos: vídeos, mp3, fotos. Coisa que a gente não tinha. Gravamos três músicas: Um Beijo Pra Matar o Tempo, Hélio Vai e Jardim Invisível. Fizemos poucos shows, acho uns sete. Um deles foi bem marcante o do FICA na Cidade de Goiás, o público receptivo uma bela estrutura, resumindo foi bem legal. Neste primeiro semestre de 2009, a Casa Bizantina está se reorganizando; a formação continua quase a mesma. Eu na guitarra, o Fabiano nos vocais e guitarra, que álias é o nosso principal compositor e letrista, o cara é muito talentoso; o Thiago Boss, nosso eterno comandante dos teclados; o Marcelo Bempar, na batera e o Rodrigo Baiocchi, no baixo, só que ele por compromissos pessoais não vai poder continuar com a gente. Esse é o nosso impasse agora, mas já estamos nos movendo pra continuar na estrada. Depois de tudo resolvido, provavelmente no final do ano lançaremos o quarto disco da Casa Bizantina.

7. Espaço aberto...

R. Quero agradecer por mim e por todos meus companheiros, pelo espaço de poder contar um pouco da minha história. Quero convidar a todos a conhecer e acompanhar o cenário Goiano, que vale a apreciação de toda galera que curte boa música. Em especial, é claro, da Casa Bizantina. Nos seguintes endereços: www.casabizantina.com.br  e www.myspace.com/casabizantina Vale lembrar que no Youtube podem ser encontrados diversos vídeos da Casa e na comunidade do Orkut há os links para download de todos os álbuns.Um grande abraço a todos. Evandro Putz

Luciano Fleury também entrevistou Fellipe CDC!

 

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