Marcelo Armani: Ousadia e criatividade instrumental!

Marcelo Armani: Ousadia

  

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Os conceitos do seu mundo definem a sua vida?
CDr instrumental  estréia solo de Marcelo Armani (RS) que toca bateria, percussão, clarinete, metalofone, samplers, captações de campo e outros sons.

Músicas:
avenida central A
The last voyager of a posthuman
Brain machine
Avenida central B
Mambaia à nago
O soco silencioso
Tromba d’água
Los rincones Del rodó

Para maiores informações:
www.myspace.com/marceloarmani
 www.fotolog.net/ex_cada_mundo
 
Músico gaúcho foge da repetição de batidas

“Uso o termo experimentalismo apenas para que as pessoas possam entender que o que faço não é outro gênero musical e tal, mas em fim isso porque alguém convencionou que determinado processo de criação que nasce do improviso e digamos que o resultado final ‘soa’ diferente do que comumente estamos acostumados a ouvir pertence ao gênero de música experimental. Mas também é só mais um termo criado para diferenciarmos as coisas”. (Marcelo Armani)

 

Sons para ouvir e ver  (Mário Pacheco)

As produções independentes tendem a contar com o próprio ímpeto que  arremete contra o purismo o bom gosto a exatidão chavões alavancados em qualquer extremidade deste país artemusical.
A arte dramática e cafona do tango - o bolero do piano jazz aos ouvidos esnobes de Madame Butterfly e de vez em quando um bom filho se desapega deste novelo e nos apresenta “Os conceitos do seu mundo definem a sua vida?” É um exercício de poliritimia parido para fazer companhia às artes plásticas action paiting, video instalação e artes cênicas.

 

Breve histórico pessoal   da música experimental pop

Liberdade de escolha é o combustível, sem ela John Lennon e Yoko Ono não apareceriam nus em “2 Virgins”, disco trilha-sonora do que acontecia na cabeça e na cama do casal. Em outro disco do selo Apple, George Harrison capitanea um moog e orquestra um bailado de peças  Cagianas para piano preparado e aparelhos de rádio.

"Os conceitos do seu mundo definem a sua vida? ". Engloba o experimentalismo tonal da Apple, as trilhas sonoras 'pinkfloydianas' para os filmes de Antonioni e repercute também no jazz da ECM e nas congas de Nana Vasconcelos sem esquecer a música eletroacústica do maestro Jorge Antunes e música para aeroportos ou elevadores. É uma música soprada. Aspirada. Vital.

 
Resenhar é enveredar por caminhos inverossímeis  e   discos com esse matiz sonoro denso revelam experiências pessoais “misturas de música eletroacústica com jazz e elementos afros!”


Além de músico experimental, Marcelo Armani é compositor que mantém senso na busca pelo acorde perdido e suas notas giram nas oitavas.

“A vontade de musicar é tanta dentro da minha alma (tudo isso graças ao meu avô que me iniciou musicalmente quando eu tinha 3 anos) que tratei de colocar a mão na massa... pensei: "ou eu vivo e supero tudo isso e seja lá o  que for ou eu morro e sofro aos poucos tudo devido a minha preguiça de botar o trem nos trilhos!" ... e assim comecei a aprender a minha linguagem musical descobrindo outros instrumentos além da bateria, construí meu  próprio metalofone, pois fui ver o preço de um desses e caí de costas. Busquei romper barreiras desde o processo de composição até toda essa parada de entrar em contato com a galera e tal... meu santo! essa parte de apresentar o meu trampo e sair pra falar com os lugares pra marcar apresentações foi algo muito difícil pra mim”. (Marcelo Armani).

Destaque no disco  é um metalofone ou glockenspiel um instrumento que já existe,  porém com valor  caro Marcelo Armani e seu pai bolaram um metalofone a partir de fotos. E através de processos por experimentação chegaram a um resultado final cujo custo foi baixo, e já estão em vias de remodelá-lo. 


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      Os conceitos do seu mundo definem a sua vida?

É um alerta para a estagnação e aceitação dos esquemas desde a parada musical à seleção de repertório pelo produtor. É o chute no patrão e o abandono das instruções que beneficiaram meia dúzia de músicos em detrimento de centenas.

Vou escrever um pouquinho sobre a parte musical   "Os conceitos..." é um disco que o ouvido precisa estar acostumado, também pode ser digerido lentamente que não provoca indigestão, eu já o vi   fazendo gente dar passo-de-dança  nos poucos minutos do disco.

Pense numa fábula amazônica e no ziriguidum do além, a coisa é por aí com pai-de-santo – apitos de futebol e batucada brasileira.
“Os conceitos...” capta os ventos da efervescência em The last voyager of a posthuman há um toque soturno e berrante capaz de atrair um pássaro solitário para cantar.

A faixa 4, Avenida central B propõe uma polifonia de imagens ao estilo Win Wenders paisagem desértica  e ampla. Esta música toca no subconsciente trazendo a lembrança do primeiro policorte que eu ouvi num disco do Guru guru!


Os conceitos do seu mundo definem a sua vida? Teve a capacidade de suplantar a música com um toque jazz.


Lançamento

Será lançado em Buenos Aires juntamente com a banda Honduras e o músico   Fernando Perales que são argentinos. Neste espetáculo Hunduras, Fernado Perales e Marcelo Armani  apresentarão as possibilidades dos seus trabalhos de forma individual.  Em algumas faixas do “Conceitos...” haverá a participação de Fernando Perales criando texturas e climas enquanto Marcelo Armani passa a construir em cada instrumento que usou  para gravar esse CD. Também serão mostradas; faixas inéditas que estarão no seu próximo álbum "Free Hands"

“Ainda não sei se usarei a frase em inglês ou em português ‘De Mãos Livres’ mas o nome será esse e todo o trabalho irá se desenvolver a partir desse ideal... estar de mãos livres significará estar de mente livre e aberta para criar as composições desse novo trabalho. (Marcelo Armani)


 

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