Steve Lillywhite no Brasil

Música

As histórias de Steve Lillywhite, produtor do U2

O carismático músico conversou com Sérgio Martins

Por Sérgio Martins

São Paulo. 15 mai. / 2011 - “Olá. Meu nome é Steve Lillywhite e sou produtor musical. Durante anos trabalhei com um grupo chamado U2, do qual vocês já devem ter ouvido falar...” Foi assim que Lillywhite, um dos nomes mais respeitados no meio musical dos últimos anos, iniciou sua palestra num café localizado nos Jardins, em São Paulo. Ele veio recentemente ao Brasil na condição de garoto propaganda de uma companhia de aparelhos eletrônicos. Entre uma palestra e outra, Lillywhite conversou com o site de VEJA (assista ao vídeo abaixo).

Cada produtor, que fique bem claro, tem seu método de trabalho. Há os que imprimem um esquema ditatorial, no qual o artista apenas faz parte de uma engrenagem  ou filosofia musical – caso de Norman Whitfield, que durante anos criou hits para a gravadora Motown, ou então Phil Spector, que chegou a colocar um dos integrantes dos Ramones sob a mira de um revólver. Outros, como George Martin, combinam assessoria técnica de primeira como diplomacia – foi assim que trabalhou com artistas tão talentosos e exigentes quanto os Beatles e o maestro Burt Bacharach. E há também aqueles que não possuem noção alguma de música ou tecnologia, mas têm artistas talentosos sob seu comando (Andrew Loog Oldham, empresário e produtor dos Rolling Stones, que pelo menos teve o mérito de trancar Mick Jagger e Keith Richards numa sala e fazê-los compor suas próprias músicas). Lillywhite é um híbrido de todos esses produtores. É fã de Pink Floyd, mas se criou em meio ao movimento punk, no qual a estética e a força de vontade importam mais que a técnica. Ajudou a criar uma identidade sonora para o quarteto irlandês U2 e soube transportá-la para outros grupos que produziu – caso do Big Country, grupo escocês da década de 80, e Simple Minds (embora nesse caso, Lillywhite ache que a diferença entre as duas bandas é que no U2 as músicas nascem sob a guitarra de The Edge ao passo que Derek Forbes, baixista dos Simple Minds, era quem dava as cartas). Ele também foi diplomático de sobra ao lidar com os Rolling Stones em Dirty Work, de 1986 – Keith Richards e Mick Jagger viviam em pé de guerra, como pode se notar no clipe de (One Hit) To the Body.

A conversa com Lillywhite foi animada e durou bem mais que os cinco minutos que mostramos aqui. Ele ainda mostrou algumas de suas novas produções – sobre as quais jurei não revelar em hipótese alguma. E para os interessados, Steve Lillywhite sobra em poder trabalhar com um artista brasileiro. Quem se habilita? Lembrem-se que ele trabalhou com um tal de U2...

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