Buddy Rich, o mais rápido na batera

 

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O mais rápido na batera
(Marcelo Araújo JBr, 7 dez. / 1999)


Quando se sentava no banquinho e pegava as baquetas o baterista Bernard "Buddy" Rich (1917-1987) demonstrava um dos espetáculos mais encantadores que um fã de jazz gostaria de presenciar. Com sua batida feroz como a de um cachalote, Rich parecia ter os oitos braços de um octopus, tal a agilidade que demonstrava em seu instrumento. Buddy manteve esse potencial até o fim da vida, aos 70 anos, como prova o CD "Rich and Famous", com seus últimos registros, de 1986, que a gravadora Movieplay, sempre preocupada com os tesouros da música, está editando por aqui.

Nascido no Brooklin e filho de pais envolvidos com o show business, Buddy foi uma criança prodígio. No final da adolescência já tocava com alguns dos maiores jazzistas de seu tempo, como Tommy Dorsey e Artie Shaw. Consagrado na fase áurea das big bands, acompanhou a evolução do jazz, e da música, até os últimos dias, incluindo de John Coltrane a Beatles e Doors em seu repertório.

Possuidor de muito suingue, Rich tornou-se conhecido como o baterista mais rápido de todos os tempos. Inclusive, adorava um duelo com outro colega de instrumento. Não deixe de ouvir os discos que gravou com Gene Krupa e Max Roach para sentir monstros sagrados do ritmo indo além de seus limites e mostrando o que realmente significa tocar bateria.

"Rich and Famous" oferece em sete temas todo o léxico baterístico de Buddy, como as famosas pausas e pontos assinalados precisos, o balanço e o peso nos isntantes mais rápidos e a delicadeza no toque das vassourinhas nos momentos mais calmos.

Buddy também vem acompanhado de uma ótima sessão instrumental, com destaque para os solos e diálogos que o naipe de metais estabelece diretamente com sua pulsante bateria. Pena que o encarte - onde encontra-se uma boa carga biográfica de Buddy - não traga nenhuma informação sobre os instrumentistas que participaram da gravação.

Outro ponto interessante em "Rich and Famous" é que esse derradeiro disco funciona como um painel do que o baterista assimilou e produziu em mais de 50 anos de carreira. Faixas como Red Snapper e Cottontail (Ellington) reforçam a ideia que ele nunca se desgarrou do universo das big bands, mesmo quando se viu obrigado (por várias razões) a partir para formações menores. Rich também incorpora elementos fusion, como o slap do baixo elétrico abrindo Time Will Tell, e do cool jazz a Miles de Ballad for the Matador.


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