DAVE CLARK FIVE A ÚNICA BANDA A DESBANCAR OS BEATLES NAS PARADAS DE SUCESSO

BITS AND PIECES

dave

O Dave Clark Five foi a única banda a desbancar os Beatles

nas paradas de sucesso

por Marcelo Xavier ( mailto:This email address is being protected from spambots. You need JavaScript enabled to view it. )

Eles foram os primeiros músicos de rock a empreender uma turnê pelos Estados Unidos. Eles lotaram o velho Carnegie Hall com doze apresentações em três dias. Das bandas inglesas, o conjunto bateu o recorde de shows no Ed Sullivan Show , contando dezoito aparições. Artistas do quilate de Aretha Franklin, Little Richard, Jerry Lee Lewis, Chuck Berry, Roy Orbison, Neil Diamond, Supremes, Sonny And Cher, Young Rascals e Bee Gees abriam os seus concertos. Eles contam no currículo também seis turnês com gente “até no lustre”, na América. Mais: eles conseguiram emplacar vinte sucessos nas paradas americanas em apenas dois anos. Dois compactos atingiram a marca dos 2 milhões e meio de cópias vendidas, totalizando pelo menos trinta sucessos mundiais. Alguém aí falou em Beatles? Não, não se trata do mítico quarteto de Liverpool. Eles são o Dave Clark Five, conjunto formado em 1961, cujo líder, Dave Clark, era o compositor principal, baterista e empresário — algo inusitado até então.

dave clarck

Mas inusitado mesmo foi o começo dos Dave Clark Five. O núcleo original, que girava em torno de Dave, servia como banda de apoio de Stan Saxon, passando por várias formações nos primeiros anos. O quinteto nasceu de um projeto para um grande concerto, visando angariar fundos para o Tottenham Hotspurs Football Club, time do subúrbio do norte de Londres, em 1960. Para tanto, Dave arranjou uma bateria e aprendeu a tocar na marra. No fim, resolveram levar o grupo adiante. A partir de 1962, ela chegaria à sua formação essencial — não mais como acompanhante de crooner, e com identidade própria, quando assinaram contrato com a Ember/Pye (a mesma gravadora dos Kinks). O quinteto era Dave castigando os couros na bateria, mais Mike Smith (órgão), Rick Huxley (baixo), Lenny Davidson (violão, guitarra solo) e Dennis Payton (sax, harmônica, guitarra-base).

   Pop hardcore

   Diferente das bandas de blues de Londres, como os Yardbirds, que viviam tocando standards do gênero, e do skiflle passado a limpo do Merseybeat, conjuntos que tocavam essencialmente rityhm n' blues e que tentavam disfarçar o sotaque interiorano de Liverpool ensaiando covers do rock dos anos 50, o Dave Clark Five se formou num rock que amalgamava o fundamento do elementar guitarra-baixo-bateria com um som visceral. Para tanto, incluíram um sax barítono, um órgão e uma bateria característica e excessivamente hardcore. Clark, que ensaiou a fundo para o concerto de caridade do Tottenham, resolveu ir até o fim. Mas, para ser a figura de proa da banda estando lá atrás dos outros músicos, ele decidiu chamar a atenção no grito. Para tanto, se ele não era um exímio e refinado percussionista, Dave era a moldura sonora do Dave Clark Five, cujo toque final ficava por conta da voz rouca e rascante de Mike Smith.

   O começo foi complicado. O primeiro single, uma cover dos Contours, “Do You Love Me”, foi abafada pelo sucesso da mesma música, que estourou nas paradas com uma versão histriônica do Brian Pole and The Tremeloes. A lição foi importante: a partir de então, eles não apenas apresentariam uma sonoridade própria, mas também defenderiam as suas próprias canções — isso muito antes das demais bandas inglesas, que viviam de versões e mais versões do então jovem e refugado rock ianque. Fato um tanto inusitado: os Beatles só lançariam um disco com faixas próprias três anos depois.

   Dave Clark também era inusitado como líder da banda — porque ele também era o empresário e detentor da editora musical dos Dave Clark Five. A despeito do romantismo das bandas de rock daquele tempo, eles também tomavam conta da loja. E mesmo que esse desvelo pecuniário parecesse ir contra a criatividade do quinteto, naquele momento, era a força motriz que viabilizava a banda. Apesar do começo titubeante, o single “Glad All Over”, lançado em fins de 1963, chegaria a um recorde memorável; em janeiro de 1964, ou seja, em pleno advento da Beatlemania, deflagrada por “I Want to Hold Your Hand”, dos cabeludos de Liverpool, atingiria o topo da parada britânica, mandando John, Paul, George e Ringo, que eram os inexpugnáveis primeiros colocados por seis semanas a fio, para a segunda colocação. Por muito tempo, o Dave Clark Five foi a única banda inglesa que conseguiu tal façanha.

   “Glad all Over”, um número simples porém eficiente como “hit single”, seria, junto com “Bits And Pieces”, um dos símbolos da então nascente “era beat”, e que possibilitou que a banda tivesse “cacife” para enfrentar os Beatles em terras americanas, no começo daquele ano. Junto com os quatro de Liverpool, o DC5 dava mostras que tinha condições de lançar discos de própria autoria, ombreando com os “reis do iê iê iê”. E na onda dos filmes como o A Hard Day's Night , o DC5 também entrou na moda (junto com o Herman's Hermits e o Gerry And The Pacemakers) dos band-movies com Having a Wild Weekend, que também seria a estreia de John Boorman (que seria o diretor de O Exorcista II).

   A condição de segunda banda inglesa na “invasão britânica”, o sucesso instantâneo jogou todos os holofotes em cima do quinteto londrino, permitindo um número 2 nas paradas inglesas, com “Bits And Pieces”. Contudo, muitos consideram hoje o Dave Clark Five uma banda de compactos, ainda que alguns de seus álbuns tenham o seu devido destaque — inclusive no Brasil, onde o velho original Session (aqui lançado pela Odeon, no tempo das velhas capas-sanduíche), que contém canções como “Zip-a_dee-doo-Dah”, e “On Broadway” é disputado a tapas em sebos, junto com o Catch Us If You Can (1965), o Five By Five (1965) e o Everybody Knows (1966) — todos outrora lançados no Brasil e atualmente fora de catálogo.

Além de “Glad all Over”, o quinteto emplacou sucessos que, se não embalaram tanto as festinhas nos anos 60, eram as preferidas do pessoal que gostava de rock para ouvir, e que cabem perfeitamente numa grande antologia. Por exemplo, a balada “Because”, que abre o American Tour (1964), um dos melhores discos da banda. “Any Way Wou Want It”, single do álbum Coast to Coast (1965), que permaneceu nas paradas americanas por vinte e uma semanas, chegando ao sexto lugar entre os discos mais vendidos. Mesmo considerada produto típico da música ligeira e comercial de então, “Any Way..” é singular pela percussão pesadíssima para a época, e vocais com phasing (algo como um eco induzido de forma mecânica), recursos que seriam largamente utilizados por bandas do final da década. Já o neo-twist “Cant'You See That She's Mine”, do Return! , que soa como uma resposta à “I Saw Her Standing There”, atingiu o quarto lugar nos Estados Unidos.

Aliás, como poucas bandas inglesas, o Dave Clark Five era um conjunto fadado ao sucesso comercial na América. Poucas souberam explorar tão bem o marketing ao seu favor — exceto, é claro, os Beatles. As aparições no popular Ed Sullivan foram fundamentais para a sedimentação da música dos Dave Clark Five na terra do Tio Sam. O visual da banda também era bem cuidado aos limites do dandismo, e por isso, diversa das demais, contrastando a imagem imberbe dos integrantes (sempre ternos preto, camisa e gravatas brancas) interpretando canções pop ligeiramente pesadas com a tradicional levada “de garagem” das baquetas. Mas, a despeito da boa qualidade dos álbuns, o pièce de resistance do quinteto era os compactos, sempre contendo material de própria autoria e amplamente divulgado pela televisão. Entre 1964 e 1967, foram quinze deles, sempre bafejando o topo das paradas. A sua versão para “You Got What It Takes”, contudo, seria o último single a chegar entre as dez maiores, em 1967.

   O fim no começo

   Nesse meio tempo, as coisas estavam mudando no mundo da música. Com o surgimento do psicodelismo,  Dave Clark resolveu não embarcar no bonde do “flower power”. Novos outros conjuntos surgiram nos Estados Unidos, sobretudo na Costa Oeste americana, e que representariam um novo ciclo no rock dos anos 60. O Dave Clark Five ainda logrou boas posições nas paradas britânicas com “Everybody Knows”, “Red Balloon” e “Everybody Get Together”. Dave Clark, que liderava o grupo, aos poucos foi se dedicando mais à produção de programas de tevê, depois do sucesso produzindo seu próprio quinteto Hold On, It's The Dave Clark Five .   Também adquiriu os diretos das transmissões do show de maior popularidade de música jovem, o Ready Steady Go! , e que apresentava sempre os maiores nomes da Swingin' London: Animals, Searchers, Lulu, Fourmost, Kinks, Beatles, Gerry and The Pacemakers e Hollies, entre outros. Muitos fãs entendem que muito do sucesso de Dave Clark como manager e compositor “temporão” também foi responsável pelo fim da banda — que ainda duraria, sem o mesmo brilho do começo, até 1970.

   Na década seguinte, Dave Clark e Mike Smith formaram o Dave Clark and Friends. Lenny Davidson virou professor de violão, Rick Huxley empresário de instrumentos musicais e Dennis Payton apenas um músico eventual.

   O fato mais curioso envolvendo Dave Clark e o espólio musical de sua banda hoje é que, depois de 1977, ele passou a proibir novas edições de cópias de seus álbuns. Com o surgimento do formato compact-disc , Dave permitiu o lançamento de apenas duas coletâneas em digital, respectivamente nos Estados Unidos e na Inglaterra, em meio a uma onda revisionista de bandas inglesas dos anos 60. No entanto, as faixas foram todas relançadas em mono. A americana é uma edição dupla, e que inclui todos os singles, ao contrário da inglesa, que é simples, mas com números não incluídos na outra. Muitos colecionadores entenderam que era uma forma de provocar uma avalanche de vendas de cópias — o que realmente aconteceu. Porém, hoje ambas as coletâneas estão definitivamente fora de catálogo. Isso explica, de certa forma, como uma banda que ombreou com os Beatles hoje seja tão pouco conhecida, com relação às suas contemporâneas.

Segundo versões extra-oficiais, trata-se de uma decisão do próprio Dave — e esta draconiana opção resultou em uma série de “lendas” envolvendo o músico com relação à sua obra. E como ele detém a editora musical, nem as gravadoras originais responsáveis pelo lançamento dos seus velhos álbuns (Epic e Pye/EMI) podem fazê-lo. Com o tempo, surgiram dezenas de edições em bootleg, muitas das quais meras cópias mal digitalizadas do vinil original — geralmente em qualidade inferior.

Dos fonogramas lançados em CD nos anos 90, pelo menos as coletâneas de singles chegaram à era do Mp3 e podem ser encontradas pela web afora, e em boa qualidade. Ou seja, o Dave Clark Five hoje é uma banda que preexiste fora do mercado, e em coleções de particulares. Já a discografia completa do Dave Clark Five ainda é um mistério para os fãs de todo o mundo, e principalmente àqueles que se interessam pela história do rock.


 Mike, ao centro - cantor faleceu duas semanas antes de sua banda entrar para o Hall da Fama do Rock and Roll

 Mike Smith e banda entram para o Hall da Fama do Rock and Roll no próximo dia 10

  Morre vocalista do Dave Clark Five

   Da redação - Revista Rolling Stone

   29 fev. / 2008 - O cantor Mike Smith faleceu nesta quinta-feira, 28, em Londres, aos 64 anos. Segundo seu agente, a causa da morte foi pneumonia.

   Smith foi vocalista do Dave Clark Five, banda inglesa que alcançou o sucesso na década de 60, com a conhecida “invasão britânica”. No auge, seus integrantes chegaram a ser considerados os maiores rivais dos Beatles.

   A banda terminou em 1970, mas seguiu vendendo discos – ao todo, foram mais de 50 milhões de cópias ao redor do mundo.

   Smith deu entrada na UTI na última quarta-feira. A infecção pode ter tido origem em um acidente sofrido em 2003, que o deixou sem movimentos nas pernas.

   O Dave Clark Five entra para o Hall da Fama do Rock and Roll no dia 10 de março, sendo apadrinhado por Tom Hanks.

 

 Perdas & Danos – (NOTICIAS QUE A GRANDE MÍDIA IGNORA, MAS NÓS FÃS SENTIMOS MUITO E NUNCA SOMOS INFORMADOS...)

   Este ano , “nosso mundo”, perdeu duas figuras importantíssimas do rock and roll – MIKE SMITH, cantor, compositor e tecladista da banda “DAVE CLARK FIVE” (Dia 28 fev. / 2008) de pneumonia, mas em 2003, ele caiu de um muro e ficou tetraplégico. (Thanks Mick Wilbury e sua super informativa coluna – Mick Wilbury Sonhos Ilimitados) e NORMAN SMITH, dia 4 mar / 2008, também conhecido como “Hurricane Smith”, com o mega sucesso – “Don´t Let It Die” – ele tem dois LPs maravilhosos, se você não conhece, saia atrás – e engenheiro de som dos BEATLES, e uma fato que pouca gente sabe – quando os BEATLES foram fazer seu primeiro teste na EMI, o produtor e gênio SIR GEORGE MARTIN, deixou eles tocando no estúdio e foi tomar um café na cantina da EMI, mas NORMAN, ao ouvir a primeira música foi chamar o “mestre” e disse a ele para prestar muita atenção nos “meninos de LIVERPOOL”.

   Músico de “mão cheia”, tocava saxofone muito bem, ele ainda descobriu e ajudou na produção de PINK FLOYD e tinha como ajudante uma cara chamado ALAN PARSONS... (Thanks Nésio Antonio de Barros pela informação).

   Se alguém quiser saber um pouco mais sobre ele, o Nésio me enviou um anexo contando um pouco da vida dele, posso enviar por e-mail a quem interessar apenas me mande um email solicitando.

 LOVE IS ALL WE NEED, Marco Antonio Mallagoli

 Revolution www.revolution9.com.br 

 

“… The world is ours to tear apart
But what if it's too late to start again?
Don't let it die…”

por Nésio Antonio de Barros

Lembram-se desta canção de 1971? Chamava-se precisamente “Don’t Let It Die” e era já, naquela altura, uma canção com preocupações ecológicas. Independentemente disso, sempre gostei de a ouvir, apesar dela me lembrar um bêbado a cantar encostado a uma qualquer esquina perdida. Mas aquele som tinha qualquer coisa que me atraía.

O intérprete dessa canção faleceu na passada terça-feira, dia 3 (mar./2008), aos 85 anos, vítima de cancro. Chamava-se Norman “Hurricane” Smith. Talvez o nome não diga nada à grande maioria das pessoas mas ele foi um dos responsáveis pela descoberta de um som que hoje, mais de quatro décadas volvidas, ainda nos seduz a todos: o som dos Beatles.

Engenheiro de som, músico e produtor britânico, Norman Smith tinha já 36 anos quando começou a trabalhar nos estúdios EMI em Abbey Road, subindo na hierarquia enquanto instrumentista e arranjador. Era ele que estava de serviço quando os Beatles foram à EMI fazer o teste de gravação para o George Martin; e, tal como este, também na altura não ficou lá muito impressionado com o que ouviu. Mas isso, como se costuma dizer, é outra história.

Mais tarde, já com o quarteto contratado pela discográfica, Norman foi encarregado de escolher o equipamento e as técnicas necessárias à transposição dos sons originais captados em estúdio para as fitas de gravação. Apesar de na altura estar muito em moda a reverberação e outros ornamentos na música pop, Norman achou que o som que os Beatles debitavam na sala era bom demais para lhe acrescentar qualquer efeito e por isso procurou preservá-lo tal e qual.

Malcolm Addey, antigo colega de Smith, afirmou que ele era capaz de grandes proezas musicais porque conhecia tudo de trás para diante e sempre esteve mais interessado em captar interpretações do que em andar a fazer experiências com o material.

Norman Smith deixou a sua marca em toda a discografia inicial dos Beatles, de 1963 a 1966, incentivando sempre a tendência crescentemente experimental da banda. O último album em que trabalhou do princípio ao fim com os Beatles foi o Rubber Soul, sendo responsável pela utilização da cítara na canção "Norwegian Wood".

No decorrer desses anos, Norman desenvolveu uma profunda relação de amizade com os quatro Beatles, e John Lennon, sempre expedito em distibuir alcunhas, resolveu apelidá-lo de “Norman Normal”, por ele andar sempre impecavelmente vestido, de fato e gravata. Indumentária que abandonaria na segunda metade dos anos 60, quando o boom hippie eclodiu, contagiando tudo e todos.

Em 1967, já como produtor principal da EMI, descobre os Pink Floyd e produz integralmente os dois primeiros álbuns, ainda com Syd Barret: The Piper At The Gates Of Dawn e A Saucerful Of Secrets, vindo ainda a fazer uma perninha no Ummagumma de 69. Mais tarde viria a ser também o produtor dos Pretty Things.

Já nos começos dos anos 70 inicia uma breve carreira a solo, sob o nome artístico de Hurricane Smith, e na qual consegue dois grandes sucessos: o já citado "Don’t Let It Die" que chegaria ao TOP 3 das tabelas inglesas em Julho de 1971; e ainda "Oh Babe, What Would You Say", também um TOP 3, mas nas tabelas americanas, em 1972.

Morre engenheiro de som dos Beatles

Do G1, em São Paulo

   Norman Smith também trabalhou como produtor em três discos do Pink Floyd.
Conhecido pela alcunha de Hurricane Smith, ele estava com 85 anos de idade.

   6 mar. / 2008 - O inglês Norman Smith, que trabalhou como engenheiro de som de todos os discos dos Beatles de 1962 a 1965, e produziu três álbuns do Pink Floyd, morreu na última segunda-feira (3) aos 85 anos.

   Conhecido pelo nome artístico de Hurricane Smith, ele começou a trabalhar na EMI em 1959 e, na ausência de George Martin, comandou as primeiras sessões de gravação dos Fab Four no estúdio Abbey Road, em Londres, em junho de 1962. Naquela época, John Lennon apelidou-o de “Norman Normal”.

   Promovido a produtor em 1966, Smith trabalhou com o Pink Floyd nos álbuns The piper at the gates of dawn (1967) e A saucerful of secrets (1968), além de um dos discos do álbum duplo Ummagumma (1969), apesar de ter dito que não conseguia entender a psicodelia e que era difícil trabalhar com Syd Barrett.

Ele ainda chegou ao topo das paradas como autor dos singles "Don’t let it die" (1971) e "Oh babe what would you say" (1971).

 

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