O revolucionário Jeff Beck no melhor show que fez no Brasil

 

Crítica: Jeff Beck toca 4 do repertório de Jimi Hendrix em festa da guitarra

Thales de Menezes
EDITOR-ASSISTENTE DA "ILUSTRADA"

 13 mai. / 2014 - O segundo Festival Best of Blues fica na história por registrar o melhor show que o guitarrista inglês Jeff Beck fez no Brasil. Marmanjos cabeludos choravam na plateia.

Depois de blues clássico na última sexta —com Ana Popovic, Jonny Lang e o lendário Buddy Guy— e antes de shows dançantes no domingo —Trombone Shorty, Marcelo D2 e Aloe Blacc—, Beck transformou o sábado em algo de outro planeta.

O inglês foi de um dedilhado suave a distorções que desafiavam os tímpanos.

  Monica Bento/Folhapress  
O lendário guitarrista inglês Jeff Beck, durante apresentação no Samsung Galaxy Best of Blues
O lendário guitarrista inglês Jeff Beck, durante apresentação no Samsung Galaxy Best of Blues

Com um incrível ar de moleque para quem tem 69 anos bem maturados na estrada do rock, parecia estar fazendo ali a coisa mais fácil do mundo. E talvez para ele seja exatamente isso.

Ele trouxe um trio excepcional para o show, no qual se destacou Tal Wikenfeld, talentosa e graciosa baixista australiana de 27 anos.

Beck tocou algumas faixas próprias e chamou a inglesa Joss Stone (que fez um grande show antes dele) para cantar "I Put a Spell on You".

A seleção de covers no repertório do show deixou clara sua adoração por mestres como Sam Cooke, Howlin' Wolf, Billy Cobham e, acima de todos, Jimi Hendrix.

O bloco Hendrix do show teve, numa sequência matadora, "Little Wing", "Foxy Lady" e "Manic Depression", acompanhadas pela plateia que urrava e pulava nas cadeiras do WTC Hall, em SP.

Beck fechou o bis com mais devoção a Hendrix, tocando "Wild Thing", música do Troggs que o guitarrista americano celebrizou. Um show desses não deveria acabar.

JEFF BECK

AVALIAÇÃO ótimo 

 

Após revolucionar blues e rock por décadas, Jeff Beck toca amanhã em SP

Thales de Menezes
EDITOR-ASSISTENTE DA "ILUSTRADA"

9 mai. /2014 - Nada indica que Eric Clapton passe pelo Brasil nesta temporada. Dessa forma, o show mais importante do ano para quem gosta de guitarra acontece amanhã, em São Paulo: Jeff Beck toca na segunda noite do festival Samsung Best of Blues.

Aos 69 anos, o músico inglês permanece como o grande nome vivo na experimentação do instrumento.

Ainda nos anos 1960, ele mergulhou fundo na distorção eletrônica, quando tocou no Yardbirds e, depois, em seu Jeff Beck Group.

 

 

Kabit Dhanji/Efe

 

 

O guitarrista Jeff Beck em show em Byron Bay (Austrália), no mês passado

Sem exagero, é possível afirmar que o rock pesado, o heavy metal, foi gerado nos delírios musicais de Beck.

A comparação com Clapton é pertinente. Beck o substituiu em março de 1965 no Yardbirds, a banda inglesa de blues na qual Clapton ganhou o apelido de "Deus". As características dos dois como instrumentistas definiram seus futuros no rock.

Clapton sempre quis seduzir a plateia. Criava frases musicais agradáveis, para grudar no ouvido. Virou uma estrela pop. Beck era a transgressão, o blues barulhento. Sua música fazia escola, mas passava longe do sucesso.

Ainda nos anos 1960, Beck formou outra banda, assumindo o papel de protagonista. O Jeff Beck Group gravaria apenas dois discos, sendo o primeiro uma obra-prima roqueira, Truth (1968).

Eram seus coadjuvantes na banda o cantor Rod Stewart e o guitarrista Ronnie Wood, hoje nos Rolling Stones.

VIDA CIGANA

A partir dos anos 1970, começou sua vida "cigana". Gravava sozinho ou criava parcerias breves que às vezes duravam apenas um disco, como o trio poderoso ao lado do baixista Tim Bogert e do baterista Carmine Appice (que lançou Beck, Bogert & Appice, em 1973).

Nos anos 1980 e 1990, continuou a rotina de álbuns elogiados pela crítica e pouco conhecidos do grande público.

Emprestou sua guitarra a discos dos amigos mais famosos, como Rod Stewart. O único clipe de Beck com boa veiculação na MTV foi justamente "People Get Ready", gravado com Rod em 1985.

Neste século, apenas três álbuns: You Had It Coming (2001), Jeff (2003) e Emotion & Commotion (2010). Todos ganharam o Grammy.

Entrou para Rock and Roll Hall of Fame em 2009, e quem discursou na cerimônia foi seu amigo de décadas Jimmy Page (Led Zeppelin). Em seguida, Beck tocou ao lado de David Gilmour (Pink Floyd).

Ele veio ao Brasil em 2010, mostrando um repertório com blues negro americano, uma versão de "Over The Rainbow" (de "O Mágico de Oz") e até cover de Beatles.

Toque o que quiser, amanhã Beck dará ao público paulistano uma noite para não ser esquecida.

AS TRÊS NOITES DO BEST OF BLUES

Hoje, às 20h
Ana Popovic
Jonny Lang
Buddy Guy

Amanhã, às 20h
Céu
Joss Stone
Jeff Beck

Domingo, às 19h30
Trombone Shorty
Marcelo D2
Aloe Blacc

ONDE WCT Golden Hall, av. das Nações Unidas, 12.551,
QUANTO de R$ 150 a R$ 900, no site www.livepass.com.br
CLASSIFICAÇÃO 16 anos

 


   

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