Morre aos 70 anos Lemmy Kilmister, líder da banda Motörhead

Cultura
 
Morre aos 70 anos Lemmy Kilmister, líder da banda Motörhead
 
29 dez. / 2015 - O líder e vocalista da banda Motörhead, Lemmy Kilmister, faleceu aos 70 anos em decorrência de uma forma "extremamente agressiva" de câncer, informaram membros do grupo na noite da última segunda-feira (28).

"Não existe jeito fácil de dizer isso... nosso poderoso, nobre amigo Lemmy se foi hoje após uma curta batalha contra um câncer extremamente agressivo", apontaram representantes do Motörhead em comunicado divulgado nas redes sociais.

Ainda de acordo com a nota, ele descobriu a doença no último dia 26 e estava em casa, sentando em frente a seu vídeo game favorito, junto a familiares quando faleceu. "Não existem palavras para descrever nosso choque e tristeza", conclui o comunicado. "Escutem Motörhead no volume máximo, toquem a música de Lemmy alto. Tomem um ou alguns drinques (...) Ele ia querer exatamente isso".

Ian Fraser Kilmister nasceu em Burslem, Staffordshire, na Inglaterra, em 24 de dezembro de 1945. Nos anos 1960 ele começou a se interessar pelo rock e chegou a trabalhar como ajudante de Jimi Hendrix. O fundador do Motörhead nos anos 1970 era famoso por sua voz rouca, seu estilo que ajudou a moldar o que hoje é conhecido como heavy metal. Muito carismático, agradava até aqueles que não eram fãs do estilo musical.

Lemmy passou por vários problemas de saúde nos últimos anos. Ele morava em Los Angeles, nos Estados Unidos. No Motörhead, ele lançou 20 álbuns e vendeu cerca de 30 milhões de álbuns ao redor do mundo.

 

O rock está de luto: morreu o inglês Lemmy Kilmister, líder, cantor e baixista dos Motörhead desde os anos 1970, também músico dos Hawkwind, e instituição do estilo de vida rock. Era uma lenda para os amantes das linguagens do rock mais pesado (heavy metal, hard rock), mas transcendia essa condição. Era o tipo de músico que mesmo para quem não se revia no heavy metal acabava por empatizar, devido ao seu carisma, à sua inconfundível voz rouca, à atitude de insolência eternamente jovem e ao inseparável chapéu preto.

Tinha 70 anos, completados no dia 24 de Dezembro. A sua morte começou a ser avançada, de forma não oficial, depois da meia-noite desta terça-feira, acabando por ser confirmada na página oficial do Facebook da banda. O músico não resistiu a um cancro que lhe havia sido diagnosticado há apenas dois dias. De acordo com a nota dos Motörhead nas redes sociais, o músico terá morrido em casa rodeado da família, em Los Angeles. Os restantes membros do grupo dizem não ter “palavras para expressar o seu choque e tristeza” e exortam os admiradores a ouvir, bem alto, por estes dias a música dos Motörhead e dos Hawkwind, em sua homenagem. “Bebam uma bebida ou mais. Partilhem histórias. Celebrem a vida desse homem amável e maravilhoso que a celebrou de forma tão vibrante”, pode ler-se.

Os últimos anos da sua vida foram marcados por vários problemas de saúde, decorrentes de diabetes e coração, tendo sido obrigado a cancelar vários concertos ou a abandonar o palco a meio de outros. Em Outubro do ano passado revelou mesmo que havia estado “próximo da morte” em 2013 quando foi submetido a uma cirurgia que envolveu um implante de um dispositivo electrónico regulador do batimento cardíaco. “Tive de cortar nos cigarros e na bebida”, disse à revista Kerrang, substituindo uísque por vinho, “mas tenho a certeza que vou morrer na estrada de uma forma ou de outra.”

Mal as notícias começaram a circular, inúmeras figuras do rock, especialmente as mais conotadas com o metal, prestaram-lhe tributo nas redes sociais. Ozzy Osbourne escreveu no Twitter que havia perdido um dos seus melhores amigos: “Era um guerreiro e uma lenda.” Por sua vez, o guitarrista Eddie Clarke, que integrou a formação mais conhecida dos Motörhead – na companhia de Lemmy e Phil Taylor, que morreu há dois meses – disse-se “devastado”, afirmando que Lemmy era como se fosse um irmão. “O mundo parece um lugar verdadeiramente vazio neste momento”, escreveu.

Ao longo dos anos, os Motörhead actuaram várias vezes em Portugal, a última das quais, em 2010, no Rock In Rio em Lisboa. Antes já tinham passado pelo festival Paredes de Coura de 2004, pelo Coliseu dos Recreios de Lisboa em 1999 ou pelo Pavilhão Infante de Sagres do Porto e Dramático de Cascais em 1998. Também tocaram na concentração motard de Faro em 2007, o que não espanta, dada a associação entre o visual de Lemmy, a sua forma de estar, e a iconografia ligada aos motoqueiros. De alguma forma é como se Lemmy incarnasse um certo estilo de vida do rock, o ideal romântico de se poder existir para sempre nos limites. Há várias frases da sua autoria que simbolizam que para ele o rock não era apenas música. “Se achas que estás demasiado velho para o rock & roll é porque estás”, dizia.

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