Michael Stipe comemora anonimato após fim do R.E.M.: 'Pego o metrô e ninguém sabe quem sou' (2022)

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cultura / Música
Michael Stipe comemora anonimato após fim do R.E.M.: 'Pego o metrô e ninguém sabe quem sou'
Em conversa com o produtor Rick Rubin, o cantor e compositor falou como queria ser famoso quando mais novo e comentou o significado da letra de 'Losing my religion'
Por O Globo - https://oglobo.globo.com/cultura/musica/noticia/2022/04/michael-stipe-comemora-anonimato-apos-fim-do-rem-pego-o-metro-e-ninguem-sabe-quem-sou.ghtml

29/04/2022  

michael stipe
Michael Stipe no desfile de Gala de Primavera do New Museum, em Nova York, em abril de 2022 — Foto: AFP Photo

Queridinhos do rock alternativo nos anos 1980, o R.E.M. só foi alcançar fama mundial no sétimo álbum da carreira, OUT OF TIME, de 1991. Mas aí o sucesso veio de verdade, graças principalmente à canção "Losing my religion". Desde o fim da banda, em 2011, Michael Stipe vem se dedicando ao ativismo político e a raras participações musicais em canções de amigos. Mas, durante uma conversa no podcast do produtor Rick Rubin, Stipe revelou que a melhor consequência da aposentadoria é o... anonimato.

"Quando 'Losing My Religion' explodiu... sabe, eu não sou uma pessoa que tem ambições. Se elas existem, são inconscientes ou subconscientes, mas eu sempre quis ser realmente famoso", disse Stipe. "E não percebia o que isso realmente implicava. Olhando pelo outro lado, é bom ser anônimo de novo — pego o metrô e ninguém sabe quem eu sou. Ninguém olha para mim, ninguém com menos 30 sequer olha para mim, porque eles só vêem um homem velho. E eu estou bem com isso. É totalmente incrível."

Durante a conversa, Stipe falou sobre a enigmática letra de "Losing my religion". A canção catapultou o R.E.M. para a fama mundial, graças também ao clipe dirigido pelo indiano Tarsem Singh, e muitos fãs consideram uma canção autobiográfica. Stipe, no entanto, diz que não era essa a intenção original.

"Eu lembro que mudei um trecho da letra... 'sou eu no canto, sou eu sob o holofote' (antes era) 'sou eu no canto, sou eu na cozinha'", revela o cantor e compositor. "Então, tinha a ideia de ser o tímido invisível que fica no fundo da festa ou do baile, e não vai até a pessoa por quem está loucamente apaixonado e diz: 'Eu tenho uma queda por você. O que você sente por mim?' Então existe toda essa relação acontecendo apenas na cabeça da pessoa. E ele não sabe se falou demais ou não disse o suficiente. Então fica no canto da pista de dança, vendo todos dançando, vendo o amor de sua vida na pista dançando com todo mundo. Ou ele está na cozinha, atrás da geladeira."

Ao mudar a palavra, Stipe admite que a letra deixa de ser sobre um personagem genérico e passa a ser sobre ele mesmo.

"Eu troquei 'cozinha' por 'holofote' e instantaneamente, é claro, a música passa a ser sobre mim. O que nunca foi, eu acho. Quer dizer, sou bastante autoconsciente. Mas o vídeo com Tarsem [Singh] foi o que realmente levou ao limite. E esse foi provavelmente o clipe mais queer de todos os tempos. O que foi bem legal."

Na entrevista, Stipe falou ainda sobre uma nova canção que gravou para o "EarthPercent", organização que ajuda músicos e artistas na luta contra as mudanças climáticas e revelou que está gravando álbum solo.

 

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