TRAFFIC: UMA SENHORA FANTASIA!

 

  SENHORA FANTASIA! IN MEMORIAN JIM CAPALDI
    por Mário Pazcheco

   "Lembro muito pouco dos tempos do Traffic. Eu fumava maconha o tempo todo." (Stevie Winwood).

   Stevie Winwood, que se separou de Spencer Davis Group para fundar o seu próprio conjunto, o Traffic, em 1967, na Inglaterra, Stevie Winwood (guitarra, teclados, vocais), Chris Wood (sax, flauta), Dave Manson (guitarra). Isolaram-se dos contratos e dos empresários. Com o propósito de aproveitar com inteira liberdade as vantagens da concentração acordada pelas diversas partes, comprou para o conjunto, uma casa de campo nas distantes colinas de Berkshire, onde viveram durante um ano inteiro. Quando algum visitante curioso o despertava dos seus sonhos em que imaginava o país das aventuras, Stevie expunha as razões que o tinha feito fugir de Londres.

   “Vim para aqui para poder trabalhar em tranquilidade. Em Londres quem pode experimentar o que que seja? Não me restava outra alternativa senão afastar-me de Londres. Ali, nunca tive residência fixa, coisa que, com o tempo, acabou por me dar cabo dos nervos. Aqui podemos ensaiar sempre que quisermos, podendo, inclusive, levantar-mos às três da manhã e começar a tocar. Gozamos de inteira liberdade, ninguém nos prejudica e não estorvamos ninguém”.
Já no primeiro LP, Mr. Fantasy, mostraram o alto nível de seu trabalho e a intenção de Stevie de não ser a estrela do grupo. As canções "Paper Sun", "Hole in my shoe" e "Feelin’ alright", que se tornariam verdadeiros clássicos do rock, são desse disco. No ano seguinte, participaram da trilha sonora do filme Here We Go Round the Mulberry Bush. Neste mesmo ano, Dave Manson saiu por discordar da orientação, que considerava muito jazzística.

 

 

Morre aos 60 anos Jim Capaldi, ex-baterista do Traffic 
da Folha Online

Judy Totton Publicity/AP

   O músico Jim Capaldi
   
   28 jan. / 2005 - Morreu hoje em Londres, aos 60 anos, o baterista Jim Capaldi, ex-membro do grupo Traffic, que fez sucesso com músicas como "Dear Mr. Fantasy" e "Paper Sun".

   Nascido na Inglaterra, filho de imigrantes italianos, Capaldi morreu ao lado de seus familiares em uma clínica de Londres, onde estava internado em razão de um câncer no estômago.

   Casado com uma brasileira desde 1975, Capaldi tinha uma intensa relação com o Brasil, tendo tocado com vários músicos brasileiros em sua carreira.

Em 2001, o baterista convidou George Harrison para participar de uma gravação de "Anna Julia", sucesso do grupo carioca Los Hermanos, naquele que foi um dos últimos registros da guitarra do ex-beatle.

Com Steve Winwood e Dave Mason, o baterista e compositor ajudou a consolidar o Traffic como uma das bandas britânicas mais importantes dos anos 60 e 70.

Capaldi foi indicado para o Hall da Fama do Rock N' Roll em março de 2004, cinco meses antes de ter sido diagnosticado com câncer.

arquivos do próprio bol$o

Fronteiras cruzadas
Jim Capaldi faz versão da canção Anna Julia, de Los Hermanos,
com solo de George Harrison

Luiz Chagas - Istoé On Line


Aos 57 anos, casado com uma brasileira e pai de duas filhas, o baterista do lendário grupo inglês Traffic está lançando o álbum Living on the outside

8 fev. / 2002 - Com um ar sério e o indisfarçável perfil de ex-boxeador, o inglês Jim Capaldi encarna à perfeição o personagem sobre o qual canta na faixa título de seu 13º disco, Living on the outside. A canção fala de um marginal classudo, que dispensa as grifes Valentino e Versace ou a frieza de Madonna para viver “lá fora, onde o ar é livre”. Tal vontade de ver o céu talvez tenha vindo da sua vivência no Brasil, país que visitou pela primeira vez em 1974 e com o qual tem mais do que simples laços de identificação. Capaldi é casado desde 1975 com a brasileira Ana, mãe da sua filha Tabitaha, uma londrina de 25 anos, e de Tallulah, uma carioca de 24. Em visita ao Rio de Janeiro, onde mantém um apartamento no bairro de Ipanema, na zona sul, o ex-baterista do Traffic – grupo lendário que fundou nos anos 60 com Dave Mason, Chris Wood e Steve Winwood – falou a ISTOÉ sobre sua carreira e o solo de guitarra de George Harrison em seu CD na versão para o inglês de Anna Julia, sucesso do grupo nacional Los Hermanos.

Com a firmeza de quem conhece o assunto, Capaldi diz que a música brasileira mudou muito nas últimas décadas. Há tempos havia Tim Maia e Gilson. Era um jeito de mostrar sua ligação com a soul music, que aprendeu a ouvir em Birmingham, cidade inglesa que considera irmã da americana Detroit, sede da Motown. “Hoje não há tanta vibração. A maioria das fitas que ouvi era medíocre”, conta ele fazendo exceção, é claro, à banda Los Hermanos e surpreendentemente ao paulista Maurício Manieri. Capaldi realizou o novo trabalho em Londres com a participação de seus vizinhos no subúrbio londrino de Henley-on-Thames, entre eles Ian Paice, ex-baterista do Deep Purple, e o falecido senhor do castelo Friar Park, George Harrison. Até agora, ele se emociona ao lembrar que Anna Julia foi a última gravação finalizada do amigo, com quem vinha tocando desde 1995.

Um papo com o músico é assim. Obrigatoriamente agita a memória. Seu Traffic era adorado por gente do nível de Jimi Hendrix, que lhe dedicou a música Crosstown traffic. A vida musical-comunitária levada pela banda foi copiada no mundo e no Brasil pelos Novos Baianos. Hoje, só mesmo quem viveu no topo pode se dar ao luxo de se dizer um marginal. Um marginal light, diga-se. Seu novo álbum é recheado de baladas e algum rock mais agitado. Apesar de ter se juntado a uma banda de gente jovem, Jim Capaldi não fez um disco moderno. Preferiu manter-se atado às suas raízes, mas com muita classe.

George Harrison grava música da banda brasileira Los Hermanos

 

     

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