JOHN LENNON: QUADRO DE DALÍ PODE TER MOTIVADO CRIMINOSO (1980)


Quadro de Dalí pode ter motivado criminoso
(O Globo*)

Nova York. Um quadro de Salvador Dalí representando o assassinato de Abraham Lincoln é uma peça-chave para os psiquiatras do Hospital Bellevue, que tentam descobrir as razões que levaram Mark Chapman a assassinar John Lennon.

Segundo os psiquiatras, o jovem talvez tenha tentado reproduzir na vida real essa obra de Dalí, que admirava profundamente. Conhecidos de Chapman em Honolulu, onde morava, contaram que há poucas semanas ele comprou por cem dólares (6.300 cruzeiros) uma reprodução da obra de Dalí, apesar de estar sem dinheiro até para pagar a conta de luz de sua casa. Em seguida, colocou o quadro em local de destaque em sua sala e o mostrava, com orgulho, a todos que iam visitá-lo.

Os psiquiatras acham possível que Chapman tenha, a partir daí, começado a planejar cuidadosamente uma forma de reproduzir a sangrenta visão de Lincoln. Ainda segundo os médicos, outro fator que provavelmente contribuiu para que Chapman decidisse assassinar Lennon foi o disco “Double Fantasy”, em que Lennon prega volta à vida familiar e aos valores tradicionais.

De acordo com os psiquiatras, é possível que Chapman, admirador dos Beatles e da rebeldia por eles pregada no final dos anos 60, se tivesse sentido “traído” por essa atitude de Lennon.

Perigo
O psiquiatra Frank Ochberg, do Hospital Mental de Michigan, advertiu ontem que os outros ex-beatles, Paul, George e Ringo, correm perigo de sofrer atentados como o que matou John Lennon. Para ele, a morte de Lennon poderia ser o sinal de uma tendência de assassinos psicopatas que estariam passando a atacar artistas famosos no lugar de políticos e autoridades.

O chefe da Psiquiatria da Universidade da Califórnia, dr. L.J. West, acha, por sua vez, que o caso de Mark Chapman não parece enquadrar-se na teoria de notoriedade e publicidade que origina um fato como o assassinato de uma pessoa famosa. Ele disse acreditar que a atitude de Chapman poderia ter sido provocada por um pesadelo que levou à fantasia ou por uma desilusão**.

* O Globo, 11 dez. / 1980, quinta-feira.

Psiquiatra acha que é caso de paranóia
(O Globo*)

Seria necessário ter dados completos sobre Mark Chapman para se analisar com mais precisão seu gesto, mas à distância parece claro tratar-se de um paranóico que erigiu John Lennon seu ídolo absoluto, sendo vítima de uma reação criminosa em curto-circuito. O fã paranóico ama seu ídolo e o odeia ao mesmo tempo. É uma situação ambivalente. Mata o ídolo para matar o lado negativo do ídolo que tem em sim mesmo. Esta é uma explicação em psiquiatria transcultural.

A explicação é do psiquiatra Nikodem Edler, professor de pós-graduação em psiquiatria das Clínicas Integradas Médico-Psicológicas, de que é diretor, membro da direção da Amerj e da Associação Psiquiátrica do Rio.

— A tese de transferência de personalidade – acrescentou o dr. Edler – é psicanalítica e não concordo com ela. Se o assassino imitava Lennon, como dizem, fica claro tratar-se de um paranóico.
— O mais importante – prosseguiu – é analisar-se globalmente o crime dentro da sociedade americana, excessivamente armada e violenta, onde os símbolos de macheza são os revólveres. Quase todos os americanos andam armados. De vez em quando apertam os testículos (os gatilhos) para se gratificarem com o esperma (a bala), que elimina a vida e não a enriquece. Esse dado é importante, pois se o assassino de Lennon não vivesse numa sociedade superarmada, possivelmente não usaria revólver. Vítima de um curto-circuito em reação criminosa, daria um soco ou um chute em seu super-ídolo, e nada de grave haveria. No máximo, seria recolhido a uma clínica para tratamento. Como estava armado, o instrumento de sua reação causou a morte, quando queria matar em si aquilo que não via em seu ídolo, o lado negativo de seu herói. A análise lembra o que houve com o pintor Iberê Camargo, que se não estivesse armado, não teria assassinado aquele engenheiro. No máximo, o teria agredido a socos ou se embriagado, após um pequeno incidente de rua.

*O Globo, 11 dez. / 1980, quinta-feira.

Yoko Ono sai de Nova York com medo de atentado
(Folha de S. Paulo*)


Temendo um novo atentado que ameace a sua segurança e a de seu filho, Sean Lennon, a cantora Yoko Ono, decidiu ausentar-se de Nova York por uns tempos. Nos últimos meses a mídia americana foi invadida por uma série de artigos, livros e filmes que devassam a vida de Lennon. Yoko declarou ao jornal "The New York Post" temer que isso provoque a reação de algum maníaco. Lembrou a declaração de Mark David Chapman na época do assassinato de Lennon, dizendo que foi exatamente um artigo negativo sobre Lennon publicado numa revista norte-americana o que levou Chapman a assassinar seu marido, há oito anos. "Certas pessoas, como Chapman", disse Yoko, "levam muito a sério o que lêem".

*Folha de S. Paulo, 11 out. / 1988.


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Livro revela cotidiano de John Lennon
(Agência EFE)

15 abr. / 2005 - O músico John Lennon era "muito bom pai, marido e amigo das pessoas", e uma pessoa "confiante, boa e carinhosa" que adorava beber chá.

É o que conta o livro "Na casa de John Lennon", da espanhola Rosaura López Lorenzo, que trabalhou durante quatro anos como empregada doméstica dele no edifício Dakota, de Nova York. Lennon foi assassinado na frente deste edifício no dia 8 de dezembro de 1980 por Mark Davis Chapman.

Rosaura López, de 73 anos, apresentou seu livro à imprensa nesta sexta-feira. Na obra, ela expôs suas lembranças dos anos em que trabalhou na casa de Lennon e de Yoko Ono, entre 1976 e 1980, quando a banda já tinha acabado.

"Muito bom pai, marido e amigo". Assim é como Rosaura López descreveu Lennon nesta sexta-feira durante a apresentação do livro, e acrescentou que John Lennon sempre a tratou em casa como "uma pessoa a mais". "Na casa de John Lennon" revela a vida cotidiana do músico, que para Rosaura López só teve palavras de elogio.

A autora do livro falou de algumas destas lembranças, entre elas a de que ensinou o músico a fazer pão. "Nesta época, eu estava um pouco gorda e John me dizia: 'Rosa, você tem em teu corpo o suficiente para ficar um mês sem comer'".

Rosaura López explicou que, embora tenha redigido diversas notas com suas lembranças, nunca pensou que elas pudessem se transformar num livro, até que um dia encontrou o jornalista espanhol Eduardo Herrero, correspondente da Televisão da Galícia em Nova York, que insistiu que ela escrevesse o livro.

Herrero, encarregado de dar forma aos manuscritos que durante anos a empregada doméstica galega redigiu, esteve presente na apresentação do livro e afirmou que o valor do texto, que contém um apêndice com fotografias inéditas, é "revelar o Lennon de andar em casa, um Lennon único e simples".

Rosaura López lembra com especial carinho um dos filhos dos Lennon, Sean, com quem manteve uma profunda relação. Mas também a teve com Yoko Ono, que a tratava "muito bem".

A espanhola explicou que atualmente Yoko Ono e ela mantêm uma boa relação, porque Rosaura ainda trabalha no Dakota para outra família, e se falam quando se encontram no elevador. "Quando decidi escrever o livro entrei em contato com ela para contar isso, e ela não só confiou em mim, como me incentivou a realizar o projeto", contou a autora.



Primeiro repórter a chegar ao Dakota relembra cena
Tom Brook - Nova York

Para repórter, perder Lennon foi como perder JFK

8 dez. / 2005 - O repórter da BBC Tom Brook foi o primeiro jornalista a chegar ao local onde John Lennon foi assassinado em 8 de dezembro de 1980.

Foi de uma cabine telefônica perto do edifício Dakota, onde o ex-Beatle morava e onde recebeu os quatro disparos de Mark David Chapman, que Brooke transmitiu os primeiros boletins descrevendo a consternação dos fãs incrédulos que iam se aglomerando no local.

No relato a seguir, Brook descreve o que ele chama de "cena surreal" que se instalou na frente do edifício de Lennon e sua própria dificuldade de relatar um fato que também era pessoalmente doloroso para ele.

"Na noite de 8 de dezembro de 1980, eu estava na minha casa, no centro de Manhattan, quando recebi uma chamada telefônica de um colega que me contou que havia escutado um rumor sobre um tiroteio no edifício Dakota e que era possível que John Lennon estivesse ferido. 

Na hora, peguei o meu gravador, o meu bloco de anotações e um radinho. Saí na rua e chamei um táxi. 

Levei dez minutos para percorrer os quase cinco quilômetros até o edifício onde morava Lennon. Assim que cheguei, percebi que algo horrível tinha acontecido.

Um grupo de umas 20 pessoas estava concentrado na entrada do edifício. 

Eles estavam agitados e confusos. Disseram que, de fato, havia ocorrido um tiroteio, que achavam que John Lennon era a vítima e que ele havia sido levado ao hospital Roosevelt pela polícia. 

Pouco depois pude escutar no meu radinho um boletim que dizia que Lennon havia morrido. 

Em uma questão de horas, o edifício Dakota se transformou em um santuário improvisado. 

Fãs incrédulos, a maioria deles aos prantos, estavam do lado de fora e enchiam a rua com velas. 

Falei com eles, gravei alguns comentários. De fato, eu me lembro de uma mulher que estava rodeada por um grupo que cantava Give Peace a Chance. Ela me disse que a morte de Lennon significava um duro golpe para ela. Um chute no estômago, nas suas palavras. 

Pessoalmente, eu não tive tempo de responder emocionalmente, pelo menos em princípio. O que fiz foi correr ao telefone mais próximo para começar a enviar boletins para a BBC.

Agora, quando olho para trás, relatar a morte de Lennon não foi difícil do ponto de vista mecânico. A única coisa que tive de fazer foi descrever a cena surreal que havia do lado de fora do Dakota. 

O que foi mais difícil foi poder controlar as minhas emoções. 

Eu cresci com a música de Lennon. Eu era um fã. E de uma hora para a outra me dei conta de quão impactante era a notícia. 

O fato começou a me tocar tão forte quanto aos fãs que eu estava descrevendo na rua e aos britânicos que me escutavam pelo rádio. 

Para a geração dos meus pais, o assassinato do presidente americano John Kennedy, em 1963, foi um choque. Para os que, como eu, cresceram com Lennon, a sua morte significou muito mais.

 

Assassino cumprimentou filho de John Lennon horas antes do crime
(Jamari França - Globo Online)

7 dez. / 2005 - RIO - Mark Chapman acordou às 10h30m da manhã de oito de dezembro, segunda-feira. Pegou a Bíblia na gaveta do criado mudo, abriu no Evangelho de S. João e acrescentou à caneta ''Lennon''. Pegou uma cópia do LP "Double fantasy" e uma pistola calibre 38 de cinco tiros que comprara por 169 dólares no Havaí e saiu.

Na porta do Dakota, ele falou com o porteiro Patrick O'Loughline, depois conversou com o fotógrafo Paul Goresh, que sempre aparecia para tentar fotos de Lennon, e com Jude Stein. Nessa hora, Sean Lennon, então com cinco anos, saiu do prédio com a babá. Ele já conhecia Jude, que o apresentou a Chapman. Ele apertou a mão do garoto e contou mais tarde o que pensou: ''Ele era a criança mais linda que já vira. Nem me passou pela cabeça que estava ali para matar o pai dele, que ele seria órfão para o resto da vida. Adoro crianças, sou o apanhador do campo de centeio.''

Finalmente, John e Yoko saíram do prédio com alguns assessores. Envergonhado, ele se aproximou, estendeu o LP e uma caneta para Lennon sem nada dizer. O ex-Beatle sorriu e assinou "John Lennon, dezembro de 1980". Em seguida perguntou: "Isso é tudo que você quer?" Chapman respondeu: "Sim. Obrigado, John." John e Yoko entraram num carro e se foram. Mais tarde, em depoimento, Chapman disse que uma voz interna questionou por que não tinha atirado e a resposta foi porque queria o autógrafo.
Às oito da noite, o fotógrafo Goresh foi embora, não sem antes ouvir um pedido de Chapman para que ficasse: "sabe lá se você vai vê-lo de novo," disse-lhe o assassino, dando uma pista que Goresh não podia mesmo entender. 

Ele trocou palavras com o porteiro da noite e disse ter rezado para Deus, pedindo que o impedisse de matar, mas também ao diabo, pedindo forças para fazê-lo. Às 22h50m, o carro de Lennon parou em frente ao prédio. Yoko saltou primeiro, John a seguiu. 

Num depoimento à polícia na mesma noite, Chapman disse que quando Lennon passou por ele, uma voz começou a gritar na sua cabeça, "faça, faça, faça". Daí ele gritou ''Mr. Lennon'', o ex-Beatle se virou, dando de cara com um revólver apontado para ele, sem tempo de reagir quando o rapaz puxou o gatilho cinco vezes, atingindo-o quatro vezes. Ele esperava que a vítima caísse imediatamente, mas John ainda subiu seis degraus na portaria, falou "fui baleado" e foi ao chão. 

Desesperada, Yoko gritou "John foi baleado" repetidas vezes. Do lado de fora, Chapman jogou a arma e o casaco na calçada e começou a ler o livro de Salinger. Lá dentro, o porteiro Jay Hastings tirou os óculos de John, cobriu-o com seu casacão e pensou em usar a gravata para fazer um torniquete, mas não havia como. Lennon sangrava do peito e da boca, os olhos abertos, embaçados. Ele tossiu, vomitando sangue. Dois carros de polícia chegaram. 

Dois policiais prenderam Chapman: "Não me machuquem, estou desarmado, "gritou para o policial que o algemou. Outros dois foram até Lennon, viraram-no e decidiram levá-lo, achando que não agüentaria até a ambulância chegar. Eles o levaram para o Hospital Roosevelt, 13 ruas abaixo, onde foi colocado numa maca e levado para a emergência. Mas nada mais havia a fazer. O médico Stephan Lynn disse que ele morreu pouco depois de ser atingido no peito. Quando a notícia foi divulgada, uma romaria de fãs começou na direção do Dakota. Era o início de uma comoção mundial. John tinha 40 anos, seu assassino, 25. 

Chapman cumpre pena de prisão perpétua na penitenciária de Attica, no estado de Nova York. Seu excelente comportamento já o qualificou para três audiências de liberdade condicional. Todas negadas. Existe um consenso de que ele não duraria muito tempo aqui fora. Seu crime não tem perdão.

 

Detalhes do momento do assassinato são revelados
(Portal Terra)

6 dez. / 2005 - O jornal New York Post publicou, dias antes do 25º aniversário de morte de John Lennon, detalhes dos momentos que sucederam o ataque de Mark David Chapman. Muitos dados foram passados por pessoas que tentaram inclusive salvar o músico naquele 8 de dezembro de 1980. 

Entre os personagens ouvidos estão Steve Spiro, primeiro policial a chegar ao local do crime, o motorista da viatura que levou Lennon ao hospital e o médico que o atendeu. Spiro prendeu Chapman logo na seqüência do crime - ele jogou a arma ao chão e permaneceu com os braços erguidos.

Já o medico Stephan Lynn deu detalhes de como agiu para tentar salvar o beatle. "Ele não tinha pulso, não respirava e não respondia", contou o profissional. "Coloquei a mão no coração dele e pressionei", revelou. Os esforços não duraram muito. Lennon foi declaéado morto cerca de 20 minutos depois de entrar no hospital.

* Redação Terra

Matar Lennon era 'missão de vida', diz Mark Chapman

Mark Chapman afirma que matar John Lennon era uma 'missão'

O homem que matou o ex-beatle John Lennon há 25 anos em Nova York, Mark Chapman, afirmou em uma entrevista que, na ocasião, se considerava um cavaleiro do bem em uma cruzada.

As entrevistas* foram gravadas em 1991 e 1992, na prisão onde Chapman está cumprindo pena pelo assassinado cometido no dia 8 de dezembro de 1980.

15 nov. / 2005 - Nas gravações de áudio, Chapman conta como estava sua mente na época do assassinato, quando ele decidiu que sua missão de vida seria assassinar John Lennon.
Lennon foi assassinado a tiros em frente ao prédio onde morava em Nova York, quando saía do carro para entrar no edifício Dakota, em Manhattan.

Voz*
Chapman afirmou que teve a idéia quando estava em seu apartamento, observando a capa de um disco dos Beatles, Sgt Pepper's Lonely Hearts Club Band.

Referindo-se a Lennon, Chapman disse: "havia este homem, bem-sucedido, era como se ele tivesse o mundo preso a uma corrente. E havia eu, que não era nem mesmo um elo desta corrente. Algo se quebrou em mim".

Chapman também conta como foi o momento em que se aproximou de Lennon para matá-lo.

"Descrevendo aquele momento, eu tive esta sensação incrível quando o carro de John Lennon estacionou. Ouvi uma voz em minha cabeça dizendo 'atire, atire, atire'."

"Quando ele passou por mim, puxei a arma, apontei contra suas costas e puxei o gatilho cinco vezes seguidas", disse.

As entrevistas completas com Mark Chapman serão transmitidas pelo canal de televisão americano NBC, nesta sexta-feira. Na Grã-Bretanha a transmissão será pelo Channel 4, no aniversário de morte de John Lennon.

*Conteúdo similar já foi exibido pelo "Fantástico".

KILL
Yoko attacks Lennon killer interview plan
Daily Post

Nova York. 12 mai./2005. YOKO ONO yesterday attacked a Channel 4 decision to broadcast an interview with John Lennon's killer Mark Chapman.

The 25th anniversary of the day Lennon was shot five times by Chapman outside the star's home in New York is in December this year and had Lennon would have been 65 on October 9 this year.

As part of a series of programmes to mark the anniversaries, Channel 4 is reported to be planning to show an interview Chapman gave from his prison cell.

Yoko Ono said: "I think that it's horrible for Channel 4 to do this.

"Myself, John's family and so many fans will be hurt by the showing of such a programme."

The plans have also been attacked by Beatles fan clubs across the world, many noting the irony that Chapman's motivation for the murder was to achieve celebrity.

Richard Porter, of the British Beatles Fan Club which has one of the most popular websites dedicated to the group, said it had been inundated with protests.

He said: "This news has disheartened many fans because it means Chapman is finally getting what he wanted - star treatment."

Channel 4 declined to comment.

 

Yoko Ono fala sobre a última noite de Lennon
Do G1, com informações da AP entre em contato

Ex-Beatle queria voltar para casa mais cedo para ver o filho.
Viúva disse que pensou em fazer um aborto.

11 jun. / 2007 - John Lennon foi assassinado com um tiro do lado de fora de seu apartamento em Nova York logo depois de decidir voltar para casa para ver seu filho em vez de sair para jantar, contou Yoko Ono em uma entrevista neste domingo (10).

“Estávamos voltando do estúdio e eu disse: ‘Vamos jantar antes de ir para casa?’ e John disse ‘Não, vamos para casa, porque eu quero ver Sean antes que ele vá dormir.’ Ele não sabia se íamos chegar antes que Sean fosse para a cama e estava preocupado com isso.”

Yoko Ono, 74 anos, viúva do ex-Beatle, fez o comentário no programa de rádio da BBC “Desert Island Discs”, que entrevista pessoas famosas e toca suas músicas favoritas.

Ela disse ainda que Lennon não pronunciou palavra alguma depois de ser baleado pelo fã Mark Chapman em 8 de dezembro de 1980.


Relação conturbada
No mesmo programa, Yoko Ono admitiu que estava disposta a abortar quando ficou grávida, mas deixou que a decisão final fosse tomada por Lennon.

Pelo fato de atravessarem uma relação turbulenta, Yoko admitiu que não tinha certeza se queria ter o bebê, nascido em 1975 e que recebeu o nome Sean, porque não sabia se John Lennon o queria.

A viúva começou sua relação com o ex-beatle em 1967 e dois anos depois eles estavam casados, mas Sean foi concebido após uma separação de 18 meses.

"Sei que soa estranho agora, mas eu pensei e percebi que deveria deixar que John decidisse se queria tê-lo ou não", acrescentou.

"Depois de ficarmos juntos outra vez, fiquei grávida em seguida, e não sabia se era o momento certo para ter uma criança, porque talvez ele não quisesse. Não o queria incomodar com algo que não quisesse.”

 

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