Mais Beatlegs!

 

 \"Colagem\"

A vida é a própria máquina do tempo...
por: Mário Pazcheco

 

 

Nessa tarde de sábado, voltei ao distante 1979!

 

Restam-me poucas memórias fixas do 2º grau, entre elas; a primeira vez que ouvimos uma gravação pirata dos Beatles.

 

O especial de rádio dividido em partes era na freqüência modulada, e trabalho de Sherlock Holmes era “descolar” um desses rádios novos e caros.

 

O saudoso Zenas de Oliveira, beatlemaníaco, contrabaixista, bem mais velho, e melhor amigo por uma década, “descolou” o rádio que sua mãe acompanhava as preces. Tínhamos que economizar as pilhas e sair de casa à noite era outra missão e nós amigos do bueiro, acompanhávamos a transmissão, quando eu vaticinei: existem discos piratas dos Beatles com várias sobras da mesma faixa – ninguém me levou à sério.

 

Na manhã seguinte, liguei na rádio querendo cópia das fitas, elas já estavam em São Paulo. 

 

Quase 30 anos depois desse episódio e na máquina virtual encontrei um atalho para Walrus, Eggman e Pingüins, um CD reunindo somente versões de \"I’m The Walrus\" – a nova poesia que fez a cabeça de Ginsberg.

 


 

Doces Acordes da Infância do Rock’n’Roll ou a Eterna Contemporaneidade de Buddy Holly


 

A batida de Buddy Holly é suave melíflua escorrendo num toque modulado e econômico de guitarra e voz ao contrário do endiabrado Chuck Berry.

 

Sem racismo algum, a música supera os preconceitos, este branquela do Texas deve ter sido um dos primeiros a gravar Chuck Berry (Brown Eyed Handsome Man) ou Bo Didley (Bo Didley), só que ele não adocica estas versões, Buddy Holly é um ás dos estúdios, um precursor das técnicas de Brian Wilson e um verdadeiro guitar hero.

 

Ouvir Buddy Holly é mergulhar na pré-história dos Beatles; ele ao lado de Joe Brown são os guitarristas que mais influenciaram o menino George Harrison.

 

O rock’n’roll sem paiola caminhava sobre as ondas do rádio, no repertório de Buddy Holly uma atiradeira de pedradas: That’ll Be The Day (presente no repertório dos Quarry Men), a citada Brown Eyed Handsome Man, Peggy Sue Got Married, Crying, Waiting, Hoping – hits cujos solos e harmonias vocais ao fim dos versos determinariam o toque beatle nas primeiras composições de Lennon & McCartney.

 

A música Words of Love,   sempre me  lembrará Dona Lourdes e sua comovente aprovação, lógico que minha mãe na juventude era uma ‘fãnelvis’. Rave OnThink It Over  são rockões poderosos!

 

A Purple Chick, há alguns anos disponibilizou todos estes clássicos em 10 CDs! Matadoras são as versões de Slippin’ and Slidin diferentemente elaboradas do original de Little Richard e da versão de Lennon, acredite: 

 

http://www.guitars101.com/forums/f90/purple-chick-buddy-holly-volume-1-to-9-a-64961.html

 

Detalhe: o produtor Norman Petty é também o grande responsável pela contemporaneidade destas gravações.


 

Um silvo e um ronco?

 

31 de março de 1974. The Burbank Studios, no comando da gravação John Lennon escoltado por seus fiéis escudeiros, Bob Keys no sax, Xerife Jesse Ed Davis na guitarra e nas palavras de Lennon: Mal Evans ‘nosso capanga’ testemunhando outra história para o seu livro jamais concluído.

Ah! E os convidados: Stevie Wonder, Harry Nilsson e como Keith Moon estava muito bêbado, trouxeram outro baterista: um certo  Paul McCartney! Acomodou-se no banquinho. Lennon é a estrela da noite, o anfitrião mor. Sua insatisfação interrompe a primeira Jam Bluesy da noite.

Paul McCartney é suficiente esperto, quando Lennon, se dá conta, o ex-parceiro rouba a cena cantando Lucille. Na faixa seguinte, habilmente McCartney mantém a dinâmica rítmica do reggae nas três versões de "Stand By Me"...

Um pouco antes Lennon volta temperamental, comunica-se com a sala de monitor; pede um melhor desempenho dos vocais; seu amigo Harry Nilsson com uma corda vocal rompida e sangrando dá o que era possível, cobrado Stevie Wonder faz um solo de piano para Lennon ver... E, para satisfação de Lennon quando chamado McCartney faz cama repetindo os versos.

Hoje sabemos que "Stand By Me" era uma das músicas que os Beatles ficavam brincando durante Let It Be e que no ano seguinte seria um compacto de sucesso de Lennon.

Nos seus quase 30 minutos, este CD A Toot and a Snore in '74,   nunca perde a informalidade das Jams.

Na manhã seguinte Lennon jogou uma cassete na mão de  May Pang e animadamente contou-lhe dos seus planos de novamente chocar o mundo, voltando a gravar com Paul McCartney no que viria a ser o LP Venus and Mars...

Para baixar Walrus, Eggman e Pingüins ou  Toot and a Snore in ’74  e outra centenas de CDs clássicos de várias bandas:

Senha para descompactar todos os arquivos: www.chilewarez.org

Coda

Estou mergulhado na cacofonia absurda de vozes criadas por Brian Wilson... próximo texto: Smile Reapareceu...

 

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