Agitation Free, A música era uma aventura

Agitation_Free_Malesch[1]

Agitation Free, A música era uma aventura
História da banda Agitation Free, um dos grupos pioneiros no âmbito do Krautrock

Por Claudio Campos 13 de fevereiro de 2011, Música
http://bagarai.com.br/agitation-free-a-musica-era-uma-aventura.html

Quando em 1970, o psicodelismo inglês e norte-americano estava começando a se acalmar e as experimentações sonoras tornando-se menos empolgantes, na Alemanha, no entanto, as maluquices musicais ainda fervilhavam. Era o krautrock. Movimento de raízes psicodélicas, passando pela teoria atonal do dodecafonismo de Schoenberg e experimentações electroacústica de Stockhausen e, claro, influências de jazz e muita jam session regada a drogas e álcool.

É nesse cenário que surge a banda Agitation Free, um dos grupos pioneiros no âmbito do Krautrock. Formada em 1967 por Michael Gunther, o baixista e tecladista Ulbrich e Lutz nas guitarras e teclados. Originalmente conhecido pelo nome (Agitation) Agitação – escolhido ao acaso no dicionário. Mais tarde, decidiram acrescentar o “Free” no nome, devido a suas apresentações, no início, serem todas gratuitas. Iniciaram a carreira tocando covers de bandas americanas e inglesas, como a maioria fazia. No caso deles, basicamente inspirado por Jefferson Airplane e Iron Butterfly, mas logo partiram para uma proposta de improvisações psych-free adicionando ritmos jazzísticos entre guitarras com instrumentação atmosférica, criando um clima hipnótico. Em 1970, participaram do primeiro Berlim Pop Festival alternando com grupos como Tangerine Dream, Amon Duul e Guru Guru – bandas significativas dentro do krautrock.

No começo dos anos setenta, os membros do Agitation Free decidiram tocar suas músicas sem estruturas de canção tradicional. Simplesmente entravam no palco e começavam a improvisar. Não havia um objetivo musical, sendo que na maioria das vezes tocavam chapados. Embora pioneiros nesse tipo de abordagem, foram uma das últimas bandas da “Escola de Berlim” a gravar um disco. Isto os frustrava muito, ainda mais vendo o Ash Ra Tempel que surgiu bem depois, já ter gravado seu primeiro disco.

Mas em 1972, eles tiveram sua chance pela gravadora Music Factory. O problema é que não tinham bem músicas prontas, pois era um amontoado de improvisações. O tempo era escasso para gravar, pois tinha poucas horas de estúdio. Conta-se que uma amiga do grupo vendo-os tensos e sem iniciativa, disse para eles meditassem: imaginando que voavam para uma ilha deserta. Depois de um tempo de prática, um por um se levantou e começar a tocar. Dentro desse efeito meditativo, belas melodias começaram a se desenvolver. Assim foi a gravação de Malesh, um disco com grande influência de música do Oriente Médio, sendo que eles tinham feito uma excursão por lá, patrocinados pelo Instituto Goethe, tocando no Egito, Líbano, Grécia, fato que marcou significativamente a sonoridade do álbum.

Em 1973, surge o segundo trabalho, 2nd. Enquanto Malesch era mais atmosférico do que melódico, o novo álbum mostrava-se uma música mais acessível e bem mais jazzística. Fica nítida a influência das bandas de Canterbury (escola inglesa), isto ocorreu, devido à chegada do novo guitarrista, Stefan Diez. O entendimento entre Diez e Ulbrich criaria um duelo perfeito de guitarras. Lamentavelmente esta harmonia duraria pouco.

A banda encerrou as atividades em 1974 com o “Last/Live”, gravado parcialmente ao vivo, em 1974 e, em parte, na primavera de 1973, após uma bem sucedida turnê francesa. A música desse trabalho fica entre o Malesh e o 2nd. Futuramente a banda reuniria em 1999 e lançaria At The Cliffs of River Rhine, originalmente de 1974, com material ao vivo e sobras de estúdio.

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