EXTREMO ROCK FEITO NO GUARÁ (1982)

Entre extremos e e extrema-unção


“Ontem encontrei Pedro Alex, ele estudou comigo e com o Clevinho. Perguntou-me como conheci o Ricardo Lima, sobre a Punkilha, o Festival de Águas Claras, e sobre o Natal em minha casa. Em 1981, eu comecei a namorar a Malena Nobre, da QE 01. 
Passava na casa dela, quando voltava do trabalho, e ouvi alto o som de Sister Disco, do The Who, no Concerts for the People of Kampuchea, vindo da primeira casa da rua. Só eu tinha aquele disco, pelo que sabia, e parei para ver quem estava tocando. A música acabou, e a seguinte, 'Behind blue eyes', também do Who, começou então a tocar. Bati na porta, e um cabeludo, sem camisa, atendeu. Era o Luiz Duarte Feitosa. Logo perguntei: Onde você arrumou este disco? Ele, rindo, perguntou se eu era o Zé Cuspi, e disse que havia pegado com o Tadeuzinho. Foi dessa forma que conheci o Luiz. Ficamos ali, ouvindo o resto do disco; enquanto ele fazia arroz e fritava um ovo. Ele tinha se mudado fazia pouco tempo para o Guará, e trabalhava na Torre Veículos, no SIA. Falava pra caralho, e pogava, fazendo bico...
Foi através do Luiz que conheci o Ricardo Lima. O Luiz me disse que ele, o Eugênio, o Sérgio e o Berg tinham uma banda, e que precisavam de alguém com presença de palco para cantar. Foi a maior fria da minha vida. Cantei nos ensaios, durante dois meses, para um show que nunca aconteceu... Seria na rua de lazer da QI 01, onde eles tocaram, mas eu, que não cantava nada, fui cuidar do som, que era uma 'merda'. Conheci o Cecé neste dia. Essa banda, a primeira do Ricardo, não tinha nome, pois a imaginação era diversa. Um queria Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse, mas agora eram cinco. O outro queria Rádio Patrulha, e eu acabei usando o nome RP para anunciar a banda, num show no subsolo da igreja São Paulo Apóstolo, em uma festa que organizei – para tentar levantar uma grana e viajar para o Festival de Águas Claras, Iacanga/São Paulo, em setembro. 
A banda sem nome não tocou, mas acho que foi a primeira vez que os Magrellos se reuniram. Estavam lá o Milton, Cecé, Renato, Luiz 'Punk', Clevinho, Ricardo, Sérgio e Paulinho Magrelo.
Nesse dia, conheci todo mundo. O Cecé estudava com o Ricardo no Elefante Branco, e o Tuca os conhecia. Acho que foi a partir deste dia que pensaram em tocar juntos, e formar o Extremo.
Por volta das 21 horas, o padre desceu a escadaria para pegar a participação da igreja na bilheteria. Quando ele viu aquele bando de loucos dançando e bebendo vinho, ao som de Black Sabbath, ele gritou que era a visão do inferno. Pegou a grana, e me disse para acabar aquilo até as 22 horas. O resultado foi que quebramos tudo que foi possível, inclusive minhas caixas de som, e nunca mais fui à igreja...
Consegui a grana, e segui para o festival, mas sem o Ricardo, que foi de trem para Cafelândia, cidade dos parentes, perto de Iacanga. Queria ver o Raul Seixas, e acabei conhecendo Papete, Egberto Gismonti, Itamar Assumpção e Isca de Polícia, e tantos outros... Em dezembro do mesmo ano, eu fiz a festa do Natal em casa, mas os vizinhos mandaram a polícia acabar com tudo, pois eu havia colocado o som para fora da casa desde as 18 horas da tarde, todo mundo empoleirado no muro. Ninguém foi preso, mas o astral baixou. Nada para fazer.

O ano de 1982 começou com Extremo dando os primeiros passos, e o Lincoln e Renato, da QE 14, apareceram com o Essência, e uma proposta de ensaios no estúdio da SQN 411. Lá era massa, e nos ensaios apareciam muitos amigos, como Mário Pazcheco, os riquinhos do Fusão, o pessoal do Nirvana e do Sepultura. Tomar vinho barato e comer pão com mortadela vem desta época. Não tínhamos dinheiro, e de vez em quando eu ia na casa da minha irmã, na 405, pegar alguma coisa para matar a fome da rapaziada. Foi lá que conheci o pessoal do Capital Inicial, o Fifi, o Ameba e o Renato Russo, que não dava papo para ninguém, mas rachava um tijolo de maconha numa festa, quando queria companhia. Em junho, por ideia do Luiz 'Punk' e do Cecé, enchemos a pracinha da QE 01 de cruzes e velas, numa brincadeira que ficou conhecida como Punkilha. A quadrilha dos punks. Éramos cabeludos e rasgados, e nos achavam punks. De punk, eu só ouvia o som. Sempre fui roqueiro. Na onda de ensaios, festas e reuniões, a turma do fã clube do Led Zeppelin da SQN 410, e o Sérgio do Mel da Terra, também se juntaram aos Magrellos, e no Natal seguinte eu fiz um peru com vinho em casa. O Renato e o Silvester criaram a marca 'Magrellos Produtos Natalinos', com minha parede toda escrita com frases e desenhos de todos que foram lá.

O Extremo entrou 1983 fazendo shows com o Fusão e o Essência, no Guará I. O LuiS 'Punk' foi atropelado de bike. Conheci a Mana Gi, a Diacui, e paramos de brigar com os garotos do reggae da QE 32."

Por Zé Cuspi, ou Zeca Ribeiro

 

Extremo Rock Feito no Guará

 

No meio de 1982, a cena mudou. Numa asa, a eletricidade punk, e nas satélites surgiam os primeiros grupos de hard rock: Sepultura, um quarteto do Cruzeiro; Extremo, trio do Guará I; Fusão, com Bahia na bateria, Solano Franco no contrabaixo, Renato na guitarra e Marco Canto no vocal, um quarteto elétrico zeppeliano, com letras em português, e ainda Nirvana, o mais pesado, do saudoso guitarrista Fejão e sua guitarra "Rei". 
Ainda em agosto de 1982, alguns integrantes do Fusão e Extremo embarcaram no fusca branco do Renato. Seguiram para Iacanga, interior de São Paulo, onde assistiram ao Made in Brazil. 
Havia disparidades e preconceitos entre os roqueiros das satélites. Esses não se misturavam – quando os Magrellos: Luiz "Punk", mais os irmãos do Cécé, Renato e Milton, e Clevinho e Zé Cuspi são anunciados no Food´s como sendo de Taguatinga, rapidamente desmentem, afirmam serem do Guará. Quase todos os grupos novos eram “punks”, tratamento emprestado pela mídia e usado pelo público. Talvez isso explique porque os grupos acrescentaram o termo rock ao nome: Fusão Rock, Extremo Rock. Demonstrado o estilo, e tocadas umas notas a mais, escapava-se aos rótulos. 
O saudoso Luis "Punk", um cabeludo, tinha o hábito de misturar alguns gorós numa garrafa, e oferecer: 
"Dá um gole aí, cara!" Renato Russo fez careta, e engoliu.
No Teatro de Arena do Cave, assisti ao Extremo com Tuca Maia no contrabaixo e vocais, Cécé na guitarra e Ricardo Lima na bateria. Depois que eles se apresentaram, o guitarrista do Fusão se atirou na plateia. – Esses grupos possuíam mais pique, som e repertório. Definitivamente, o tempo do rock de garagem do Pedra do Planalto havia passado. Naquele dia, nascia uma amizade duradoura, por vezes distante. mas sempre generosa, eterna, e eu passei a acompanhar a sina, a saga, o destino, sempre querendo saber da próxima apresentação.
A cultura musical do Extremo mesclava cabelos grandes e o protopunk dos Stranglers, Suzi 4, MC5, a fúria do Grand Funk e o peso do Black Sabbath, o rock urbano de São Paulo, via Made in Brazil, e o Patrulha do Espaço, que influenciavam suas canções "Rock nas veias", "Onda de viver", "Círculo da ambição", "Mundo vazio", "Medo de existir". Elas eram carregadas de apelo e pegavam na primeira audição. Uma banda made in Guará, com raça e ardis – tecnologia de quintal com pedais, câmaras de eco e instrumentos “melhorados” eram os seus trunfos.
Em 1984, na faixa dos 19-20 anos, estávamos com o Segundo Grau completo, e as obrigações do serviço militar em dia. Vivíamos um tempo de liberdade. Voos de bicicleta pelas quadras e áreas ecológicas era pouco para a lenda do boêmio errante. O ápice foi em maio, no Rock Baby, uma festa no Guará, que reuniu as tribos do asfalto, e o Extremo apareceu. Cécé e uma gatinha, Sandra, Ricardo e sua jaqueta, no momento em que eles caminharam ao fundo do salão, Hamilton Zen, o discotecário, sacou uma fita-pirata, com o show mais recente deles, e mandou ver "Viciado", o grande hit do grupo. Foi colossal ver todos hipnotizados dançando, e Tuca perplexo: "Estão tocando a gente!" O pau rolou a noite toda, e literalmente, até quando o pessoal do forró da casa da frente colocou os roqueiros para correr, até hoje. Aquela noite amarrou os laços de várias pessoas, vindas dos arredores, subúrbios e asas, com presentes na mão para aquela criança – que acabara de nascer.
Nostálgico 1985, banda de um único hit: Viciado

Têm os olhos vermelhos de tanto fumartêm os braços furados de tanto aplicar
Um olhar assustado de quem vive a fugir / De uma realidade que não quer admitir
Viciado! Viciado! Viciado! Viciado!

Um rock-blues violento, dedicado a Christiane F. (Felscherinov). Duas apresentações fora de Brasília, e os alicerces da casa foram implodidos. As fitas cassete ao vivo, desaparecidas e apagadas, somente sobreviveram poucas fotos e um CD.
No ano do Rock in Rio, o Extremo fez o seu último show, e foram resolver problemas mais urgentes – a sobrevivência. 
A 3 de março de 2.001, Cécé, assim como Danny, personagem de Boêmios errantes, de John Steinbeck, termina o capítulo da vida... bebendo vinho.
Na Escola de Música de Brasília, Cécé estudou violoncelo e, mais tarde, formou-se técnico de som.
Cécé personalizava o som da guitarra. Usava afinações múltiplas, solava e fazia a base em uníssono. A agógica estava presente nas passagens da exposição, do desenvolvimento e da reexposição dos temas.
O guitarrista Messias de Oliveira Júnior (1963-2001) era marido, pai, mas também o nosso amigo mais raro.

A morte nos parece uma coisa estúpida, pois ela nos carrega a pessoa querida, e num ritual de sobrevivência nos restam os apegos a fragmentos e fotos.

Exposição no 'Garagem' registrou o Extremo no 'Teatro Rolla Pedra'


No Teatro Garagem, na primeira década de 2.000, ocorreu uma exposição fotográfica sobre o rock Brasília.

 

rockextremo2

O baixista Tuca, com o Extremo

Foto: Ivaldo Cavalcante

Show no Rolla Pedra
Sexta-feira 13 jul. / 1984 – participaram Extremo, TNT e Nirvana.
Na entrada do teatro, Fernandez vestido de preto, devidamente caracterizado como vampiro com cartola de banqueiro, controlava o acesso, e reclamava: "Só tem convidados..." Fernandez desconhecia a minha dedicação, e que precisávamos de grana para o pão com mortadela e vódica. 
Essa insensibilidade me acompanharia pelos próximos 30 anos, mas eu já havia decretado que jamais pagaria ingresso, desde que eu labutasse pela causa do rock'n'roll.

Eu desconhecia aquela foto, e não me lembrava do show. Pensei: outra foto perdida, jamais teria coragem de roubá-la da exposição. Passaram-se três anos e, em 2003, o fotógrafo Ivaldo Cavalcante lançou o livro Taguatinga Duas décadas de cultura, e para nossa surpresa o livro incluía duas fotos do Extremo, de autoria dele!

"O fotografo é sem duvida a testemunha ocular da historia. Viva o rock'n'roll!" (Ivaldo Cavalcante)

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Nos shows em teatros, eu me sentava na última fila. Nesta incrível foto de Ivaldo Cavalcante, eu apareço no fundo, de costas, com a minha gandola verde oliva e tênis, atentamente assistindo ao incêndio do rock Brasília

Em conversa com o fotógrafo Ivaldo e o baterista Ricardo Lima, lembramos que o Extremo atuou duas vezes no Teatro Rolla Pedra. Essas duas fotos, em preto e branco, são da apresentação do dia 5 de maio de 1984, um sábado, ao lado do Nirvana, conforme a matéria Rock pesado, Zezé Motta, MPB etc., de Irlam Rocha Lima, que saiu no Correio Braziliense.


Os tempos eram dificéis
Também em Taguatinga ocorreu a apresentação do Extremo, no Teatro Rolla Pedra, em abril de 1985. Foi a despedida do baterista Ricardo Lima, que viajaria para São Paulo.

"Sim! Isto é verdade, os tempos eram muito dificéis, e além disso não tinhamos apoio de ninguém, a não ser que fôssemos atrás. E chorar pelos cantos para conseguir alguma coisa. AECAD era mais difícil ainda, todavia... Dou graças a Deus por estar vivo, e poder recordar os bons tempos, dificéis." (Rick Mattos, contrabaixista do Nirvana)

Datas, locais – o quê / quem

1982
Março

Cine Centro São Francisco, em frente ao Janjão
Primeira apresentação do Extremo

Setembro
Lazer QI 22 – Guará I
Primeira apresentação do Extremo no Guará

Estúdio do pai do Lincon – 411 Norte
Formado há seis meses, o hard-trio Extremo grava em 8 canais. Zé Cuspi, operador de som nas apresentações, é o técnico do único registro sobrevivente da formação original. Vinte anos depois daquela madrugada, as sete faixas reapareceram...

Podrão

Em que ano e local ocorreu a sua estreia?
A primeira vez, oficialmente, que iniciei a minha "carreira" musical, foi com a banda Antitédio (punk rock), na quadra 413 Sul, num festival comunitário, ano de 1982, para uma irrisória plateia de 48 pessoas.
Tocaram Ramones?
Sim, nós fizemos um cover dos Ramones, também no set list. A música era I don’t care.
Zé Cuspi, roadie do Extremo, se lembra que você invadiu o palco...
Realmente, eu era especialista em invadir e ocupar os palcos de alguns eventos em Brasília!
Por sua vez, você se lembra de que o guitarrista do Extremo estava tão empolgado, que o cabo foi desconectado das caixas, e mesmo assim ele continuou tocando. A banda era o Extremo?
Agora eu não sei se o Zé Cuspi se lembra do show do Extremo na 411 Sul, também no ano de 1982, onde o Cécé fez a tão referida performance, a qual lhe mencionei. Há testemunhas. Abração!

Zé Cuspi ou Zeca Ribeiro, fotógrafo

Puxando pela memória ruim aqui, me lembrei do show da 413 Sul. Estava adormecido, e se misturava ao show da 411 Sul. Na minha mente, era um só show. Aquele LSDcaseiro ainda queima meus neurônios, e misturo tudo, numa salada meio bio e meio gráfica... 
O Alex Podrão tem toda razão. A estreia deles foi na 413. Estávamos lá, uns poucos gatos pingados, sim. Os Magrellos, o Fernando, o China e outro do fã clube do Led Zeppelin da 410 Sul, as meninas da 411 Sul, uns punks do Elefante Branco, e só. 
Na 411 Sul, o Cécé tocou literalmente unplugged. A empolgação era tanta que, não sei como, ouvíamos os captadores Humbucking da Gibson vermelha rugindo através do phaser.


1983
Primeiro Som Rock do Bar Chaplin
Primeira apresentação do Extremo no Gama

Prefeituras Locais – 413 Sul
Durante a execução de Viciado, é rodado um Super-8. Na abertura da fita, o zoom foca o nome Extremo, escrito em fita crepe nas costas da jaqueta preta do guitarrista Cécé. O Extremo estava há seis meses sem se apresentar, e este Super-8 (perdido) atesta que eles aprenderam o ofício do rock no palco.

Julho
Quadra da Aruc Cruzeiro Velho
Extremo

Colégio Elefante Branco – Dia do Estudante
Extremo, Fusão e 4º Crescente

Colégio Objetivo
Extremo, Fusão e Detrito Federal. Desaparece o microfone da banda.

Show Estrada Estelar I – Ginásio de arena do Cave, Guará 2
Extremo, Fusão e 4º Crescente

1984
Show Madrugadas – Gilberto Salomão
No palco de madeira da casa de shows Madrugadas. Apresentam-se Extremo, Ligação Direta, Fusão, Nirvana e A Banda do Cachorro Louco

Show Estrada Estelar II – Cine Itapuã – Gama
Extremo e Essência

5 mai.
Teatro Rolla Pedra Etc & Tall – Taguatinga
Extremo e Nirvana. Ivaldo documenta esta apresentação.
13 jul.
Teatro Rolla Pedra Etc & Tall – Taguatinga
Sexta-feira 13, Extremo e Nirvana arrepiam! O áudio deste show é propositalmente apagado por Cécé. Perderam-se as faixasMórbido (instrumental), Forças que fluemHerdeiros do mal. Três fotos coloridas sobreviveram.

Extremo: fãs de Joe Perry Project e MC5

"Este foi um trabalho de arqueologia! Compare com as fotos originais e você perceberá! Levou 2 horas de trabalho para chegar à qualidade." (Antônio Celso Barbieri)

Apesar da extrema dureza daqueles dias, eu possuía um troco para a passagem, a vódica, o flash manual descartável e o filme. Não sei  quantas poses o filme  possuía; após usar o flash, era necessário girar manualmente para a próxima foto.
Essas fotos não foram feitas por mim. Foram pelo Renato (irmão do Cécé), na minha máquina! Eu pedi ao Renato que as fizesse, pois ele sabia os momentos certos de captar a ação. Me lembro que fiquei decepcionado, pois o Renato havia perdido um flash.
Na época, ao revelar as fotos e mostrá-las aos músicos, eles as ganharam de presente. Quando o Cécé morreu, em 2001, localizei os negativos, e novamente revelei. O baterista Ricardo não se lembrava dessas fotos, e nem que gostara de se lembrar da bateria que havia tocado.

Fragmentos
De cabelo curto, o baixista Tuca usa sua calça jeans dragão. Sua estratégia era pedir o contrabaixo emprestado. "Nosso roadie ainda não chegou, poderia usar seu instrumento?" Na primeira vez que ouvi isso, também acreditei; na segunda, entendi a artimanha para fazer rock. Como as coisas eram tênues...
Cécé, o guitarrista, nem se importava em passar para a eternidade, e nunca se preocupou com a fama. Acho que nem ele sabia que eram apresentações históricas. Bastou uma apresentação dessas para Félix Amorim, guitarrista dos 5 Generais, ficar com a imagem do guitarrista na mente por quase 30 anos. Em conversa recente com Félix, prometi recuperar esses fragmentos, pela terceira vez...
Essas únicas fotos sempre fizeram parte do processo gráfico de uma hipotética antologia, que foi abortada, acredite, pela falta de grana. Quando mostrei o projeto original, que englobava recortes de jornais, ingressos, fui ridicularizado por um músico, que tira imagens de livros importados para seusCDs. Foram necessários dez anos para o photoshop recuperar esse material.
Como o projeto de edição da antologia tinha que primeiro render grana para direitos autorais, e assim minava a grana da prensagem, desisti de prensar, e passei algumas cópias do master para fãs do Guará. O que eu acho difícil é esses fãs terem passado algumas cópias à frente.
A fita dessa apresentação foi propositalmente apagada pelo guitarrista Cécé, e a cópia que existia sumiu... Apesar da falta de instrumentos e ensaios, nessas apresentações, tocaram temas novos, entre eles Mórbido.


14 jul.
Noite Rock de Unaí – MG
Extremo, Ratos de Brasília, Cogumelo Atômico e 4º Crescente apresentam-se em Minas Gerais

1985
7 abr.

Rock in Prima
Extremo

28 abr.
III Semana de Arte de Taguatinga, Teatro Rolla Pedra Etc & Tall 
Grande Concerto em frente ao Teatro. Chove torrencialmente. Despedida da formação original do Extremo, pois o baterista Ricardo Lima muda-se para São Paulo.

Novembro

Ginásio Coberto do Gama
Extremo, Fungos and Bactérias e Escola de Escândalo. Tuca convida Lourenço Júnior para o contrabaixo e uma turnê no Gama. Ginásio lotado, com mais de mil pessoas. Na introdução de Viciado, o Ginásio vem abaixo. O público conhece as letras e, nesta apresentação, Tuca literalmente decola; vestindo uma capa preta de Bela Lugosi, ele entra correndo, tropeça num fio, e cai, de quatro metros, em cima da mesa de som, que era operada pelo Herman. Os fãs deliraram!

15 nov.

Rock Concert – Ginásio Coberto do Gama
Liberdade Condicional (apesar do nome no panfleto, esta é a segunda e última apresentação desta formação de quarteto do Extremo com Tuca, vocais; Cécé, guitarra; Lourenço Júnior, baixo; e André Tourinho, bateria), Mel da Terra, Presença, Stuhlzapfchen e Pássaro de Aço. 

1987
Los Angeles. O Fusão gravaria em Los Angeles, quando uma briga entre o vocalista e o guitarrista destrói o estúdio, e eles são deportados...

1991
30 junho

Canta Gavião – Quadra da Aruc, Cruzeiro
Extremo, Liga Tripa e Anima Verba. Seis anos depois da última apresentação, essa apresentação do Extremo marca a volta do baterista Ricardo Lima. Pela última vez, Cécé, Ricardo, Tuca e Júnior atuam. Continuam amigos e falando-se. Todos se dedicando às suas famílias, estudos, negócios e, claro, música. Neste show, eles apresentaram um rap em inglês, Be a trash. Sinal dos tempos.

2004
Janeiro

Brasília–Porto Seguro: viagem sentimental

 

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