Lennon: "Entre o IRA e o Exército britânico, eu fico com o IRA"

"Entre o IRA e o Exército britânico, eu fico com o IRA"

 

Segundo um ex-agente do serviço secreto inglês, Lennon teria colaborado financeiramente com o Exército Republicano Irlandês, IRA, o sanguinolento grupo terrorista que lutava contra a ocupação britânica da Irlanda do Norte. 

David Shayler, um ex-espião inglês que vive na França e enfrenta uma batalha contra a extradição por revelar segredos de Estado, afirmou ter visto em 1993 documentos que indicam o envolvimento de Lennon com o IRA. Mais: o ex-beatle, teria dado apoio ao Partido Revolucionário dos Trabalhadores, uma organização radical de esquerda. Os papéis fariam parte do arquivo que o FBI, a polícia federal americana, mantém sobre o cantor nos Estados Unidos, com informações enviadas por Londres depois que Lennon se mudou para Nova York, em 1971. São exatamente esses documentos que Jonathan Wiener, quer ver abertos ao público, objetivo que ganhou um empurrão quando o professor conseguiu acesso ao material.

Indignada, a viúva de Lennon, Yoko Ono, declarou que o ex-beatle enviou dinheiro à Irlanda do Norte, sim, mas apenas para ajudar crianças e a comunidade afetada pela violência política. Há quem acredite que os recursos podem ter sido desviados para a compra de armas pelo IRA sem o conhecimento do cantor. O próprio Wiener, que deseja escarafunchar os documentos do FBI, diz que é difícil acreditar no envolvimento direto de Lennon com a luta armada. A opinião não é compartilhada por Hunter Davies, biógrafo dos Beatles. Ele disse que não ficaria totalmente surpreso se a história do espião fosse confirmada. "John gostava de agitar", afirmou. Um porta-voz do Sinn Fein, o braço político do IRA, pôs mais lenha na fogueira ao concordar que o envolvimento de Lennon com o grupo "não era impossível". 

A simpatia do ex-beatle pelos republicanos irlandeses não é segredo. Depois que treze civis foram mortos por tropas inglesas em Londonderry, em 1972, no chamado Domingo Sangrento, Lennon foi claro: "Entre o IRA e o Exército britânico, eu fico com o IRA". Já antes, no final da década de 60, ele não escondia a revolta com várias atitudes do governo de seu país, como o apoio de Londres à intervenção americana no Vietnã e às forças que combatiam impiedosamente a separatista Biafra, na Nigéria. Mesmo um pacifista tinha de tomar partido num mundo dividido por balas, bombas e napalm. 

Fonte: Veja, 1 de março de 2.000

22 ago. / 2000 - A polícia britânica prende o espião desertor David Shayler, de 34 anos, disposto a se entregar, no porto de Dover, em Londres. Desde 1997, Shayler vivia exilado voluntariamente na França. O ex-espião, que chegou a declarar que os britânicos planejaram matar o líder líbio Muammar Kadafi, é acusado em dois processos de revelar segredos de Estado. Ele deverá se apresentar à Corte de Bow Street sexta-feira. David Shayler, aos 34 anos, que se demitiu do MI5 em 1996, foi condenado no dia 5 de novembro de 2002 em Londres a seis meses de prisão por divulgar segredos de Estado ao tablóide dominical Mail on Sunday.

 

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