Rebeliões no mundo árabe

terça-feira, 2 de fevereiro de 2011

Reviravolta 

por: Jihan Arar

Fonte: http://www.umapalestina.blogspot.com/

Mesmo com todos os bloqueios de internet, celular, noticiários da tevê a cabo, os egípcios finalmente criaram coragem e foram às ruas colocar para fora tudo o que estava guardado em seus corações durante anos e anos de tirania do governo Mubarak.

Segundo Navi Pillay, Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, os números extra oficiais indicam a morte de 300 pessoas desde 25 de janeiro do ano corrente, além de cerca de 3 mil feridos e um número inestimável de pessoas presas pela polícia de repressão.

A história nos ensina que para haver mudanças, é necessário que alguns paguem com a própria vida. Será que em pleno século XXI ainda é necessário pagar com a vida para que um cidadão tenha os seus direitos legítimos reconhecidos?

São tantas as informações à respeito das rebeliões no mundo árabe, que fica difícil sintetizar o assunto com objetividade, mas não me escapou o discurso inflamado de Barack Obama defendendo o adiantamento das eleições presidenciais no Egito e a defesa do acordo de paz entre o Egito e Israel. Aos olhos dos leigos, parece que Obama está preocupadíssimo com o bem estar dos egípcios, mas o que realmente o preocupa é manter o envio do petróleo roubado do Iraque através do oleoduto egípcio que dá acesso ao Mediterrâneo. Se este acesso for bloqueado, os Estados Unidos da América páram e aí urge a necessidade de invadir o Irã, para garantir o fornecimento de petróleo aos filhotes do Tio Sam.

A Irmandade Muçulmana convoca seus seguidores ao martírio em nome do nacionalismo egípcio, mas o que eles querem de fato é tomar o poder e transformar o Egito num segundo Irã. Acontece que a juventude egípcia, apesar de religiosa em sua maioria, está de saco cheio de líderes que usam o Islã como bandeira para tomar o poder e estão conscientes de que isto só representará um retrocesso em suas reivindicações. É como tirar o lobo mau do poder e colocar uma naja em seu lugar. O lobo mau quer enriquecer às custas da desgraça do povo egípcio, mas a naja quer o controle das mentes deste mesmo povo, o que é bem mais perigoso.

O lado bom de tudo isso é que a onda está tomando conta do mundo árabe e as pessoas estão, finalmente, entendendo que a união faz a força.

O berço da civilização humana não pode continuar sucumbindo aos desmandos de meia dúzia de tiranos, que por muitos e muitos anos encheram seus cofres com o sangue de cidadãos honestos e trabalhadores, que buscam um pouco de conforto para suas famílias.

Estava passando da hora de recuperar este nacionalismo árabe e mostrar à estes FDPs que temos sangue nas veias e sabemos lutar pelos nossos direitos.

Enquanto isso, Israel e os americanos estão borrando as calças com medo das consequências destes movimentos históricos.
Viva a luta pela liberdade!

 

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Fonte: http://www.umapalestina.blogspot.com/

Bomba! Bomba! Bomba!

por: Jihan Arar

 
Se o objetivo da notícia sobre as negociações secretas entre Autoridade Palestina e Israel era confundir a opinião pública, devo dizer que o objetivo foi alcançado e com louvor. Típico dos judeus: Confundir e embaralhar o meio de campo. Deu certo! Depois da calmaria, veio a tempestade.
Estava tudo calminho demais entre o Hamas e a OLP. Estavam até começando a se entender. Estavam quase chegando a um acordo sobre a divisão do poder. É claro que Israel não poderia deixar passar batido. Já pensou? As forças palestinas unidas? Desastre! Estratégia: Semear a discórdia! Novamente, é claro!
O que me foge à compreensão é como os líderes palestinos continuam se deixando levar por este golpe para lá de manjado. Caramba, já caíram tantas vezes nesta armadilha! Ou será que estou sendo ingênua? Ou será que eu também estou em dúvida? Será que eles conseguiram me influenciar também? Meu Deus! Agora estou em dúvida!
Quanto à veracidade das informações, considero esquisito, por um motivo simples: Se a Autoridade Palestina estava fazendo negociações secretas com Israel, então haveria um terreno preparado para as negociações declaradas e neste caso, não haveria motivo para a AP se retirar da última rodada, certo? Outro ponto importante: Entregar Jerusalém de bandejinha não é a posição mais apropriada para controlar os ímpetos dos palestinos, tarefa que tem sido bastante complicada, devido às várias divisões políticas dentro da Palestina, ou seja, não é hora de tomar uma medida impopular, até porque desencadearia uma terceira Intifada na certa.
Resultado da minha fogueira de neurôneos: Foi golpe judeu de novo! E a imprensa caiu matando! Perfeito! O The Guardian deve ter vendido muito anúncio de sapato e maquiagem na vespera de publicar esta notícia, afinal não dá para se sustentar no vermelho por muito tempo, portanto, uma bomba vai bem, já que o Wikileaks está ficando manjado. A Al-Jazeera reproduziu a notícia, mas ainda não consegui julgar se foi por burrice ou se os interesses estão mudando. O Alon Feuerwerker do Correio Brasiliense se esbaldou, viajou na maionese, deturpou toda a informação e ainda disse que existe um interesse obscuro por parte do Itamaraty em não pedir ao Irã (a pedido de Abbas) para que não interferisse nos assuntos palestinos. De quebra, acusou o Irã, o Hamas e o Hizbollah (e talvez a Síria) de tramarem o assassinado de qualquer liderança palestina que abdicasse da reivindicação de destruir Israel. Fiquei com tanta peninha dele e de Israel por meio segundo. Quase que eu me compadeço do papel de vítima que os judeus adoram fazer.
Lorota, lorota, lorota! Ai, cansei!
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