GUARÁ: HAMILTON 'ZEN' ARTISTA MULTIFACETADO (2010)

hamilton

PERSONAGEM DA CIDADE – HAMILTON CRUZ
ARTISTA MULTIFACETADO
texto: http://jornaldoguara.com/jornaldoguara.com/?p=464

Define-se como nascido artista. Sobrinho e pai de desenhistas, ele vê no sangue a explicação para o entendimento da família pelas artes, em suas mais variadas expressões. Artista plástico, músico, dramaturgo e empresário cultural, Hamilton Cruz se enveredou em quase todas as formas de cultura contemporânea. Nascido em Fortaleza, veio para o Distrito Federal em 1968, tornou-se guaraense em 72 morando com a mãe na mesma casa onde vive até hoje, no conjunto R da QE 34. Pai de duas filhas, arriscou em quase tudo. Foi diretor de Teatro e ator, em parceria com Neno Binifácio, Aluísio Batata, Baralho Neto e muitos outros artistas consagrados.

Foi integrante do Grupo de teatro Coesão, onde montou peças célebres, como O Hospício é Feito por Nóes e Oh! Pátria Mamada e Dólar Trada. Salve-se, entre muitas outras. Deu aulas de teatro na Universidade Católica de Goiânia e pretende voltar às salas de espetáculo. “Quem sabe remontar o grupo com os antigos integrantes, agregando novos atores e novas tecnologias no espetáculo”.

Hamilton é conhecido entre os amantes do rock por ser precursor em Brasília das tradicionais camisas de banda. Feitas em silkscreen, as camisas feitas por eles foram febre durante os anos 80 e 90. “Precisava encontrar uma forma de me manter. É difícil viver de arte, todo artista sabe muito bem disso. Resolvi então fazer as camisas em Brasília e Goiânia, no período em que vivi por lá. Assim como hoje ainda as fabrico e faço faixas publicitárias, uma vertente comercial do trabalho do artista plástico”.


Mútiplas funções

Músico, gaitista, participou das bandas Política do Êxtase e Todas as Tribos. Colaborou com a Casa da Cultura em diversas oportunidades, além de participar dos movimentos de rua do Guará até hoje conhecidos como Lazer na Quadra. Hamilton é mesmo conhecido na cidade por seu espaço cultural na QE 19, o Elo Cultural. Misto de bar, sala de estar, biblioteca e casa de espetáculos. O Elo Cultural foi o primeiro videobar de Brasília, tendência quase obrigatória hoje nas casas noturnas.

“Ali apresentaram-se pela primeira vez grandes nomes da música de Brasília, como Célia Porto, Maskavoroots e muita gente boa. Fazíamos palestras de temas polêmicos, exposições de artes plásticas, esquetes de teatro e tudo que um espaço múltiplo pode oferecer, inclusive debates e palestras sobre ufologia”. O acervo de longplays do Elo Cultural ultrapassava os 1500 discos. De música regional brasileira ao rock conceitual cosmopolita. Remontou seu ateliê na QE 34 em 1994 após o fechamento do Elo Cultural por problemas com sócios. Hoje atende no local. Hamilton, além de artista é confeiteiro. Foi responsável por anos pela confeitaria do Carrefour Sul. “Aceito encomendas de quadros, camisetas, faixas, bolo e doces”, avisa o artista.

Hamilton 'Zen' (Bar Elo Cultural)

por Mário Pazcheco

Para acessar o bar Elo Cultural, você tinha que escalar uma escada íngreme, como daquelas mansões dos filmes de Hitchcock; a escadaria era o terror ver- tiginoso dos bêbados. Nas estantes do Elo Cultural, li a biografia mais bizarra: diante do trago molhado e gelado, pagino uma biografia de Howard Hughes – o excêntrico milionário americano, que encerrou a vida viajando para o céu de maneira infernal. O passaporte, uma seringa espetada na pele necrosa do braço. Que fim levaram seus bilhões de dólares? A questão primordial levantada pelo autor junto às alianças entre Hughes e Nixon, sem provar ou desvendar a lenda. Por que miseráveis esboços ficcionais, especulativos e incompletos de biografias fascinam?!

Hamilton

14 jul. / 2012 – Foto: Zeca Ribeiro

O Bar Elo Cultural funcionou de que ano a que ano?

Foi rápido, 1990 a 1991.

Quem tocou nele?

Akneton, Little Quail and The Mad Birds, o começo da Célia Porto, Pompas Fúnebres, Marssal, The Vervet, Política do Êxtase, Concreto DF. As bandas de
metal da época, não me lembro. Brasilis Capital, Tika Floyd, na época, hoje Dentadura Postiça, e outras...

Principais atividades culturais?


Apresentação de bandas e solos de rock, MPB e metal. Artistas plásticos, Biblioteca, Teatro, Palestras variadas (ovnis, raça negra, psiquiatria etc.) performances
diversas. Decorações adequadas para som mecânico, com temas variados, e exposições artísticas, inclusive das artes plásticas.

Pode falar o que rolou naquela noite em que o Akneton não tocou?

Aconteceu. Foram duas noites com o show Vá Tudo Pro Inferno. Se não pôde haver a terceira, coloquei som mecânico, como sempre.

Mais memórias

Marcelo Marssal: – Foi na raça aquele show...

E o Elo Cultural?

Lembro-me que tínhamos um show marcado lá pra tocar, além de músicas autorais, tributos a Led Zeppelin, Jimi Hendrix, Deep Purple, dentre outros clássicos do rock and roll... E tínhamos, sim, um baterista que não ficou muito tempo, ainda mais depois desse episódio. Ele morava em Alexânia, e no dia do show, e no horário marcado, ainda não havia dado as caras. Ficamos esperando até a hora do show, sem notícias...

O show rolou?


Pois é! Alguns minutos de atraso, e ficamos sabendo que o excelentíssimo Roger Schwantz, primeiro batera antes do Cláudio Marcelo, havia se envolvido numa briga em Alexânia, e estava no hospital. Deu pontos na boca, porque levou uma ‘nunchakudada’ na cara. Então, decidimos fazer o show assim mesmo, pois a casa estava lotada. E todos esperando pela Marssal, decidi então que tocaria a bateria, e cantaria ao mesmo tempo. Deu certo, o show foi muito louco, e eu fiquei encharcado de suor. Mas conseguimos realizá-lo com muito rock and roll. Isso que me lembro. 

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